sexta-feira, 5 de junho de 2026

Diário da nossa selecção. :)

A pedido de muitas famílias deixo a manhã da nossa Seleção neste Mundial amigos😂❤️:
2h30 - João Félix desliga o PlayStation, e apaga mais uma mensagem de Rui Costa pedindo o seu retorno ao Benfica.
3h10 - Rui Costa liga para Roberto Martinez para saber se ele tem planos para o pós Campeonato do Mundo.
4h45 - Cristiano toma o seu terceiro banho de gelo matinal e promete chegar ao Mundial de 2030.
5:00 - Bernardo Silva garante que vai voltar ao Benfica, só não sabe situar o século.
7h30 - Rúben Dias faz mais um comunicado pedindo privacidade pelo fim do relacionamento, enquanto segue mais algumas ex-participantes de Love Island e Secret Story.
8h - João Neves e Madalena Aragão estão encerrando a chamada de bom dia, mas não conseguem porque juraram que quem desligar por último será quem ama mais. Por fim decidem desligar simultaneamente.
9h15 - João Palhinha e Pedro Gonçalves combinam entre si onde vão assistir ao jogo de Portugal.
9h16 - Ronaldo aproveita para fazer abdominais, enquanto pergunta ao grupo se é o mais lindo. Rúben Dias não fica convencido.
9h30 - Começa o treino com uma corrida ao redor do relvado. Samu vai as cavalitas do Nuno Mendes para não atrasar o grupo.
9h45 - Gonçalo Inácio fica triste por não encontrar um grupo com a qualidade de futebol do seu Sporting.
9h47 - Hjulmand aparece do nada e pede penálti para o Sporting, Bruno Fernandes diz que bate o penálti mas Ronaldo pega a bola.
9h48 - Cristiano marca e diz que os 1000 golos estão cada vez mais próximos. Dalot comemora efusivamente. Cristiano pergunta se os 150M de Florentino serão para ele.
9h58 - William termina a corrida de preparação para a Eurocopa de 2016 e junta-se aos colegas, mas estranha apenas encontrar Ronaldo.
10h0 - Rui Costa fica confuso ao ler que Otamendi deixou o Benfica, e pergunta a Bernardo Silva se ele quer ser o capitão do Benfica na próxima temporada.
10h08 - Ronaldo diz aos colegas que foi Campeão da Premier League Saudita, que é uma das melhores do Mundo. Os jogadores riem-se muito.
10h10 - Roberto Martinez entoa o Hino Nacional enquanto também diz que os jogadores se devem inspirar na garra da Padeira de Aljubarrota, e na coragem de Cristiano por ter vencido a Champions da Arábia Saudita.
10:12 - Bruno Fernandes chuta de fora da área e marca um golaço. Cristiano jura que a bola lhe raspou na ponta do cabelo.
10h13 - Perguntam a Rafael Leão porque está a sorrir, mas o jogador diz que não sabe parar de sorrir.
10h25 - A selecção começa o treino de cobranças de falta, Cristiano que voltou a campo pega as bolas. Diogo Costa, Rui Silva e José Sá aproveitam para descansar.
10h27 - O Seleccionador Jorge Mendes pede aos seus jogadores para reunirem no centro do terreno para decidir que jogadores serão vendidos.
10h30 - João Neves dá conselhos a Bernardo e Bruno Fernandes e garante que com os anos esse nervosismo pré-jogo tende a diminuir.
10h32 - Bruno Fernandes e João Neves perguntam se algum dia poderão marcar um livre ou penálti pela Seleção.
10h40 - O grupo divide-se e joga um meinho. Bernardo Silva, Vitinha e Matheus Nunes divertem-se trocando a bola entre si sem que William consiga tocá-la.
11h10 - Jorge Mendes diz a Diogo Costa que Paris será uma excelente oportunidade para ele, e as casas são mais baratas que no Porto.
11h12 - Madalena Aragão liga para João Neves pois está preocupada com a química que ele tem com Vitinha.
11h30 - Jorge Jesus observa treino e fica satisfeito por ter várias opções para lateral-esquerdo, como Nuno Mendes, Nelson Semedo ou Bernardo Silva.
12h00 - Frederico Varandas diz que o Porto não joga nada, que o seu Presidente sabe porque foi treinador, e que dificilmente vão vencer este Mundial.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

E vão 12 greves gerais em Portugal, mas 10 delas ocorreram quando o PSD estava no governo...

João Miguel Tavares no Público
“(…) Desde o 25 de Abril de 1974, houve 12 greves gerais em Portugal. (…)
10 delas ocorreram quando o PSD estava no governo. (…)
Este desequilíbrio ainda é mais extraordinário por duas razões.
Em primeiro lugar, porque desde 1974 o PS esteve mais anos no governo do que o PSD.
Em segundo lugar, porque das três vezes que o FMI foi chamado a intervir em Portugal, quem o chamou foram primeiros-ministros socialistas (…).
As greves gerais em Portugal não servem para defender os direitos dos trabalhadores, nem para sinalizar momentos particularmente catastróficos no domínio económico.
Servem como uma arma política que a esquerda utiliza a seu bel-prazer para desgastar a direita. (…)
As duas primeiras greves gerais em Portugal foram convocadas em 1982, (…) quando Francisco Pinto Balsemão era primeiro-ministro.
Na década de 1980 houve mais uma: em 1988, no início da primeira maioria absoluta de Cavaco Silva e do período de maior prosperidade económica da democracia portuguesa (…).
Nos anos 90 não houve greves gerais. (…)
António Guterres não teve direito a uma única nos sete anos em que foi primeiro-ministro. 
Durão Barroso teve, logo em 2002. 
Seguiu-se José Sócrates, (…) o único primeiro-ministro socialista, até hoje, a sofrer greves gerais (duas).
Seguiu-se o governo de Passos Coelho, que (…) foi premiado com quatro greves gerais (…)
Felizmente, depois chegou António Costa, [que] governou oito anos e meio e foi bafejado com… zero greves gerais. (…)
Até que o PSD regressou ao governo pelas mãos de Luís Montenegro, e com ele regressaram o quê?
Adivinharam: as greves gerais.
Já vai em duas (…).
Os jornais enchem páginas e páginas com reflexões sobre a causa das greves e os direitos dos trabalhadores (…).
[Mas] isto é luta partidária pura e simples.
Os trabalhadores são apenas o adereço.”
-- 
Com os meus cumprimentos
*
Rui Xisto
*
*
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A dita esquerda...

Os textos que tenho publicado sobre a brutalidade da carga fiscal que recai sobre os trabalhadores que ganham o salário mínimo ou pouco mais têm tido um eco enorme. Não me surpreende. As pessoas sabem o que pagam. Sabem o que sobra ao fim do mês. Sabem que trabalham cada vez mais para viver cada vez pior.
O que me surpreendeu foi outra coisa.
As críticas mais agressivas não vieram da direita. Não vieram dos empresários. Não vieram dos chamados "ricos". Vieram quase sempre de pessoas ligadas à esquerda, aos sindicatos ou à função pública.
Dei por mim a perguntar porquê.
Porque motivo alguém que se apresenta como defensor dos mais desfavorecidos reage com tanta hostilidade quando se fala da tributação dos salários mais baixos? Porque motivo alguém que diz lutar pelos trabalhadores se incomoda quando se fala dos trabalhadores invisíveis, aqueles que não podem fazer greve, não têm sindicatos a defendê-los e muitas vezes nem sequer conseguem fazer valer os direitos que já existem na lei?
Cheguei a uma conclusão desconfortável. A esquerda contemporânea não vive da pobreza. Vive da exploração da pobreza.
Não quer resolver os problemas dos mais desfavorecidos. Quer manter o poder político e cultural que resulta de falar em nome deles. Aquela aparência de serem "do bem".
Quando alguém diz que um trabalhador com salário mínimo suporta uma carga fiscal absurda, isso não é visto por eles como uma denúncia de uma injustiça. É visto como uma ameaça. Porque coloca em causa uma narrativa central: a de que mais Estado significa sempre mais justiça social.
Por isso não há debate. Não discutem a tributação dos salários mais baixos, não discutem o peso dos impostos indirectos nem os das contribuições.
Não discutem os trabalhadores sem representação efectiva, não discutem os milhares de portugueses que trabalham todos os dias e continuam pobres.
Discutem sim, a pessoa que levantou o assunto. É o privilégio. É o advogado. É a origem. É qualquer coisa, desde que não seja o tema do texto.
Custa-lhes admitir que este Estado explora fiscalmente os pobres e admitir que isso é uma perversão do estado social. Talvez porque reconhecer isso obrigasse a questionar interesses instalados há décadas. Talvez porque reconhecer isso obrigasse o Estado a emagrecer e deixasse esta malta com salários mais baixos e menos postos de trabalho.
Quanto a mim, continuarei a falar dos esquecidos deste regime. Dos que trabalham, dos que pagam, dos que sustentam o Estado com a riqueza que criam. Se isso é esquerda ou direita? Foi a direita que me adoptou, e é a esquerda que me persegue. Tirem as vossas conclusões.
Falar dos pobres que trabalham tornou-se uma das coisas mais subversivas que se podem fazer em Portugal. Se assim é, continuarei a subverter.
Publico esta imagem com este texto porque neste momento, apesar de não serem as pessoas da CGTP a queimar os caixotes do lixo, são elas que queimam os pobres e é assim que me parece que olham para eles. Os restos que metem num contentor ao qual podem simplesmente pegar fogo. Parece-me adequado!
Pode ser uma imagem de o Portão de Brandemburgo e texto

quarta-feira, 3 de junho de 2026

A vida real não faz greve, mas a função pública faz.

Caros concidadãos. Meus amigos.
Daqui a poucas horas começa o vosso martírio. Nalguns casos, já começou.
A cirurgia cancelada. A audiência adiada. A escola fechada. O transporte suprimido. A repartição encerrada. A vida normal em suspenso, na véspera de um feriado e com uma ponte depois, numa daquelas coincidências que todos já conhecemos de outras datas.
Um conjunto de pessoas que todos pagamos, e que em média já beneficia de maiores salários, maior proteção e menos horas de trabalho do que a esmagadora maioria dos trabalhadores do privado, decidiu abusar de um direito que nasceu em condições verdadeiramente hediondas.
A greve nasceu num tempo em que o trabalhador era tratado como peça descartável. Em que homens, mulheres e crianças cumpriam jornadas brutais, sem proteção, sem segurança e sem descanso. Nasceu quando os mais fracos não tinham outra arma contra os mais fortes.
Hoje, em Portugal, a caricatura está completa.
Amanhã, os que vão parar não são os esmagados do sistema. São parte do sistema. São pagos pelo dinheiro dos contribuintes. Recebem ao fim do mês com o dinheiro de quem não pode faltar. De quem, se faltar, perde clientes. Perde encomendas. Perde negócio. Perde emprego. Em suma, perde a pouca estabilidade que tenta manter.
O trabalhador do privado vai trabalhar. O pequeno empresário vai abrir a porta. O trabalhador independente vai cumprir prazos. O recibo verde vai facturar se conseguir.
A vida real não faz greve, mas a função pública faz.
E faz em nome dos trabalhadores, como se o trabalhador do privado, mais frágil, mais pobre e mais substituível, não existisse. Como se fosse apenas um NIF destinado a alimentar um Estado cada vez maior, mais caro, mais pesado e menos capaz de devolver aquilo que exige.
Quando se perguntarem a quem interessa a situação actual do país, lembrem-se deste dia.
Quando se perguntarem a quem interessa que os vossos impostos sejam tão altos, lembrem-se deste dia.
Quando se perguntarem a quem interessa um Estado gigantesco, lento, caro, ineficiente e sempre faminto por mais dinheiro, lembrem-se deste dia.
Quando se perguntarem a quem interessa manter Portugal de fronteiras abertas ao terceiro mundo, sem controlo e sem respeito por quem cá trabalha e paga tudo, lembrem-se também deste dia.
Amanhã vão andar por aí. Uns poucos estarão numa rua, com cartazes, megafones e palavras de ordem sem significado.
A maioria estará nos shoppings, nas esplanadas ou nas praias, se o tempo ajudar, enquanto o país que dizem defender fica paralisado para quem precisa que ele ande.
Quando o Estado falir e chegar a hora de reformar este sistema imoral que vos explora, que vos taxa, que vos esmaga e que vos dá cada vez menos em troca, façam um favor a vocês próprios: prestem às queixas deles exactamente a mesma atenção que eles hoje prestam às vossas.
A greve continua a ser um direito. A falta de vergonha, infelizmente, também.
Transformar um direito histórico dos explorados numa arma dos protegidos contra os desprotegidos não é luta social. É descaramento.