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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Um ar que se nos dá: saiba quem mais polui a atmosfera em Portugal

 A ideia foi-se instalando com a eficácia das grandes simplificações contemporâneas: nos círculos mediáticos e políticos o grande problema ambiental será hoje, quase em exclusivo, o das alterações climáticas, causado pelas emissões de dióxido de carbono e de outros gases com efeito de estufa.

Nessa narrativa, repetida por governos, empresas, fundações, agências de comunicação e por boa parte da imprensa, o cidadão comum aparece como o culpado difuso: continua a usar combustíveis fósseis, anda de automóvel, não mudou os seus hábitos, embora, no caso português, viva num país onde os transportes públicos continuam, em muitas zonas, pelas ruas da amargura, mas onde se exige à população uma conversão ecológica que o próprio Estado não garante em condições mínimas.



 Pedro Almeida Vieira

paginaum

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Como é Feito: o URÂNIO ENRIQUECIDO – a INCRÍVEL Transformação do Minério Mais PERIGOSO!

O processo de transformação do urânio, desde a sua extração na natureza até se tornar combustível para reatores nucleares ou outras aplicações, é um dos feitos mais complexos da engenharia moderna.

Aqui está o passo a passo dessa incrível transformação:
1. Mineração e o "Yellowcake"
Tudo começa com a extração do minério de urânio da terra. O urânio natural é composto por dois isótopos principais: o U-238 (cerca de 99,3%) e o U-235 (apenas 0,7%). O problema é que apenas o U-235 é "físsil", ou seja, capaz de sustentar uma reação em cadeia.
Após a mineração, o minério é triturado e processado quimicamente para formar um concentrado de pó amarelo conhecido como Yellowcake (bolo amarelo).
2. Conversão em Gás (UF6)
Como os isótopos U-238 e U-235 são quimicamente idênticos, eles não podem ser separados por métodos químicos simples. A separação precisa ser física, baseada na sutil diferença de peso entre eles.
Para que isso seja possível, o sólido "Yellowcake" é transformado em um gás chamado Hexafluoreto de Urânio (UF6). Este gás é ligeiramente corrosivo e precisa ser manuseado com extremo cuidado em tubulações especiais.
3. O Enriquecimento por Centrifugação
Esta é a fase mais crítica. O gás UF6 é colocado em cilindros que giram a velocidades altíssimas (ultracentrífugas).
A Força Centrífuga: Devido à rotação veloz, o isótopo mais pesado (U-238) é lançado para as paredes do cilindro.
A Coleta do U-235: O isótopo mais leve (U-235) concentra-se mais próximo ao centro do cilindro.
Como a diferença de peso é ínfima, o gás precisa passar por milhares de centrífugas conectadas em série, chamadas de "cascatas", até que a concentração de U-235 suba de 0,7% para cerca de 3% a 5% (nível usado em usinas nucleares).
4. Reconversão e Pastilhas de Combustível
Após atingir o nível de enriquecimento desejado, o gás UF6 enriquecido é transformado novamente em um pó sólido (dióxido de urânio). Esse pó é prensado e cozido em altas temperaturas para formar pequenas pastilhas de cerâmica.
Cada pastilha, embora pequena (do tamanho da ponta de um dedo), possui uma densidade energética impressionante: uma única pastilha de urânio pode gerar a mesma energia que cerca de 800 kg de carvão ou 560 litros de petróleo.
5. Montagem dos Elementos Combustíveis
Essas pastilhas são inseridas em tubos longos de uma liga metálica especial (geralmente zircaloy), formando as chamadas varetas de combustível. Essas varetas são agrupadas em feixes metálicos que, finalmente, são inseridos no coração do reator nuclear para gerar eletricidade através do calor da fissão.
Por que é considerado "Perigoso"?
Além da radioatividade natural, o perigo reside no nível de enriquecimento. Enquanto o uso civil para energia exige cerca de 5%, o enriquecimento acima de 90% permite a criação de armas nucleares. Por isso, as instalações de enriquecimento ao redor do mundo são rigorosamente monitoradas por agências internacionais.
Pode ser uma imagem de texto que diz "URÂNIO ENRIQUECIDO A INCRÍVEL TRANSFORMAÇÃO DO MINÉRIO MAIS PERIGOSO! 99,3%U-238 99,3% U-238 0,7% U-235 1. MINERAÇÃO & & YELLOWCAKE YELLOWCAKE (υ30e) 0း U-238 U-235 な HEXAFLUORETO DE URÃNIO 3. .ENRIQUECIMENTO POR CENTRIFUGAÇÃO U-238 PASTILHAS PASTILHASDEURĂNIO(UO2) DE URÃNIO (.02) U-235 PASTILHAS DE COMBUSTÍVEL VARETAS DE COMBUSTÍVEL 5. ELEMENTOS COMBUSTÍVEIS PERIGO ACIMAD DE ACIMADE90% 90% ENRIQUECIMENTO MILITAR"
Observatório Espírita

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Há municípios afectados pelas tempestades que "ainda não avaliaram nenhuma casa", ministro da Economia apela a mais rapidez.

Importante para todos é saber-se quais as camaras, e de preferência saber-se a que partido pertence o presidente dessa camara! que ainda nada fizeram!

"O ministro da Economia alertou para a "disparidade" nos processos de avaliação de habitações afectadas pelas tempestades do inverno, apelando aos municípios “mais lentos se aproximem dos mais rápidos".

O ministro da Economia reconheceu que “há ainda muito a fazer na atribuição dos apoios até 10 mil euros” para a reconstrução de casas que ficaram destruídas depois do comboio de tempestades que assolou o país em janeiro e fevereiro. Esta sexta-feira no parlamento, Manuel Castro Almeida admitiu que há atrasos, “apesar de 13 municípios já terem concluído todos os processos e 10 municípios terem ultrapassado os 90%”. Nestes casos, os apoios foram pagos ou indeferidos.

Segundo Castro Almeida, os processos de indemnização estão a decorrer “de formas diferenciadas”. Há municípios que estão “muitíssimo mais lentos e alguns não avaliaram nenhuma casa”.

Observador

domingo, 14 de maio de 2023

Veículos Eléctricos: Hesitação do Consumidor.

Uma pesquisa é apenas uma pesquisa, e os números sobre as intenções de compra podem mudar de mês para mês, mas a JD Power tem alguns dados interessantes sobre a demanda por veículos elétricos (EVs):

Nem tudo é sol na estrada para o futuro EV. Embora a tendência de longo prazo na participação no mercado de VEs tenha crescido significativamente de 2,6% de todas as vendas de veículos novos em fevereiro de 2020 para 8,5% em fevereiro de 2023, as vendas atingiram um aumento de velocidade em março, com a participação de mercado mensal caindo para 7,3%. Embora seja de se esperar alguma volatilidade mês a mês, uma análise mais detalhada das barreiras à adoção de VEs mostra que muitos compradores de veículos novos estão se tornando mais inflexíveis sobre sua decisão de não considerar um VE em sua próxima compra.

De acordo com novos dados. . . esse aumento constante na porcentagem de consumidores que dizem que é “muito improvável” considerar um EV para a próxima compra de veículo reflete preocupações persistentes sobre infraestrutura de carregamento e preços de veículos.

A partir do relatório deste mês [de maio], 21% dos compradores de veículos novos dizem que é “muito improvável” considerar um EV, acima dos 18,9% em fevereiro e 17,8% em janeiro. Enquanto isso, a porcentagem de compradores de automóveis que dizem que são “muito prováveis” de considerar um EV é de 26,9% e tem se mantido estável nos últimos três meses…

https://www.nationalreview.com/corner/electric-vehicles-consumer-hesitation/?utm_source=recirc-desktop&utm_medium=homepage&utm_campaign=right-rail&utm_content=corner&utm_term=second

sexta-feira, 24 de março de 2023

O que é compostagem e como fazer?

Fazer compostagem doméstica reduz gases do efeito estufa, lixo orgânico e faz bem para saúde

1. Como se faz a compostagem?

2. Quais são as 3 fases da compostagem?

2.1. 1ª) Fase mesofílica

2.2. 2ª) Fase termofílica

2.3. 3ª) Fase da maturação

3. História da compostagem

4. O que é uma composteira?

5. Minhocas na compostagem

6. Composteira automática

7. Factores que influenciam na geração e na qualidade do composto

7.1. Organismos

7.2. Temperatura

7.3. Umidade

7.4. Aeração

8. Cuidados

9. Para que serve a compostagem

10. Chorume

Compostagem é o processo biológico de valorização da matéria orgânica, seja ela de origem urbana, doméstica, industrial, agrícola ou florestal, e pode ser considerada como um tipo de reciclagem do lixo orgânico. Trata-se de um processo natural em que os micro-organismos, como fungos e bactérias, são responsáveis pela degradação de certos tipos de resíduos, transformando-a em húmus, um material muito rico em nutrientes e fértil.

A prática feita em casa ainda faz bem para a saúde. De acordo com um estudo, o contacto com uma bactéria presente no húmus pode ser usado como antidepressivo e diminui alergias, dores e náuseas.

A compostagem ajuda na redução das sobras de alimentos, tornando-se uma solução fácil para reciclar os resíduos gerados em nossa residência. Confira o vídeo acima, do Canal do Portal eCycle do YouTube, para entender, de forma bem resumida, o que é compostagem. Se curtir, inscreva-se no canal! Confira abaixo mais detalhes de como ela ocorre e como realizá-la.

Como se faz a compostagem?

A compostagem do lixo acontece em fases, sendo elas muito distintas umas das outras.

Quais são as 3 fases da compostagem?

1ª) Fase mesofílica

Nessa fase da compostagem, os fungos e as bactérias mesófilas (activas a temperaturas próximas da temperatura ambiente) começam a se proliferar na matéria orgânica aglomerada na composteira, fazendo a decomposição do lixo orgânico. Primeiro são metabolizadas as moléculas mais simples. Nessa fase, as temperaturas são moderadas (cerca de 40°C) e dura em torno de 15 dias.

2ª) Fase termofílica

É a fase mais longa, podendo se estender por até dois meses, dependendo das características do material que está sendo compostado. Nessa fase, entram em cena os fungos e as bactérias denominados de termófilos, que são capazes de sobreviver a temperaturas entre 65°C e 70°C, à influência da maior disponibilidade de oxigénio – promovida pelo revolvimento da pilha inicial. A degradação das moléculas mais complexas e a alta temperatura ajudam na eliminação de agentes patógenos.

3ª) Fase da maturação

É a última fase do processo de compostagem, podendo durar até dois meses. Nessa fase, há a diminuição da actividade microbiana, da temperatura (até se aproximar da temperatura ambiente) e da acidez. É um período de estabilização que produz um composto maturado. A maturidade do composto ocorre quando a decomposição microbiológica se completa e a matéria orgânica é transformada em húmus, livre de toxicidade, metais pesados e patógenos.

O húmus é um material estável, rico em nutrientes e minerais, que pode ser utilizado em hortas, jardins e para fins agrícolas, como adubo orgânico, devolvendo à terra os nutrientes de que necessita e evitando o uso de fertilizantes sintéticos.

História da compostagem

A compostagem orgânica não é uma prática nova, mas está ganhando popularidade ao passo que há uma tendência maior de preocupação com a sustentabilidade. Há muito tempo agricultores já utilizavam o método de reciclagem do lixo doméstico para obtenção de adubo orgânico.

No oriente médio, principalmente na China, a compostagem vem sendo aplicada há séculos. Já no ocidente, ficou conhecida em 1920, a partir dos primeiros experimentos de Sir Albert Howard. O Inglês Howard era considerado um dos propulsores da compostagem doméstica na província Indiana de Indore, onde tentou efectuar o processo com resíduos de uma só natureza e concluiu que era necessário misturar diversos tipos.

Também na Europa, a técnica era usada durante os séculos XVIII e XIX pelos agricultores que transportavam os seus produtos para as cidades em crescimento e, em troca, regressavam às suas terras com os resíduos sólidos urbanos das cidades para utilizá-los como corretivos orgânicos gerados do solo. Assim, os resíduos eram quase que completamente reciclados por meio da compostagem e da agricultura.

Com a expansão das áreas urbanas e o aumento populacional e do consumo, houve mudanças na qualidade dos resíduos sólidos, que acabaram tornando-se cada vez mais inadequados para o processo de compostagem de lixo. Logo, a técnica perdeu popularidade.

Entretanto, nos dias de hoje, com a pressão para a utilização de métodos direccionados para a preservação do meio ambiente, há um novo interesse em compostagem de restos de comida em casa como uma solução para a redução do volume de lixo que é encaminhado para aterros e lixões todos os dias.

Esse hábito ainda pode fornecer uma opção saudável de adubo orgânico para plantas e hortas. Com isso, cada vez mais pessoas querem colocar a mão na massa e fazer a sua própria compostagem, mas muitas não sabem por onde começar.

O que é uma composteira?

A composteira nada mais é do que o lugar (ou a estrutura) próprio para o depósito e a compostagem do material orgânico, onde o lixo orgânico será transformado em húmus.

A composteira pode assumir diversos formatos e tamanhos – isso depende do volume de matéria orgânica que é produzida e também do espaço livre disponível para sua alocação, mas todas têm a mesma finalidade.

As composteiras podem ser instaladas em casas ou apartamentos e possuir tamanhos e preços variados. Para além disso, o processo também pode ser realizado directamente no solo.

Minhocas na compostagem

Uma forma de acelerar a compostagem orgânica é por meio do uso de minhocas californianas (espécie Eisenia foetida mais indicada para o processo). Isso porque as minhocas digerem a matéria orgânica, facilitando o trabalho dos micro-organismos.

Esse tipo de compostagem recebe o nome de vermicompostagem ou compostagem com minhocas. Para saber mais sobre esse tema, dê uma olhada na matéria: “Vermicompostagem: conheça as vantagens dessa técnica que reduz o lixo orgânico“. Para conhecer mais de perto as minhocas dê uma olhada na matéria: “Minhoca: importância ambiental na natureza e em casa“.

Composteira automática

A compostagem também pode ser feita por meio da composteira automática, que envolve maior praticidade, pois a decomposição é mais rápida e, ao em vez de minhocas, utiliza-se poderosos micro-organismos patenteados (dentre eles, o Acidulo TM), capazes de se multiplicarem em altas temperaturas, salinidade e acidez, saiba mais sobre esse tema lendo a matéria “Composteiras automáticas trazem agilidade e eficiência no reaproveitamento de resíduos domésticos“. Com isso, é possível inserir alimentos ácidos, carne, ossos, espinhas de peixe, frutos do mar, ao contrário da compostagem com minhocas, ou vermicompostagem.

Nessa última, também não se recomenda a deposição em excesso de gorduras e lacticínios, pois retardam a decomposição. Também existem resíduos que não vão para nenhum dos tipos de composteira, porém devemos destinar correctamente. Para saber mais a respeito, dê uma olhada na matéria: “O que pode colocar na composteira?“.

Ao identificar o melhor tipo de processo (compostagem ou vermicompostagem) e de composteira para a casa, família e orçamento, muitas pessoas ainda têm uma dúvida: se a composteira caseira é higiénica. Essa dúvida é recorrente devido a existência de chorume e pela necessidade de lidar com restos de alimentos que podem exalar mau odor e atrair animais.

O fato de haver minhocas nas composteiras também assusta. Mas esse receio não tem muito fundamento como mostra a matéria “Entrevista: composteira caseira é higiénica” com Cesar Danna, do site de soluções para resíduos orgânicos Minhocasa.

Factores que influenciam na geração e na qualidade do composto

São muitos os factores que podem influenciar na quantidade e qualidade dos compostos gerados durante esse processo, os principais são os seguintes:

Organismos

A transformação da matéria orgânica bruta para húmus é um processo, basicamente, microbiológico, operado principalmente por fungos e bactérias, que, durante as fases da compostagem, alternam espécies de micro-organismos envolvidos. Também há a colaboração da macro e mesofauna, como minhocas, formigas, besouros e ácaros, durante o processo de decomposição;

Temperatura

Um dos factores de grande importância no processo de compostagem. Esse processo de decomposição da matéria orgânica por micro-organismos se relaciona directamente à temperatura, por meio de micro-organismos que produzem o calor, pela metabolização da matéria orgânica, estando a temperatura relacionada a vários factores, como materiais ricos em proteínas, baixa relação carbono/nitrogénio, umidade e outros.

Materiais moídos e peneirados, com granulometria mais fina e maior homogeneidade, originam uma melhor distribuição de temperatura e menor perda de calor. Veja mais detalhes na matéria “Condições básicas para manutenção da composteira: temperatura e umidade“.

Umidade

A presença de água é fundamental para o bom desenvolvimento do processo, pois a umidade garante a actividade microbiológica, isso se deve porque, entre outros factores, a estrutura dos micro-organismos consiste de aproximadamente 90% de água e, na produção de novas células, a água precisa ser obtida do meio, ou seja, neste caso, da massa de compostagem.

Porém, a escassez ou o excesso do líquido pode desacelerar a compostagem – se houver excesso, é necessário acrescentar matéria seca, como serragem, ou folhas secas.

A faixa de umidade óptima recomendada para se obter um máximo de decomposição está próxima de 50%, devendo haver uma maior atenção ao teor de umidade durante a fase inicial, pois esta precisa de uma adequação do suprimento de água para promoção do crescimento dos organismos biológicos envolvidos no processo e para que as reacções bioquímicas ocorram no tempo certo, durante o processo de compostagem. Saiba mais detalhes na matéria “Umidade dentro da composteira: factor muito importante“.

Aeração

No processo de compostagem, é possível dizer que a aeração é o factor mais importante a ser considerado, isso porque o arejamento evita a formação de maus odores e a presença de insectos, como as moscas de frutas, por exemplo, o que é importante tanto para o processo como para o meio ambiente.

Também deve-se levar em conta que, quanto mais húmida está a massa orgânica, mais deficiente será sua oxigenação. É recomendado que o primeiro revolvimento seja feito em duas ou três semanas após o início do processo, pois esse é o período em que se exige a maior aeração possível. Em seguida, o segundo revolvimento deve ser feito aproximadamente três semanas após o primeiro, e dez semanas após o inicio de processo de compostagem deve ser feito o terceiro revolvimento para uma incorporação final de oxigénio.

Uma massa orgânica com uma dose apropriada de nitrogénio e carbono ajuda no crescimento e na actividade das colónias de micro-organismos envolvidos no processo de decomposição, possibilitando a produção do composto em menos tempo.

Sabendo que os micro-organismos absorvem o carbono e o nitrogénio numa proporção de 30 partes de carbono para uma parte de nitrogénio, ou seja, uma razão de 30/1, essa é a proporção ideal para o material orgânico depositado na composteira, mas também são recomendados valores entre 26/1 e 35/1, como sendo as relações C/N mais propícias para uma rápida e eficiente compostagem.

Cuidados

Resíduos com relação C/N baixa (C/N<26/1) são pobres em carbono e perdem nitrogénio na forma amoniacal durante o processo de compostagem. Nesse caso, recomenda-se juntar restos vegetais celulósicos, como serragem de madeira, sabugo e palha de milho e talos e cachos de banana, ricos em carbono, para elevar a relação a um valor próximo do ideal.

No caso contrário, ou seja, quando a matéria-prima possui relação C/N alta (C/N>35/1), o processo de compostagem torna-se mais demorado e o produto final apresentará baixos teores de matéria orgânica. Para corrigir esse erro, deve-se acrescentar materiais ricos em nitrogénio, como folhas de árvores, gramíneas e e legumes frescos.

Além do que até aqui mencionado, outros cuidados recomendados estão relacionados ao local onde a composteira estará alocada: o preparo prévio do material orgânico, a quantidade de material a ser compostado e as dimensões das leiras (quando a compostagem é feita em leiras, pilhas de resíduos em linha).

Você também deve tomar cuidado com quais materiais orgânicos colocar na sua composteira, como, por exemplo, no caso da vermicompostagem, onde há restrições a alguns tipos de alimentos já mencionados, como excesso de frutas cítricas, cebola ou alho, pois alteram o pH do composto.

Para que serve a compostagem

Segundo dados do IPEA, Instituto de Pesquisa Económica Aplicada, o material orgânico corresponde a cerca de 52% do volume total de resíduos produzidos no Brasil e tudo isso vai parar em aterros sanitários, onde são depositados com os demais e não recebem nenhum tipo de tratamento específico.

A compostagem traz muitas vantagens para o meio ambiente e para a saúde pública, seja aplicada no ambiente urbano (domésticos ou industriais) ou rural. A maior vantagem que pode ser citada da compostagem é que, no processo de decomposição, ocorre somente a formação de dióxido de carbono ou gás carbónico (CO2), água (H2O) e biomassa (húmus).

Por se tratar de um processo de fermentação que ocorre na presença de oxigénio (aeróbico), permite que não ocorra a formação de gás metano (CH4), gerado nos aterros por ocasião da decomposição destes resíduos, que é altamente nocivo ao meio ambiente e muito mais agressivo, pois é um gás de efeito estufa cerca de 21 vezes mais potente que o gás carbónico.

Ao reciclarmos o lixo destinado aos aterros por meio da compostagem, haverá, por consequência, uma economia nos custos de transporte e de uso do próprio aterro, ocasionando o aumento de sua vida útil (veja sobre o uso da compostagem em grandes cidades).

Chorume

Além de tudo que percorremos até aqui, a compostagem promove a valorização de um insumo natural e ambientalmente seguro, adubo orgânico, actuante sobre a reciclagem dos nutrientes do solo e no reaproveitamento agrícola da matéria orgânica, assim evitando o uso de fertilizantes inorgânicos, formados por compostos químicos não naturais, cujos mais comuns levam em sua composição substâncias como nitrogénio, fosfatos, potássio, magnésio ou enxofre (veja mais informações na matéria “O que são fertilizantes?”).

Os efeitos desses compostos, sobretudo os fertilizantes nitrogenados, se apresentam igualmente nocivos ao desequilíbrio do efeito estufa. Também é possível mencionar os riscos que esses fertilizantes podem trazer devido à presença de metais pesados em sua composição.

O chorume produzido no processo da compostagem com minhocas pode ser utilizado como adubo líquido (na proporção de dez partes de água para uma de chorume) e como pesticida (na proporção de meia parte de chorume e meia de água borrifada nas plantas).

Se suas dúvidas sobre compostagem foram solucionadas com essa matéria e você está querendo praticar a sua em casa, você pode comprar uma composteira doméstica em nossa loja. Encontre o melhor tipo para sua casa e sua família. Você também pode conferir como fazer uma composteira em casa na matéria: “Aprenda como fazer uma composteira doméstica com minhocas“.

Curta o vídeo (em inglês) sobre como é o processo de compostagem.

https://www.ecycle.com.br/compostagem/

quinta-feira, 9 de março de 2023

Galamba contratou um especialista de 23 anos (e da JS)

As más línguas dizem que foi uma aquisição intima, mas vale o que vale.Será que acompanhou Galamba no novo cargo?


Luís Lopes foi o candidato socialista em Sernancelhe, mas perdeu. Foi nomeado para exercer funções no gabinete secretário de Estado Adjunto e da Energia oito dias depois das autárquicas.

O secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, nomeou para técnico especialista do seu gabinete o jovem Luís Lopes, de 23 anos, com efeito a partir de 4 de Outubro. A nomeação ainda não consta do site em que o Governo divulga as nomeações, mas foi publicada em Diário da República dia 12.

Mas quem é Luís Lopes? O currículo no decreto de nomeação é vago: é "gestor" (é licenciado e mestre em Gestão e, tendo iniciado o curso em 2016 presume-se que tenha terminado o percurso académico em 2021),"tendo prestado serviços em empresas portuguesas e no Parlamento Europeu" (PE). Não especifica que serviços, que empresas, ou por quanto tempo. O recém-formado terá um salário de 2.201 euros.

Mas Luís Lopes é também militante da JS de Viseu, onde nasceu, embora a família tenha ligações a Trancoso. Uma fonte política local explica assim a sua candidatura autárquica a Sernancelhe: "O PS pura e simplesmente não tinha candidato nem a Tabuaço, nem a Sernancelhe, teve de se ir à procura." Em Tabuaço, avançou Carlos Portugal, em Sernancelhe, Luís Lopes - que é enteado de Carlos Portugal, Ex-enfermeiro director do Centro Hospitalar Tondela-Viseu e ligado ao PS distrital. Em Sernancelhe, o PSD bateu o recorde nacional do partido, com 81,89% dos votos, e Luís Lopes obteve 9,3%.


Empresas não, escritório sim
A SÁBADO questionou o gabinete de João Galamba sobre como chegou ao conhecimento de Luís Lopes e das suas competências e pediu a clarificação do currículo do nomeado (em que empresas trabalhou, em que cargos e em que períodos). A resposta destaca o "percurso académico exímio" do nomeado, tendo-se licenciado com 16 valores e mestrado com 17. Mas não há referência às empresas invocadas no CV, apenas a que, paralelamente à tese, "exerceu funções de business developer numa sociedade de advogados", sem indicar qual.
No Parlamento Europeu "exerceu funções" (não é especificado que funções ou com que vínculo profissional, se estágio ou outro), "principalmente nos comités Economic and Monetary Affairs e Regional Development. Nestes comités teve oportunidade de participar ativamente em relatórios como o da União Bancária e o Fundo para uma Transição Justa, o qual se reveste de grande importância para a área de intervenção deste membro do Governo." Sobre como chegou o governante ao conhecimento de Luís Lopes, não houve resposta.

Questionado, o próprio Luís Lopes respondeu apenas: "Relativamente ao meu CV, relembro que ao abrigo do DL n.º 11/2012, de 20 de janeiro, no artigo 11, o ponto 1 diz ‘os membros dos gabinetes são livremente designados e exonerados por despacho do membro do governo respetivo’." Cita ainda o artigo 12 para notar que do despacho de designação consta "obrigatoriamente a identificação do designado, nota curricular", mas nada concretiza do seu currículo, como "gestor", ou no PE. "Resta-me dizer que não tenho nada para acrescentar em relação ao despacho."

No governo, mas também no Ministério do Ambiente e Ação Climática, há outros casos de especialistas precoces. No mesmo gabinete, já houve outras nomeações de sub-30. Ana Afonso de Matos (ex-vereadora sem pelouro, pelo PS, em Almada) foi contratada em 2019 com 24 anos, Rui Ferreira de Almeida (da JS Oeiras) com 26. E o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, nomeou o técnico especialista Gonçalo Santos (presidiu à Associação de Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa) aos 21 anos.

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    Louvor 40/2023, de 13 de Janeiro

    • Corpo emitente: Ambiente e Ação Climática - Gabinete do Secretário de Estado do Ambiente e da Energia

    • Fonte: Diário da República n.º 10/2023, Série II de 2023-01-13

    • Data: 2023-01-13

    • Parte: C

    • Documento na página oficial do DRE

    • Sumário

      Louva Luís Miguel Rodrigues Lopes, técnico especialista do Gabinete

      https://www.sabado.pt/

      Maria Henrique Espada 

      25 de novembro de 2021

      quarta-feira, 8 de março de 2023

      Bateria inovadora de CO2 consegue armazenar energia solar e eólica

      Adriana Santos – Outubro/2022

      E se o dióxido de carbono, um dos grandes vilões do século XXI, puder ser usado para apoiar a transição energética, ajudando a que se consiga atingir a neutralidade carbónica?

      A Energy Dome, uma empresa italiana, tem vindo a desenvolver uma bateria de CO2 que utiliza o composto químico para guardar energia.

      Bateria de CO2 da Energy Dome

      Bateria de CO2 da Energy Dome© AWAY magazine
      A bateria de CO2 é um sistema de armazenamento de energia de longa duração, criado com
      o objectivo de ser uma solução flexível para garantir que as energias verdes são mais estáveis.
      Como funciona esta bateria? Em primeiro lugar, é importante sublinhar que não é um
      elemento pequeno, como as baterias dos telemóveis ou dos veículos. Esta proposta da Energy
      Dome é de grande escala e é apoiada por uma instalação composta por vários elementos,
      como uma cúpula e recipientes para armazenar o dióxido de carbono.

      Bateria inovadora de CO2 consegue armazenar energia solar e eólica© Fornecido por Away
      O dióxido de carbono circula dentro desta construção, passando do estado gasoso para o
      líquido quando está a retirar energia da rede e do estado líquido para o gasoso quando está a
      injectar na rede. Quando não está a ser usada, a energia fica armazenada no CO2 em estado
      líquido.
      Uma das grandes vantagens desta tecnologia, refere a empresa italiana, é que todos os
      elementos para a sua construção estão disponíveis no mercado, o que permite uma
      implantação rápida da bateria.
      Além disso, o CO2, pelas suas características, é um fluído que armazena energia sem ter um
      custo muito elevado e que passa do estado gasoso para o líquido sob pressão à temperatura
      ambiente, sem haver necessidade de serem atingidas temperaturas extremas.

      Bateria inovadora de CO2 consegue armazenar energia solar e eólica© Fornecido por Away
      De acordo com a Energy Dome, a instalação não provoca danos no local onde é instalada e
      garante uma grande eficiência energética.
      A primeira bateria de CO2 da Energy Dome foi inaugurada na Sardenha, em Itália, em
      Junho deste ano e marcou o início da fase de comercialização do produto.
      Bateria de CO2 vai ser testada em ambiente real com energias renováveis
      No final de Setembro, a Energy Dome e a Ørsted, empresa de energia verde, anunciaram um
      memorando de entendimento para estudar a instalação de uma bateria de CO2 com
      capacidade de armazenamento de 20 MW/200 MWh num dos parques de renováveis da
      Ørsted. O projecto prevê a possibilidade de a tecnologia ser usada em outras localizações.
      O projecto tem como objectivo ajudar a mitigar as oscilações de fornecimento de energia,
      inerente às renováveis, e garantir estabilidade na rede.
      A construção da primeira bateria de CO2 num parque de energia renovável da Ørsted
      deverá começar na segunda metade de 2024 e apesar de não ter sido divulgada a localização
      certa, já se sabe que será na Europa.


      (Imagens: Energy Dome)

      sábado, 18 de fevereiro de 2023

      Dúvida: o ar dentro de casa é menos perigoso do que o ar lá fora?

      Passamos muitas horas dentro de portas e estamos especialmente vulneráveis ao ar interior, alerta investigador do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

      A Organização das Nações Unidas (ONU) tem alertado regularmente sobre o perigo do ar poluído para a saúde humana. Um relatório de 2022 mostrava que 99% da população humana respirava ar exterior cujos parâmetros estavam abaixo dos exigidos pela ONU para os poluentes atmosféricos, sujeitando as pessoas a vários problemas de saúde.

      Por outro lado, a mesma organização alerta também para o ar poluído do interior das casas e dos edifícios que se estima ter morto 3,2 milhões de pessoas anualmente, segundo dados de 2020, incluindo 237.000 crianças com menos de cinco anos.
      Perante estes dados, qual é o ar mais perigoso para respirar: o ar interior ou o ar exterior? No contexto português, embora tudo dependa das condições específicas de cada lugar onde se vive, é preciso ter em conta onde passamos a maioria do tempo. E, regra geral, estamos muito tempo dentro de espaços fechados.

      “Por princípio, o ar interior pode ser mais perigoso do que o ar exterior. E essa mentalidade não existe nas pessoas”, explica ao PÚBLICO João Paulo Teixeira, investigador na área da toxicologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e professor da Universidade do Porto.

      Estamos em espaços fechados entre oito a 11 horas por dia. As concentrações de poluentes até podem ser mais baixas [do que as que existem no ar exterior], mas o tempo de permanência é tanto que o impacto pode ser maior.”

      Certamente esta regra não é generalizável para todos os casos. Alguém dentro de uma casa sem lareira numa aldeia tenderá a respirar um ar de maior qualidade do que um transeunte de uma cidade que caminhe por uma rua cheia de carros. Mas entre o tempo que diariamente se passa dentro de quatro paredes e as possíveis fontes de poluição que podem existir dentro de casa – incluindo o dióxido de carbono (CO2) que exalamos a cada respiração – torna-se fundamental estar-se atento ao ar interior para evitar que ele fique poluído.

      O conselho relativamente ao ar interior é a ventilação da casa, é crucial”, sublinha João Paulo Teixeira, referindo-se ao gesto simples de abrir as janelas e deixar o ar circular e ser renovado. “Temos condições climáticas para fazermos coisas destas”, acrescenta, já que Portugal tem um clima ameno.

      Fontes de poluição

      Existem várias fontes específicas de poluição do ar interior. Parte dessas fontes deve-se à actividade das pessoas. O uso de certas substâncias que libertam cheiros, como as tintas e as colas no contexto escolar, são uma das fontes de poluição. “Tudo o que tem cheiro são compostos orgânicos voláteis que por princípio fazem mal à saúde, principalmente ao sistema nervoso central”, aponta João Paulo Teixeira.

      Por outro lado, há várias fontes de material particulado que também é produzido por nós. Este material é composto por partículas finas de diferentes tamanhos e composições que quando inspiramos atingem os nossos pulmões. Quanto mais finas essas partículas forem, mais probabilidade têm de atravessarem os alvéolos pulmonares e alcançarem a corrente sanguínea, podendo depois atingir vários órgãos humanos.

      Se estiver no meu gabinete a imprimir folhas, as impressoras libertam partículas”, exemplifica o investigador. Os cigarros convencionais também são uma enorme fonte de material particulado. O fumo do cigarro não se dissipa dentro de casa. Mas o mais recente tabaco aquecido, apesar de não haver combustão de material, também lança material particulado para o ambiente.

      Uma grande concentração de pessoas numa sala sem ventilação é outra razão para estar alerta, mas desta vez devido ao aumento de concentração de CO2. “O CO2 provoca cansaço, diminui a concentração e, se não houver arejamento, vai acumular”, explica João Paulo Teixeira.

      O ar exterior é também uma fonte de poluição do ar interior. “Se alguém viver numa avenida poluída de Lisboa, não aconselharia a abrir a janela”, refere o investigador. Pela mesma razão, é necessário ter cuidado com a localização dos ares condicionados, principalmente no contexto industrial. “Se a toma do ar do ar condicionado estiver junto à saída de ar da actividade industrial, estamos a insuflar ar contaminado para o interior.”

      A nível mundial, uma das maiores preocupações relativamente à qualidade do ar interior é a queima de combustível para cozinhar. Em muitos países de África e da Ásia utilizam-se combustíveis fósseis como a madeira, o carvão e os restos agrícolas. Há, a nível mundial, 2,4 mil milhões de pessoas nesta situação, segundo a ONU.

      João Paulo Teixeira afirma que Portugal não se depara com aquele problema. Mas aponta para outro caso que tem algumas semelhanças: as lareiras. “As pessoas não deviam usar lareira. Por mais vedadas que estejam, as emissões de partículas são uma enormidade”, afirma. “Isso é terrível a nível da questão cardiorrespiratória. As alergias, as asmas, é fundamentalmente o principal resultado da menor qualidade do ar.”

      Populações vulneráveis

      Há quatro populações que estão mais vulneráveis à poluição do ar interior: os idosos, as crianças, as grávidas e as pessoas que sofrem de patologias de foro respiratório. “São quatro grupos onde se devia tomar algum tipo de precaução relativamente aos espaços interiores que usam”, refere João Paulo Teixeira.

      As pessoas que vivem em lares da terceira idade estão muito tempo dentro de casa – quase 24 horas – e é muito importante a qualidade do ar interior”, explica o especialista. Já as crianças têm um sistema imunitário menos desenvolvido, estão a crescer e a taxa de ventilação é muito maior. Estas características tornam-nas mais vulneráveis. Além disso, “passam muito tempo nas salas de aulas”, afirma.

      Mas o problema é de todos, alerta o especialista: “É um tema que se deve insistir porque a sociedade cada vez está a viver mais dentro de portas.”

      Nicolau Ferreira

      Publico


      sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

      Área Metropolitana de Lisboa: a machadada final?

      A decisão agora tomada vem acentuar desigualdades em Mafra, Loures, Odivelas, Amadora, Sintra e Vila Franca do Xira que continuarão, falaciosamente, a fazer parte de uma “pseudorregião rica”.


      A Comissão Europeia aprovou a criação de duas novas NUTS[1] de nível II em Portugal: Península de Setúbal e Oeste e Vale do Tejo.

      No caso da primeira, que integra os concelhos a sul do Tejo da actual Área Metropolitana de Lisboa (AML), tal significa que esta região deixará de estar inserida na referida AML no âmbito do acesso aos fundos comunitários, passando a dispor de um programa regional próprio.

      Acontece que esta nova realidade foi imposta de forma totalmente arbitrária pelo Governo e sem auscultação dos autarcas, quer na AML, quer na Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP).

      Além disso, a mesma coloca em causa os superiores interesses das populações da zona norte da AML, mais uma vez prejudicadas nos seus legítimos anseios de desenvolvimento socioeconómico.

      Os municípios da AML não são todos iguais. Pese embora esta região esteja, globalmente e do ponto de vista estatístico, em linha com a média da União Europeia (UE), a verdade é que esta concentra em si um conjunto de assimetrias socioeconómicas, verificando-se que existem municípios onde os rendimentos são muito abaixo da média da União.

      Ainda que se apoie a correcção de injustiças na Península de Setúbal, a decisão agora tomada vem acentuar desigualdades em Mafra, Loures, Odivelas, Amadora, Sintra e Vila Franca do Xira, que continuarão, falaciosamente, a fazer parte de uma “pseudorregião rica”.

      Esta discriminação verifica-se tanto ao nível dos municípios, como também dos agentes económicos e das instituições, os quais terão acesso a percentagens de financiamento muito mais baixas, além do que o volume total de verbas comunitárias disponíveis é significativamente inferior. Num cenário de competitividade fortemente penalizada, não será de estranhar uma eventual deslocalização de famílias e de empresas para territórios vizinhos, onde os apoios da UE e do próprio Governo são manifestamente superiores.

      Em nome do princípio da coesão, só podemos exigir que problemas idênticos mereçam soluções idênticas, apelando-se à reabertura urgente do processo de reorganização das unidades territoriais na zona norte da Grande Lisboa. Não nos calaremos na defesa das nossas populações, sob pena de continuarmos sem meios para afirmar projectos e territórios.

      A manter-se este cenário, será ainda caso para perguntar: qual será então o papel da AML, enquanto entidade intermunicipal capaz de agregar valor à região e de se constituir como fórum de coordenação de políticas públicas à escala intermunicipal?

      Hélder Sousa Silva

      Presidente da Câmara Municipal de Mafra e Vice-Presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa

      [1] Acrónimo de “Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos”, sistema hierárquico de divisão do território em regiões

      terça-feira, 13 de dezembro de 2022

      UMA PORCA MISERIA

      Três túneis em Lisboa encerrados por prevenção devido ao mau tempo

      A madrugada de quinta-feira ficou marcada por fortes chuvadas que provocaram inundações por toda a Grande Lisboa

      Três túneis rodoviários na Avenida João XXI, Campo Grande e Entrecampos, em Lisboa, foram encerrados no sábado à noite por prevenção por causa do mau tempo, revelou este sábado à agência Lusa a directora do Serviço Municipal de Protecção Civil.

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      ‘Todos os anos’ acontece o mesmo… ou pior…várias vezes, e a culpa é das ‘adversas condições atmosféricas’ que assolam Lisboa!

      NÃO é dos arquitectos que desenharam os túneis

      NÃO é dos engenheiros que dirigiram as obras

      NÃO é dos políticos que aceitaram a obra feita

      E muito menos dos ‘trabalhadores’, porque só obedecem a ordens

      Vivi três anos em Inglaterra onde – ‘como se sabe’ – quase nunca chove. Ah ah ah.

      NUNCA vi túneis fechados, nem passeios aos altos e baixos.

      A SORTE que os Ingleses têm!

      PORCA MISERIA

      terça-feira, 15 de novembro de 2022

      O mundo visto da cadeira.


      É SÓ CLICAR E VER O MUNDO!!!

      > Velence.         https://www.youtube.com/watch?v=ka-ZgwCXKho

      > Róma:           https://www.youtube.com/watch?v=DEJx0CYrDHk

      > Firenze:         https://www.youtube.com/watch?v=ACplPj5CC-k

      > Budapest:    https://www.youtube.com/watch?v=dZYpHr1wDmY

      > Berlin:           https://www.youtube.com/watch?v=hVfBQNENS9s

      > Prága:          https://www.youtube.com/watch?v=idg6vW3vXtE

      > Bécs:          https://www.youtube.com/watch?v=MRI8ffYKA8c

      > Salzburg:     https://www.youtube.com/watch?v=owI1QBHhbS0

      > Varsó:         https://www.youtube.com/watch?v=esJ_l1b_Ni0

      > Moszkva:     https://www.youtube.com/watch?v=pnN2BNrSrXY

      > St.Pétervár:  https://www.youtube.com/watch?v=N3ISUUO0CSo

      > Tokió:          https://www.youtube.com/watch?v=cS-hFKC_RKI

      > Hongkong:   https://www.youtube.com/watch?v=72__Mdioty8

      > New York:    https://www.youtube.com/watch?v=MtCMtC50gwY

      > Washington:   https://www.youtube.com/watch?v=7dilTLvbHxc

      > Chicago:         https://www.youtube.com/watch?v=QSwvg9Rv2EI

      > San Francisco:  https://www.youtube.com/watch?v=Oo6iAxf4si0

      > Los Angeles:    https://www.youtube.com/watch?v=bTvr_2v-0HI

      > Las Vegas:      https://www.youtube.com/watch?v=gasI6cyjkvM

      > Miami:             https://www.youtube.com/watch?v=58iT2L4VQj4

      > Orlando:          https://www.youtube.com/watch?v=LfCsOwMc3hk

      > Dubai:             https://www.youtube.com/watch?v=nPOO1Coe2DI

      > London:           https://www.youtube.com/watch?v=45ETZ1xvHS0

      > Dublin:            https://www.youtube.com/watch?v=LcKnx7I97yk

      > Páris:             https://www.youtube.com/watch?v=AQ6GmpMu5L8

      > Amszterdam:  https://www.youtube.com/watch?v=ey_L_VzPwEI

      > Koppenhága:  https://www.youtube.com/watch?v=yHZlNfWuA7g

      > Vancouver:     https://www.youtube.com/watch?v=a4d5CbK0b3A

      > Toronto:          https://www.youtube.com/watch?v=7uY0Ab5HlZ0

      > Montreal:        https://www.youtube.com/watch?v=poe2cLKw9ko

      > Ottawa:           https://www.youtube.com/watch?v=DtW0VqNkM9U

      > Quebec:          https://www.youtube.com/watch?v=XXhmblzSAeU

      > Sao Paulo:       https://www.youtube.com/watch?v=mXk5-2u0kw0

      > Rio de Janeiro:  https://www.youtube.com/watch?v=ieWNzZPfZzk

      > Sydney:             https://www.youtube.com/watch?v=OrIDTJH2ZZM

      > Melbourne:         https://www.youtube.com/watch?v=RLOsQViPLhw

      > Brisbane:           https://www.youtube.com/watch?v=0Mv48ZM7gu4

      > Perth:               https://www.youtube.com/watch?v=KtRsk4Bjs9s

      > Adelaide:        https://www.youtube.com/watch?v=kf3_U0MLs

      > Cape Town:  https://www.youtube.com/watch?v=srP7RFVdjWc

      > Mexico City:  https://www.youtube.com/watch?v=GUMXv0VEtoc