sexta-feira, 27 de novembro de 2020

TAP vai reduzir a frota para 85 aviões

A TAP vai reduzir a frota para 85 aviões e sofrer um corte de custos superior a 20%. Com menos 20 aviões, a companhia conta ainda com saídas e rescisão de contractos.

Os cortes vão ser transversais a todos, sem excepção: pessoal de terra, tripulantes e pilotos. Serão despedidos menos trabalhadores, se houver uma redução de massa salarial (ainda que temporária), ou mais, se os cortes forem mais ligeiros.

Bleu Crépuscule

La Femme Passion joue avec désinvolture et impertinence les codes du Glamour, dans un bleu intemporel et intense.


Femme Passion



“Une broderie ornementale dans les codes du chic parisien, mixée à des jeux de bandes pour une séduction assumée.”



O poder de fogo do BCE

Fábio Panetta, para muitos de nós um ilustre desconhecido, é membro da comissão executiva do Banco Central Europeu e deixa uma garantia e um aviso, em entrevista ao Expresso. Assegura que o BCE tem ‘poder de fogo’ para combater o impacto da pandemia na economia e, a Portugal, recomenda que utilize bem a ‘bazuca’ europeia.

Fabio Panetta coloca ainda alguma calma na excitação que se tem vivido com os anúncios das vacinas e avisa que “não podemos ser complacentes”, porque o próximo ano será ainda de pandemia.

O Fundo de Resolução pode ter de pagar dívidas de Angola ao Novo Banco.

O que se passa é que o Ex-Banco Espírito Santo Angola (BESA), agora Banco Económico, falhou reembolso de €70 milhões ao Novo Banco. O pagamento deverá ocorrer com um mês de atraso.

Este é um dos créditos do banco português que está protegido pelo mecanismo que pode obrigar a capitalizações do Fundo de Resolução, que pode assim ver crescer o valor a gastar no próximo ano — e o Governo já deixou claro que em 2021 o Fundo terá de se financiar junto da banca, sem qualquer empréstimo público.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Curiosidades do PS.

Continua a guerra por causa do Chega: PS acusa PSD de "vender alma ao diabo"


Comissão permanente do PS reage, em comunicado, aos termos do acordo do PSD com o Chega nos Açores. Diz que Rio vendeu a alma ao diabo por se ter "hipotecado" a propostas como a castração química.


Troquemos os nomes dos partidos e as causas!


Continua a guerra por causa do Orçamento: PSD acusa PS de "vender alma ao diabo"

Comissão permanente do PSD reage, em comunicado, aos termos do acordo do PS com o PCP na assembleia. Diz que António Costa vendeu a alma ao diabo por se ter "hipotecado" a propostas…

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Não tem onde deixar os filhos? Deixe-os com a ministra

 

 

O Governo mandou fechar as escolas nas próximas duas segundas-feiras e os pais que tiverem de faltar ao trabalho, para tomar conta dos filhos, vão perder 7% do salário mensal.

Não é a primeira vez que o Governo dá tolerância de ponto, manda fechar as escolas, e fica à espera que os pais que trabalham no setor privado consigam o dom da ubiquidade de estar a trabalhar, ao mesmo tempo que estão em casa a tomar conta dos filhos.

Da primeira vez arranjou-se uma solução, pelo menos para o colunista do Público João Miguel Tavares. Em 2017, quando o Papa Francisco veio a Portugal, António Costa concedeu tolerância de ponto aos funcionários públicos no dia 12 de maio e, como tal, várias crianças ficaram sem escola.

Muitos pais que não eram funcionários públicos tiveram de ir trabalhar e ficaram sem alguém que tomasse conta dos filhos. Um deles foi João Miguel Tavares que escreveu uma crónica no jornal Público, sugerindo ao primeiro-ministro que fizesse de babysitter aos filhos. Dito e feito.

Três anos volvidos, e por causa dos feriados da Restauração da Independência e da Imaculada Conceição, e também por causa da pandemia, o Governo volta a dar tolerância de ponto nas próximas duas segundas-feiras, fechando as escolas e mandando as crianças para casa. João Miguel Tavares e uns quantos milhares de portugueses não têm novamente onde deixar os miúdos.

O Governo fez um apelo às empresas privadas para também fecharem as portas nesses dois dias de ponte; mas como já contámos aqui no ECO, os empresários estão no meio de uma crise profunda e recusam fechar as portas durante dois dias para não comprometer ainda mais o negócio. 

 Mesmo que as empresas tivessem boa vontade e quisessem mandar os trabalhadores para casa em teletrabalho, a maioria não iria conseguir. Segundo a OCDE, dois terços dos trabalhos em Portugal são incompatíveis com o teletrabalho.

Aqui chegados, nos próximos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, muitos pais e mães deste país terão de sair de casa para trabalhar e não terão onde deixar as crianças. Dir-me-ão que isso já aconteceu em abril quando o Governo mandou fechar as escolas na primeira vaga da pandemia. A diferença é que na altura o Governo fez uma lei que permitia aos pais com filhos até aos 12 anos terem faltas justificadas, além de terem direito a receber dois terços da sua remuneração base, paga em partes iguais pela entidade empregadora e pela Segurança Social.

Apesar de essa lei ainda estar em vigor, — como atestam os advogados ouvidos pelo Jornal de Negócioso Governo diz ao ECO que ela não se aplica às próximas duas segundas-feiras em que as escolas vão estar encerradas. Ou seja, no meio da pandemia, e de uma crise profunda, o Governo vai obrigar milhares de portugueses a terem de faltar ao trabalho durante dois dias, perdendo 7% do salário mensal, porque não têm onde deixar os filhos. E como se percebe, no meio de uma pandemia com estas características, deixar os filhos com os avós não é propriamente uma opção.

E agora, perante este facto consumado, o que fazer? Deixar os filhos em São Bento para o primeiro-ministro tomar conta não é opção, porque António Costa provavelmente estará novamente a cuidar dos filhos de João Miguel Tavares.

Sobram 18 ministros. De entre todos, imagino, que quem tenha maior disponibilidade de tempo para fazer babysitting aos seus filhos seja a ministra do Trabalho e da Segurança Social, Ana Mendes Godinho: não antecipa os problemas e não arranja soluções; faz muito pouco para uma ministra com tamanha responsabilidade.

Director Executivo.

Ver mais aqui: https://eco.sapo.pt

 

 

Tratado de Gratidão

Segundo o grande filósofo e doutor da Igreja Católica São Tomás de Aquino, que escreveu o “Tratado da Gratidão”, essa grande virtude apresenta-se em três níveis:

1- Nível superficial: é aquele racional que presta ao outro apenas um reconhecimento por sua atitude. Seria simplesmente a gratidão em si mesma.

2- Nível intermediário: é o de agradecimento, que dá graças, que louva àquele que lhe prestou algum benefício. No caso, vai além da simples manifestação de gratidão, mantendo-se a permanência desse sentimento.

3- Nível profundo: é aquele que se compromete com a pessoa que lhe fez o favor, ou a boa atitude. Ele apresenta um nível de vinculação entre as pessoas.


É muito interessante porque nessa análise, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Jean Lauand, durante uma conferência na Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, teve a seguinte conclusão: (o vídeo de poucos minutos está disponível na internet e o leitor encontrará com facilidade, numa fala genial)

Alguns idiomas, como o inglês e o alemão, agradecem no primeiro nível da gratidão. Thank you e zu danken remetem ao reconhecimento no plano intelectual.

Já, a maioria dos idiomas europeus agradece no segundo nível. Como merci do francês, grazie do italiano e gracias do espanhol que expressam sobre alguém que dá graças ou dá uma mercê, um agradecimento a outro.

No entanto, apenas o português possibilita agradecer no nível mais profundo da gratidão em apenas uma palavra. O “obrigado” traz o sentido da obrigação, “eu me obrigo com você por ter me feito isso…”, gera o comprometimento mútuo, gera vínculos.

Notem os leitores, conforme conclusão do citado professor, que no idioma português está o sentido mais profundo da palavra, o que “obriga-se” ao benfeitor, levando o beneficiado a comprometer-se com seu benfeitor pela gentileza, doação ou benefício recebido, gerando outras ações de vinculação que ligam as pessoas.

Autor: Orson Peter Carrara

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Linhas ferroviárias em Portugal

    Uma ferrovia, chamada também de via férrea, caminho de ferro, ou estrada de ferro (português do Brasil) é um sistema de transporte baseado em comboio correndo sobre carris (trens, português do Brasil) (trilhos, português do Brasil ) previamente dispostos. O transporte ferroviário é predominante em regiões altamente industrializadas, como a Europa, o extremo leste da Ásia e ainda em locais altamente populosos como a Índia. As ferrovias são o meio de transporte terrestre com maior capacidade de transporte de carga e de passageiros. Em muitos países em desenvolvimento da África e da América Latina, as ferrovias foram preteridas pelas rodovias como tipo de transporte predominante.

      


    A Infra-estruturas de Portugal, S.A. (IP) é a empresa pública que resulta da fusão entre a REFER, Rede Ferroviária Nacional, e a EP, Estradas de Portugal, empresas destinadas a gerir e administrar as infra-estruturas ferroviárias e rodoviárias em Portugal, respectivamente.

    REFER

    A Rede Ferroviária Nacional - REFER, EP foi criada em 1997, pelo Decreto-Lei n.º 104/97, de 29 de Abril, como empresa pública responsável pela prestação do serviço público de gestão, renovação, construção e conservação da infra-estrutura integrante da rede ferroviária nacional. Foi criada a partir da transferência para a REFER da Direcção Geral de Engenharia e Investimentos, da Divisão de Aprovisionamentos, e da Direcção Geral de Gestão e Infra-estruturas da empresa Caminhos de Ferro Portugueses, E.P., e dos seus cerca de 2000 trabalhadores dessas áreas.

    Em 22 de Julho de 2008, o Decreto-Lei nº 141/2008 altera a denominação para Rede Ferroviária Nacional - REFER, EPE (Entidade Pública Empresarial) e introduz alterações aos seus estatutos, procedendo à sua republicação.

    A REFER não podia, porém, explorar quaisquer serviços ferroviários, de forma a manter uma total isenção relativamente aos diversos operadores ferroviários, assegurando uma melhor harmonização com as iniciativas privadas nesta área.

    A REFER estava sujeita à tutela dos ministros responsáveis pela área das finanças e pelo sector dos transportes.

    Através do Decreto-Lei nº 91/2015, de 29 de Maio, com efeitos a partir de 1 de Junho de 2015, a REFER incorporou, por fusão, a Estradas de Portugal (EP), convertendo-se em sociedade anónima (S.A.) e passando a designar-se Infra-estruturas de Portugal, S.A..

    Estradas de Portugal

    A EP - Estradas de Portugal, S.A., abreviada Estradas de Portugal ou EP, foi uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos criada a 21 de Dezembro de 2004, como EP - Estradas de Portugal, EPE, para se ocupar da administração das rodovias em Portugal.

    Sucedeu à JAE - Junta Autónoma das Estradas, fundada a 20 de Julho de 1927, e ao IEP - Instituto das Estradas de Portugal, criado a 25 de Junho de 1999.

    Através do Decreto-Lei nº 91/2015, de 29 de Maio, foi determinada a sua extinção e incorporação, por fusão, na REFER - Rede Ferroviária Nacional, que passou a designar-se Infra-estruturas de Portugal, SA.

    A EP actuava nas áreas de financiamento, conservação, exploração, requalificação e o alargamentos da Rede Rodoviária Nacional.[1]

    Trabalhava ainda nas seguintes vertentes;

         Gestão da Ponte 25 de Abril em articulação com a REFER e a Lusoponte;

         Concessionárias e subconcessionárias de infra-estruturas rodoviárias;

         Limpa-neves nas estradas sujeitas a queda de neve e formação de gelo;

    Veículo de manutenção da Rede Ferroviária Nacional, parqueado na Estação de Alcácer do Sal.


    Portugal tem dois tipos de bitola.

    A bitola ferroviária adoptada em Espanha era originalmente de seis pés castelhanos (1672 mm); em Portugal foi inicialmente 1435 mm (mais tarde adoptada internacionalmente como bitola padrão), posteriormente convertida para cinco pés portugueses (1664 mm) — esta conversão foi concretizada no terreno pela deslocação dos carris para o antigo parafuso/tirefond exterior). Posteriormente, em 1955, procedeu-se à uniformização dos standards dos dois países numa bitola comum de 1668 mm — a bitola ibérica.

    A Bitola métrica é a denominação que se dá às ferrovias cuja bitola seja igual a 1.000 mm, sendo portanto mais estreita que a bitola internacional. A bitola métrica ainda é usada em algumas regiões: nas linhas do Vouga e do Tua, geridas pela Infra-estruturas de Portugal, e no Ramal de Aveiro-Mar

    Rede Ferroviária

    Em 8 de Junho de 2015:

    • LINHAS e RAMAIS EM EXPLORAÇÃO, 2 562 km

    • LINHAS e RAMAIS ELECTRIFICADOS, 1 633,7 km

    • São cerca de 930 kms sem electrificação, entre linhas e ramais, em Portugal!

      • Linhas e ramais que entre a CP-REFER, etc., desapareceram em Portugal:

        Ramal de Aveiro-Mar (Aveiro–Canal do Cojo); Linha internacional de Barca d'Alva-La Fregeneda a La Fuente de San Esteban     Barca d'Alva–La Fuente de San Esteban-Boadilla; Ramal de Aljustrel     Castro Verde-Almodôvar–São João do Deserto; Ramal do Estádio Nacional     Cruz Quebrada–Estádio Nacional; Ramal da Base Aérea da Maceda     (Carvalheira-Maceda–Aeródromo Militar de Ovar); Ramal da Mina da Nogueirinha (Casa Branca–Nogueirinha); Ramal do Canal de São Roque (Aveiro–Canal de São Roque); Ramal de Sines (Ortiga–Sines); Ramal de Vila Viçosa     (Estremoz–Vila Viçosa);

        Caminho de Ferro de Penafiel à Lixa e Entre-os-Rios (Entre-os-Rios–Lixa); Ramal de Matosinhos (Senhora da Hora–Estação Ferroviária de Leixões); Ramal de Rio Maior (Espadanal–Vale de Santarém); Ramal do Seixal (Barreiro-A–Seixal); Linha internacional de Barca d'Alva-La Fregeneda a La Fuente de San Esteban (Barca d'Alva–La Fuente de San Esteban-Boadilla); Ramal de Reguengos (Évora–Reguengos de Monsaraz);

        Linha do Sabor (Pocinho–Duas Igrejas-Miranda); Ramal de Viana-Doca (Viana do Castelo–Porto de Viana do Castelo); Ramal da Alfândega (Porto-Campanhã–Porto-Alfândega);

        Linha do Dão (Santa Comba Dão–Viseu);

        Ramal de Montemor (Torre da Gadanha–Montemor-o-Novo);

        Ramal do Montijo (Pinhal Novo–Montijo);

        Ramal de Moura (Beja–Moura);

        Ramal de Portalegre (Estremoz–Portalegre);

        Linha do Porto à Póvoa e Famalicão (Porto-Trindade–Famalicão); Linha do Corgo (Chaves–Régua);

        Ramal da Figueira da Foz (Figueira da Foz–Pampilhosa);

        Linha do Tâmega (Livração–Arco de Baúlhe);

        Ramal de Cáceres     Torre das Vargens–Marvão-Beirã;

        Linha do Tua (Tua–Bragança)

      segunda-feira, 23 de novembro de 2020

      O vírus comunista

      Os danos reputacionais para o PCP pela insistência em festas e congressos em tempo de pandemia levam a um perigo bem real de o partido ficar reduzido a uma seita de alucinados.

      1 - Além da ditadura e da miséria, os regimes comunistas caracterizavam-se por uma desigualdade colossal entre os direitos da nomenklatura e os do resto da população. Enquanto o povo tinha de fazer filas para conseguir produtos de primeira necessidade como pão, carne, peixe ou até papel higiénico que a economia planificada (não) conseguia produzir em quantidade suficiente, os políticos e as respectivas famílias tinham direito a servir-se em lojas especiais sempre bem abastecidas e com produtos exclusivos — alguns até ocidentais.

      Além da comida, casas, carros ou viagens, tudo era permitido à nomenklatura e muito pouco ao povo. Usando o léxico comunista, eis uma (enormíssima) imperfeição da ideologia que queria construir uma sociedade sem classes.

      Certamente inspirados pelos velhos tempos da URSS e da Cortina de Ferro onde muitos dos seus dirigentes estiveram exilados durante a ditadura do Estado Novo (usufruindo dos mesmos direitos que estavam reservados à nomenklatura), o PCP ainda hoje em dia pensa que tem mais direitos do que o resto da população.

      Só assim se percebe que numa altura em que Portugal passou a ser o 6.º pior país da União Europeia em termos de novos casos nos últimos 14 dias, em que os especialistas apontam para o inimaginável número de 100 mortes diárias em Dezembro, em que os hospitais variam entre a saturação e o colapso e em foram anunciadas medidas mais restritivas para os próximos 15 dias —  que nesta maldita hora, dizíamos, o PCP não adie o seu congresso.


      2 - Vamos dizer de outra forma. Numa altura em que o concelho onde vai ser organizado a reunião magna dos comunistas, Loures, é um dos 80 concelhos que têm risco muito elevado por ter entre 480 a 960 infectados por cada 100 mil habitantes, o PCP vai promover o transporte de 600 delegados de todo o país para a terra liderada por Bernardino Soares.

      Pior: tendo em conta que Loures está sujeita a todas as medidas restritivas, nomeadamente o recolher obrigatório entre as 23h e as 5h nos dias de semana e a partir das 13h ao fim-de-semana, isto significa que a reunião dos comunistas estará fortemente condicionada. No máximo, deverão funcionar entre duas ou três horas por dia. O que leva à pergunta: por que razão tais fortes restrições não levaram ao adiamento ou à realização de uma reunião por teleconferência?

      Acresce que, tal como aconteceu com as comemorações do 1.º Maio e da Festa do Avante, é impossível determinar se o Congresso irá promover novos surtos de contágio. Por exemplo, ainda hoje não se sabe se a festa anual dos comunistas foi efectivamente um evento super-propagador da Covid-19. Porquê? Porque o Governo não tem a certeza sobre os locais onde as infecções concretiza.

      Tal como ficamos a saber na reunião do Infarmed da última quinta-feira, o Governo desconhece o local da infecção em 81,4% dos casos de Covid-19 detectados. Logo, ninguém sabe se anteriores reuniões promovidas pelo PCP, como a Festa do Avante, não levaram a surtos por todo o país.

      Mandaria o bom-senso e a mínima preocupação com o bem estar e a saúde dos seus concidadãos que o PCP adiasse o seu congresso. Em vez disso, contudo, temos mais uma prova de como os comunistas portugueses continuam fiéis a uma lógica de autoritarismo do ‘quero, posso e mando’.

      Não tenho dúvidas, contudo, de que o PCP vai pagar muito caro o preço desta arrogância nas próximas eleições legislativas. Não há nenhuma aprovação do Orçamento de Estado por parte dos comunistas que salve o partido de uma forte quebra eleitoral. Basta ver as sondagens sobre as presidenciais para visualizar o insucesso do candidato João Ferreira — os valores oscilam entre os 1,6% e os 5,5% — ou as estudos de opinião sobre intenção de voto nas legislativas: é difícil que o PCP atinja os 6,6 de votos que conseguiu em 2015.

      O perigo do PCP ficar reduzido a uma seita de alucinados que ignoram que a URSS caiu há cerca de 30 anos é bem real. Uma boa notícia para a democracia, portanto.


      3 - António Costa e o PS também não saem bem neste filme. Obviamente que toda a gente já percebeu que o primeiro-ministro não quer dar a mínima hipóteses aos comunistas para chumbarem o Orçamento de Estado na votação final. Na prática, trata-se de um negócio em que o PCP aprova o Orçamento de Estado e o Governo permite a realização do congresso em Loures.

      Como era de esperar, o primeiro-ministro voltou a tomar os portugueses por tolos. Em vez de dizer claramente que é contra o evento e que iria fazer tudo ao seu alcance para fazer com que o PCP adiasse o evento, Costa optou pelo seu habitual número de habilidoso ao brandir uma lei do Estado de Emergência de 1986, segundo a qual os congressos partidários não podem ser adiados. Contudo, nem a Constituição impede esse adiamento ou suspensão

      Não é só Rui Rio quem o diz, também constitucionalistas como Tiago Duarte o afirmam. Ou das duas uma: ou o primeiro-ministro promove uma alteração urgente da lei do estado de emergência ou a lei é interpretada com conta, peso e medida para ordenar o adiamento do Congresso do PCP.

      O que o Governo não pode fazer é confundir a árvore com a floresta, como fez o ministro da Administração Interna aquando da aprovação do último Estado de Emergência. Para Eduardo Cabrita, quem se opõe ao congresso do PCP está a pensar “noutro tempo em que se proibia a acção de partidos, sindicatos e associações” — uma alusão ao tempo da Ditadura salazarista. Excessos de retórica que só provam a ausência de argumentos razoáveis.

      Da perspectiva do PCP, há uma pergunta que tem ser colocada: será que os comunistas querem arriscar uma crise política que ainda poderá levar a eleições antecipadas e a uma vitória da direita? A resposta parece-me fácil: não.


      4 - Desde o início de Outubro que a União Europeia tinha pedido aos Estados-membros que começassem a pensar num plano de vacinação que deverá passar à acção no início do próximo ano. Sabe-se agora que só a 21 de Novembro é que o Governo de António Costa nomeou uma comissão especial, liderada por um Ex-secretário de Estado do PS.

      Portanto, o Governo demorou mais de um mês e meio a colocar em prática uma questão fundamental para o processo de vacinação contra a Covid-19. Isto quando a Espanha e a Alemanha já anunciaram que podem iniciar em Janeiro o processo de vacinação.

      Esta ausência de plano e o atraso na resposta à Comissão Europeia, leva-me a uma outra questão: será que não conseguimos ser os primeiros em nada?

      Conseguimos em muitas áreas, em nichos de mercado com empresas competitivas que não dependam apenas da escala, na ciência e no desporto. Mas se há área em que falhamos muitas vezes é na área política. Definitivamente os políticos portugueses não se destacam pela suas capacidades de planeamento, organização e de decisão — características absolutamente essenciais que os nossos líderes deveriam ter neste combate pandémico. Infelizmente, dão-nos o oposto: incapazes de antecipar o que quer que seja, desorganizados, indecisos e ziguezagueantes. Como António Costa, Marta

      Temido e Graça Freitas já provaram varias vezes desde Março.

      Até quando?

      Luís Rosa Redator Principal e colunista do Observador

      TAP: Um Caso Crónico do Socialismo Português

       

       


       

      ON NOVEMBRO 22, 2020 POR JOÃO CORTEZ

       

      Noruega: o sexto país do mundo com maior PIB per capita (fonte), com uma dívida pública em percentagem do PIB de 37,5% (fonte), e que devido ao petróleo que detem, possui um fundo soberano que excede um trilião de euros (fonte), algo que dá cerca de 190.000 euros por cada um dos seus 5,3 milhões de habitantes.

      Norwegian Air: uma companhia aérea rentável antes do COVID-19 (fonte). Tendo sido afectada pela pandemia, pediu ajuda governamental que foi recusada. após o governo Norueguês ter concluído que “conceder ajuda financeira à Norwegian Air não seria um uso responsável de fundos públicos” (fonte). De seguida, a Norwegian Air entrou em insolvência (fonte).

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      Portugal: quadragésimo país do mundo em termos de PIB per capita (fonte), com uma dívida pública em percentagem do PIB de cerca de 140% (fonte), e sem qualquer fundo soberano. Se dividirmos a dívida pública por cada um dos 10 milhões de habitantes, cada português (mesmo os que nasçam hoje) tem uma dívida de 26,8 mil euros.

      TAP: uma companhia aérea que já não era rentável antes da pandemia (fonte). Quer António Costa, quer Pedro Nuno Santos acham que ter uma companhia de bandeira justifica enterrar na TAP fundos ilimitados, mesmo num ano de particular dificuldade para o país, e em particular para o Serviço Nacional de Saúde. Assim, em plena pandemia, o governo PS decidiu injectar na TAP 1700 milhões de euros (fonte), mil e setecentos milhões de euros!!! Para colocar em perspectiva, o orçamento da saúde em 2020 foi cerca de 11 mil milhões de euros (fonte).

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      Destaque-se, que com a pandemia, a aviação foi um dos piores, senão mesmo o pior sector afectado, sendo que o impacto no sector se irá sentir durante muitos anos. Mas é no pior sector que se podia investir, que durante uma crise pandémica o governo português decide enterrar mil e setecentos milhões de euros dos contribuintes… e isto numa empresa que não era rentável mesmo antes da pandemia.  E isto, pasme-se, foi feito pelo governo do PS (apoiado pelo PCP e pelo BE) sem o governo nunca ter disponibilizado o plano de liquidez da TAP (fonte).

      Somos de facto um país muito rico… em políticos medíocres e pobres

      PS: Cereja em cima do bolo, vejamos um outro negócio que está em grande declínio na era digital: o correio tradicional. Vamos ver então, em plena pandemia, onde podemos injectar dinheiro que não se tem para fazer um daqueles “bons negócios” para o contribuinte que só o Pedro Nuno Santos sabe fazer – nos CTT.

      Comentário Pessoal:

      Só alguém que quisesse ridicularizar o nosso governo é que se lembraria de nos comparar à NORUEGA.

      Este país, que tem um dos maiores  fundos de investimento mundiais com o ‘revenue’ do petróleo do oceano atlântico (exemplo da actual receita líquida anual do petróleo: 25 mil milhões de euros em 2020), decidiu há muitos anos (e o seu eleitorado concordou) que só o máximo de 5% dessa receita é que entra no orçamento do estado, para ser gasto; os restantes 95% é para ser investido para as gerações futuras.

      SÃO DOIDOS, LUNÁTICOS, EXTRA-TERRESTRES, etc...etc...etc.

      Já pensaram no que aconteceria se descobríssemos petróleo nas Berlengas!!!!!!

      ANTES NÃO...ANTES NÃO....ihihihi!

      António Franco Preto  

      sábado, 21 de novembro de 2020

      Alemanha Oriental, uma experiência fracassada de ditadura.

      A Alemanha ficou dividida de 1945 a 1990, o que pode ser sentido ainda 30 anos depois da revolução ocorrida na parte leste do país. Segundo especialistas, este capítulo da história alemã só estará fechado em 2070.

      Em 7 de outubro de 1989, o regime comunista celebrou seu aniversário pela última vez

      Em 7 de Outubro de 1989, o regime comunista celebrou seu aniversário pela última vez

      A República Democrática Alemã (RDA) era o nome oficial do segundo Estado alemão fundado em 7 de Outubro de 1949, quatro anos após o fim da Segunda Guerra Mundial. O primeiro, a República Federal da Alemanha (BRD, em alemão), havia sido formado quatro meses antes. A divisão alemã correspondeu à reivindicação e configuração de poder das potências vitoriosas de 1945: por um lado, os EUA, Reino Unido e França e, por outro, a União Soviética. Juntos, eles derrotaram o fascista Reich Alemão. Mas, depois disso, as duas Alemanha trilharam caminhos diferentes.

      Os aliados ocidentais estabeleceram uma democracia parlamentar na Alemanha Ocidental, enquanto o ditador soviético Josef Stalin estendeu seu domínio territorial a quase toda a Europa do Leste. Entre as principais características estavam a economia planificada, inexistência de Estado de Direito nem liberdade de imprensa nem de deslocamento. Sob essas condições, Estados como Polónia, Hungria ou Roménia – e também a Alemanha Oriental – existiram até a guinada política de 1989/1990. De acordo com a concepção ideológica de si mesmos, eram democracias populares. Mas, de fato, eram ditaduras.

      Dentro do chamado Bloco do Leste, a Alemanha Oriental foi um caso geográfico e político especial, porque em sua fronteira ocidental começava a parte livre da Europa. E no meio de seu território, a antiga capital Berlim era também dividida. Ela era o símbolo da Alemanha nazista, da qual todas as quatro potências vitoriosas da Guerra Mundial reivindicaram um pedaço para si. É por isso que Berlim Ocidental era um ilha de liberdade no meio da Alemanha Oriental comunista.


      Êxodo em massa até 1961

      Na cidade dividida, as diferenças entre os sistemas capitalista e socialista colidiram ali de maneira acentuada. A metrópole, com um total de 3,3 milhões de habitantes, era o ponto principal da Guerra Fria – e, até 1961, a maior brecha para fugitivos. Isso, porém, foi interrompido com a construção do Muro de Berlim. Naquela época, mais de um milhão de pessoas já haviam abandonado a Alemanha Oriental porque já não aguentavam a crise económica e o clima psicológico em uma sociedade não livre.

      Após a construção do Muro, as pessoas na Alemanha dividida se tornaram cada vez mais estranhas umas às outras. No nível diplomático, no entanto, houve uma aproximação a partir da década de 1970 com a política de distensão iniciada por Willy Brandt, chanceler federal da Alemanha Ocidental. Por isso, o social-democrata recebeu o Prémio Nobel da Paz. Geopoliticamente, a existência de dois Estados alemães se manifestou em 1973 com a admissão de ambos os países como membros de pleno direito na ONU.

      Gorbatchev acelerou o fim da RDA

      No entanto, o período de relativa estabilidade da Alemanha Oriental durou apenas alguns anos. Economicamente, o regime não era viável a longo prazo. As dificuldades económicas teriam contribuído para o fracasso da ditadura da Alemanha Oriental, afirma Frank Bösch, director do Centro Leibniz de Pesquisa Histórica Contemporânea (ZZF). Ele se refere à ligação financeira com os países ocidentais, com os quais a Alemanha Oriental estava fortemente endividada.

      Crucial, no entanto, foi a insatisfação da população, "que se mostrou na incrível pressão para deixar o país". Após a tomada do poder pelo reformador Mikhail Gorbatchev na União Soviética, em 1985, muitas pessoas na Alemanha Oriental esperavam uma mudança de rumo também em seu próprio país. Mas ditador da Alemanha Oriental, Erich Honecker, permanecia irredutível. A população demonstrou seu descontentamento com protestos nas ruas e empresas e, ainda, com o número crescente de pedidos para sair do país: em dois anos, o número dobrou de 53 mil para 105 mil. No entanto, apenas uma fracção foi autorizada a deixá-la.


      Último aniversário da Alemanha Oriental

      Honecker e o Ministério de Segurança do Estado (MfS, em alemão), conhecido como Stasi, já não conseguiam conter o colapso da RDA. A população de outros países do leste europeu, sobretudo na Polónia e Hungria, também se revoltou. Segundo o historiador Bösch, tudo isso só foi possível porque a União Soviética reduziu a pressão e diminuiu o apoio militar.

      Em 7 de Outubro de 1989, o regime comunista celebrou seu aniversário pela última vez: 40 anos da República Democrática Alemã. Apenas um mês depois, em 9 de Novembro, o Muro de Berlim caiu. Milhões de alemães do leste e oeste entraram numa onda de imensa alegria. Ainda ninguém havia ouvido o sino da morte tocar para a RDA. Porém, ele soou de forma inconfundível um ano depois, em 3 de Outubro de 1990, quando os dois Estados alemães se reunificaram.


      "Alemães-orientais têm gosto musical diferente"

      Enquanto isso, o pequeno país de 17 milhões de habitantes faz parte da ampliada República Federal da Alemanha nos últimos 29 anos, onde vivem actualmente 83 milhões de pessoas. No entanto, não se pode falar de uma pátria alemã: a economia na parte ocidental é muito mais forte, onde se ganha melhores salários e existem poucos executivos do leste alemão. O especialista Bösch registra diferentes atitudes e memórias dos tempos da Alemanha Oriental pelas quais as pessoas costumavam ser guiadas: "Os alemães orientais têm um gosto diferente na média e na música. Eles viajam e também decidem diferentemente em termos políticos."

      O historiador não espera ajustes rápidos. Passará muito tempo até que a Alemanha Oriental, que desapareceu como Estado, seja um capítulo fechado nas mentes dos alemães. A história vivenciada compreende mais ou menos três gerações: muitos sabem ainda por relatos pessoais o que seus avós vivenciaram.

      "Especialmente o Muro e coisas semelhantes se tornaram ícones tais que essa memória estará presente como uma forma viva de história", afirma Bösch. A Alemanha Oriental só será um capítulo morto da história depois de entre 70 e 80 anos, prevê o historiador com referência às suas experiências da época do Nacional-Socialismo: isso está se fechando lentamente só agora, no momento em que "as últimas testemunhas oculares não vivem mais". E esse poderá ser o caso da Alemanha Oriental, no mínimo, no ano de 2070.

      Os dossiês da Stasi perdem significado

      Único no mundo e modelo para países que atravessaram ditaduras, o órgão para preservação dos dossiês da polícia secreta da antiga Alemanha Oriental será dissolvido. Uma enorme perda simbólica, opina Marcel Fürstenau.


      A abertura de milhões de dossiês do Ministério de Segurança Estatal é um símbolo – para muitos o símbolo máximo – da revolução pacífica na República Democrática Alemã (RDA), em 1989. O nome era naturalmente uma cínica camuflagem, pois por trás do órgão, apelidado pelo povo de "Stasi" (de Ministerium für Staatssicherheit), escondia-se um gigantesco aparato de vigilância e opressão.

      Essa variedade de polícia secreta típica de uma ditadura servia à manutenção do poder do Partido Socialista Unificado da Alemanha (SED). Após o fim da RDA, o mundo testemunhou um experimento inédito: o legado da Stasi não foi trancado no armário dos venenos, mas ficou acessível a todos.

      Desse modo, sobretudo as milhões de vítimas de décadas de arbitrariedade teriam a chance de se livrar da carga do próprio passado. Finalmente haveria respostas para questões dolorosas: quem me denunciou? Foram colegas do trabalho, vizinhos, amigos, ou até mesmo parentes? Nos melhores dos casos, os afectados conseguiriam fazer as pazes consigo mesmos e talvez também com adversários e inimigos, por tanto tempo invisíveis.

      Para possibilitar essa meta tão elevada, até pouco realista, após a queda do regime do SED activistas dos direitos civis invadiram a central da Stasi em Berlim e suas dependências espalhadas por todo o país. Pois os antigos opressores não haviam perdido tempo em eliminar material comprometedor.

      Por sorte, a maior parte pôde ser salva. Esse acto inaudito de desobediência civil e admirável coragem continua envolto por uma aura de conto de fadas, mesmo em 2020, ou seja, 30 anos depois. A fortaleza da Stasi se transformou numa casa das portas abertas. Desde 1990, bem mais de 3 milhões de cidadãos tiveram acesso aos armários e estantes abarrotados de fichários: que história de sucesso!


      Demónios do passado à solta

      Agora, contudo, por decisão do Bundestag (Parlamento alemão), essa casa perde seu atributo mais importante e mais visível: a placa com seu nome, e assim, sua autonomia. O órgão encarregado dos documentos da Stasi será dissolvido e integrado ao Arquivo Federal. O único – porém útil – consolo, é que os dossiês permanecem abertos a todos, indivíduos afectados, pesquisadores, imprensa.

      Aqui se poderia perguntar: qual é, então, o problema? Ninguém pretende colocar um ponto final no atroz capítulo da Stasi. De fato. Mas com esse acto administrativo direccionado, a elaboração da ditadura do SED perde seu símbolo mais importante. Extingue-se um órgão estatal cuja influência ultrapassava de longe as fronteiras alemãs, que era modelo para todos os demais países europeus que se libertaram do jugo da opressão em 1989 e depois.

      O departamento encarregado dos documentos da Stasi se tornara uma espécie de local de peregrinação para políticos e pesquisadores de todos os cantos do mundo em que um dia reinaram as sombras de uma ditadura. Visitantes de nações latino-americanas, africanas e asiáticas queriam aprender com a forma alemã de enfrentar esse passado.

      Seus professores eram – e até meados de 2021 ainda serão – antigos activistas da RDA, encarregados federais eleitos pelo Parlamento que, para muito além da legitimação democrática, conferiram a seu cargo apreciação, reconhecimento, conciliação – e poder sobre os demónios do passado.

      Tudo isso vai faltar futuramente, quando os dossiês da Stasi, apesar de permanecerem disponíveis, perderão, com o fim do departamento, seu status inegável, também no âmbito internacional. E no entanto, num mundo em que bilhões de seres humanos seguem sofrendo sob ditaduras, esse órgão autónomo seria mais importante do que nunca.

      Em 2016, quando uma comissão de especialistas aconselhou a integração dos dossiês da Stasi ao Arquivo Federal, essa ideia ainda não me passara pela cabeça. Ou seja, eu mudei de opinião.

      Para compensar um pouco essa perda de significado, em vez de um encarregado federal para os documentos da Stasi o Parlamento escolherá um encarregado federal para as vítimas da ditadura do SED. Bem intencionado, porém pouco mais do que um fraco consolo. E, acima de tudo, enormemente atrasado: pois, passados 30 anos da revolução pacífica da RDA, muitas dessas vítimas há muito já morreram.

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      Marcel Fürstenau é jornalista da DW. O texto reflecte a opinião pessoal do autor, não necessariamente da DW.