sábado, 13 de fevereiro de 2021

55 perguntas sobre o estado do manicómio.

Porque é que chamam “regras” aos devaneios arrancados da cabecinha do dr. Costa? Porque é que os especialistas continuam a ser designados como tal após falharem mais previsões do que Mestre Zandinga?

13 Fev. 2021, 00:09

  1. Porque é que não se pode comprar um par de calças mas pode comprar-se uma dúzia de raspadinhas?

  2. Porque é que se pode comprar uma saboneteira mas não se pode comprar a toalha para secar as mãos a seguir?

  3. Porque é que não se pode comprar livros a menos que seja online e mesmo que levantados na hora?

  4. Porque é que o vírus se aloja entusiasticamente nas garrafas e nas latas do “take away”?

  5. Porque é que não se contrai o vírus em supermercados, transportes públicos e pândegas ligadas à propaganda?

  6. Porque é que se reduz os horários dos estabelecimentos abertos e se estimula o convívio festivo das pessoas junto ao balcão do talho ou à prateleira dos telemóveis?

  7. Porque é que se fecham as pessoas em casa quando é sabido que o vírus é muito menos perigoso ao ar livre?

  8. Porque é que as pessoas que trabalham estão sujeitas a regras estritas e os políticos cirandam livremente por aí?

  9. Porque é que tantos cidadãos respeitadores das “regras” da máscara, do distanciamento e do confinamento apanham Covid?

  10. Porque é que chamam “regras” aos devaneios arrancados da cabecinha do dr. Costa?

  11. Porque é que as pessoas que se protegem e nunca, nunca, nunca saem de casa têm conhecimento dos prevaricadores que se expõem irresponsavelmente?

  12. Porque é que não se conhece um único bufo de “festinhas ilegais” que tenha sido enfiado em alcatrão e coberto com penas?

  13. Porque é que os portugueses acreditam que a máscara os protege da Covid quando toda a gente sabe que serve apenas para proteger os outros?

  14. Porque é que os especialistas chamados às televisões ou às reuniões do Infarmed parecem exclusivamente especializados em repetir a propaganda do governo?

  15. Porque é que os especialistas continuam a ser designados como tal após falharem mais previsões do que Mestre Zandinga?

  16. Porque é que os benefícios do confinamento não coincidem com o início do confinamento e sim com o final da vaga de frio?

  17. Porque é que a estirpe sul-africana é tão perigosa e a África do Sul é um dos países onde o número de casos de Covid está a descer com mais rapidez?

  18. Porque é que Portugal é o único país do mundo que festeja o Natal e acolhe a “estirpe britânica”?

  19. Porque é que se pode dizer “estirpe britânica” e não se pode falar no “vírus chinês”?

  20. Porque é que pressinto que estirpes sortidas e exóticas justificarão indefinidamente confinamentos sortidos e exóticos?

  21. Porque é que o governo não aceita a ajuda das centenas de médicos que se voluntariaram para combater a Covid e as doenças que não são Covid?

  22. Porque é que o governo aceita que dezenas de polícias regressem voluntariamente da reforma para vigiar e punir os cidadãos?

  23. Porque é que se insiste em dizer que é fundamental salvar o SNS em vez de lembrar que, se não fosse maçada, o SNS é que nos deveria salvar a nós?

  24. Porque é que se fala em evitar o colapso de um sistema que colapsou a tempo de deixar morrer milhares de pessoas por doenças “tradicionais”?

  25. Porque é que a morte evitável de milhares de doentes ditos “não-Covid” não suscita tumultos ou no mínimo acusações criminais aos responsáveis?

  26. Porque é que falar nos mortos “com” ou “de” Covid é respeitar a ciência e falar nos mortos com cancro ou com o que calha é ser negacionista?

  27. Porque é que há mais vacinas a serem dadas nas imagens de arquivo dos telejornais do que na realidade?

  28. Porque é que nem sequer os médicos e os enfermeiros acabaram de ser vacinados?

  29. Porque é que o “planeamento” da vacinação não incluiu a compra de seringas, agulhas e coordenadores adequados?

  30. Porque é que se continua a falar num plano de vacinação que nunca existiu excepto para servir caciques secundários do PS?

  31. Porque é que os autarcas e similares que andam a subtrair vacinas se mantêm nos cargos e não na cadeia?

  32. Porque é que, sem vestígio de piedade, se largou os velhos nos lares à morte com escala numa solidão imensa?

  33. Porque é que agora não se pode comparar a Suécia com Portugal, quando na chamada primeira vaga não se fazia outra coisa?

  34. Porque é que o vírus sobe e desce imperturbável nos países com e sem confinamento?

  35. Porque é que reparar nos bons exemplos se tornou uma actividade semi-clandestina e subversiva?

  36. Porque é que na falta de certezas, conhecimento e preparação, na dúvida a única reacção é enclausurar pessoas e abandoná-las à pobreza?

  37. Porque é que é criminoso questionar a ladainha governamental sobre uma situação em que o governo somente exibiu incompetência?

  38. Porque é que há gente a apoiar um governo que sem a Covid nos afundaria no médio prazo e com a Covid afunda-nos no curto?

  39. Porque é que a crescente miséria de tantos portugueses é indiferente aos portugueses restantes?

  40. Porque é que tantas pessoas exigem que se fique em casa e tão poucas se dizem dispostas a partilhar os salários com aqueles que querem trabalhar e não podem?

  41. Porque é que a maioria das restrições em curso são especificamente destinadas a destruir a pequena e média iniciativa privada?

  42. Porque é que o fisco é a única instituição neste anedótico Estado que funciona impecavelmente sob a pandemia?

  43. Porque é que existe uma curiosa coincidência entre os negacionistas e aqueles que ousam discordar da vasta sapiência do dr. Costa?

  44. Porque é que se continua a tolerar um governo que desde o início desta história ainda não fez outra coisa senão mentir?

  45. Porque é que o espectacular caldo de mentiras e inépcia do dr. Costa e seus empregaditos não se traduz nas sondagens?

  46. Porque é que Trump, Bolsonaro e Johnson (que mandavam comparativamente menos) eram genocidas e o dr. Costa (que manda em tudo e ergueu o país a recordes de mortos por número de habitantes) é um líder louvável?

  47. Porque é que as televisões subsidiadas ainda convidam descrentes da propaganda só para os interromper a meio das declarações?

  48. Porque é que se espera que um cidadão sem limitações mentais aceite que o seu país encerre as fronteiras aos próprios habitantes?

  49. Porque é que o governo está mais preocupado com os autóctones que podiam sair e contagiar forasteiros do que com os forasteiros que entram e contagiam os autóctones?

  50. Porque é que a Constituição da República desapareceu vai para um ano e ninguém lamenta o sumiço?

  51. Porque é que se teima em eleger um presidente quando o presidente eleito é este?

  52. Porque é que se tem a suspeita de que isto vai ficar tudo muito mal e a certeza de que nenhum dos principais responsáveis pagará o preço?

  53. Porque é que milhões de pessoas caminham para a desgraça certa sem um protesto que se veja?

  54. Porque é que os portugueses abominam a liberdade?

  55. Porque é que tantos portugueses são tão portugueses?

Alberto Gonçalves no Observador

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Crescimento empobrecedor – a EDP e a Terra de Miranda


Óscar Afonso

Um dos maiores negócios da história do país, que tem por objecto o valor da exploração de um bem do domínio público situado no Interior, ou como o Estado deveria ter prevenido o planeamento fiscal agressivo, permitindo assim a promoção da coesão social e territorial.

No dia 17 de Dezembro 2020, a EDP anunciou a conclusão do negócio de venda de seis barragens, três delas no Douro Internacional, em plena Terra de Miranda. Por via de uma complexa operação financeira, que envolve uma declarada reestruturação empresarial, o negócio, avaliado em 2,2 mil milhões de euros, foi feito sem que houvesse lugar ao pagamento de impostos. A operação dependia de autorização prévia do Governo, uma vez que envolve o valor da exploração da água do rio, que é, como sabemos, um bem do domínio público.

Efectivamente, a ser como referido na comunicação social, o Governo, através do Ministério do Ambiente e da Acção Climática, autorizou que, desse modo, a EDP tivesse um encaixe financeiro de 2,2 mil milhões de Euros, sem que houvesse lugar a cobrança do Imposto do Selo, no valor de 110 milhões de euros, bem como os naturais impostos sobre as mais-valias, dado que a EDP havia comprado (ao Estado) o bem que agora vende por cerca de um terço do que agora recebe. Foram, assim, claramente beneficiados interesses particulares acima do interesse geral.

Tratando-se de um dos maiores negócios da história do nosso país, que tem por objecto o valor da exploração de um bem do domínio público situado no Interior, envolvendo por empresas com elevado poder económico, seria de esperar que o Estado prevenisse o planeamento fiscal agressivo e permitisse a promoção da coesão social e territorial.

Como referido acima, três das seis barragens, as mais produtivas, situam-se na Terra de Miranda – duas no concelho de Miranda do Douro e uma no concelho de Mogadouro. Ora, os dados estatísticos revelam que paralelamente ao engrandecimento da EDP, a Terra de Miranda registou uma trajectória de empobrecimento, de despovoamento (perdeu mais de metade da população desde a construção das barragens) e é hoje uma terra muito deprimida, com uma sociedade civil demasiado envelhecida e, por isso, extremamente enfraquecida e com o futuro ameaçado. É uma Terra que desespera para não morrer.

Tendo em conta a riqueza das pessoas que lá vivem, os PIB per capita de Miranda e de Mogadouro posicionam os concelhos, respectivamente, nas posições 182 e 225 entre os 308 que o País tem. Ou seja, mesmo sem terem população, ainda assim, o PIB per capita é miserável e alimentado por três origens principais – os orçamentos camarários, pelos empregos de que as autarquias necessitam para funcionarem, os subsídios à agricultura no âmbito da PAC, e a fraquíssima actividade produtiva. No entanto, tendo em conta a riqueza efectivamente produzida; i.e., contando também a acção das barragens, o PIB per capita de Miranda passa para 5.º do País e o de Mogadouro para 25.º. Por conseguinte, a Terra de Miranda não é pobre: está empobrecida por ter estado sujeita à extracção dos seus recursos naturais.

Hoje, em Miranda, vive-se mal, cada vez pior, porque à medida que se foi perdendo população foi-se também descapitalizando. O que incomoda é a contradição entre o viver cada vez pior e a existência de um recurso, a água, que permitiria ter vivido sempre bem. O que incomoda é, portanto, a existência de duas dinâmicas distintas: a actividade económica, social e cultural da Terra de Miranda em queda; a grandeza da EDP em ascensão. Creio que todos os portugueses se congratulam com a grandeza da EDP, mas também penso que não se pode ser “rico” à custa do empobrecimento de outros; que o empobrecimento contínuo da Terra de Miranda, em particular, não favorece os portugueses mais do que o engrandecimento da EDP.

Seria de esperar que a EDP praticasse para com a Terra de Miranda o valor e compromisso da sustentabilidade que diz defender. A este propósito, diz-nos a EDP que assume as responsabilidades sociais e ambientais que resultam da sua actuação, contribuindo para o desenvolvimento das regiões onde está presente. Sejamos sinceros, com a Terra de Miranda tal não aconteceu. Será então pura retórica?

Enquanto a EDP se engrandecia a Terra de Miranda foi definhando. A EDP não foi inclusiva, não cumpriu o compromisso da sustentabilidade, foi sempre extractiva do recurso natural água que o Douro leva por aquela terra. Os mirandeses tinham agora a expectativa de que, com a venda das barragens, a EDP se redimisse e contribuísse para a melhoria da massa crítica social, da actividade cultural e económica da Terra de Miranda. Seria então recordada dessa maneira. Mas, infelizmente, tal parece não vir a suceder.

A forma como decorreu a operação de venda das barragens indicia que, com a conivência do Governo, não há sensibilidade social nem defesa do interesse público e que a exploração é para levar até ao último cêntimo, privilegiando o interesse particular contra o interesse geral e contra a coesão social e territorial.

No negócio em curso da venda das barragens, os 2,2 mil milhões de euros, que são o preço da transacção, reflectem o valor actual dos lucros (futuros) com a concessão. Desse modo foi possível apurar o margem de lucro da EDP por unidade de energia produzida e, aplicando-a à produção acumulada desde a instalação das barragens, obter o valor do ganho: pelo menos 5 mil milhões de euros ao longo dos últimos sessenta anos. Ou seja, a EDP extraiu cerca de 7 mil milhões de euros (o equivalente a oito pontes Vasco da Gama) da Terra de Miranda, a troco do seu empobrecimento. E, sejamos honestos, essa enorme riqueza é riqueza da Terra de Miranda, que lhe foi extraída.

Efectivamente, com a venda das barragens, o activo vendido mais importante não foram as turbinas, nem os edifícios, nem a gestão, nem sequer o know how. Os activos mais valiosos que foram vendidos são proporcionados pelos recursos naturais da Terra de Miranda: a água, o declive do rio Douro internacional e a morfologia das suas margens. Sem estes recursos naturais, as barragens não teriam valor económico! Tal como o trabalho e o capital, também os recursos naturais são fundamentais para a actividade económica do País.

Ora, as populações, cujo destino está indissociavelmente ligado aos seus recursos naturais, em todas as partes do mundo (só para citar um exemplo muito simples, as praias do Algarve são a riqueza que permite aos algarvios ter um PIB per capita relevante), não podiam ser absolutamente ignoradas e desprezadas neste negócio final.

No mínimo, deveriam saber o que se fazia, qual ia ser o destino dos seus recursos naturais nos próximos anos ou décadas e, a menos que o Governo deseje que a Terra de Miranda se torne terra de ninguém, deviam receber pelo menos parte das contrapartidas que lhe seriam devidas. Creio que todos concordarão que, caso a venda tivesse – como devia – dado lugar aos 110 milhões de euros de Imposto do Selo e esse valor fosse entregue às populações, seria sempre insuficiente para as compensar de toda a riqueza que lhes caberia num modelo justo de repartição dos benefícios.

Ao optar por não cobrar esse valor, que corresponde apenas a cerca de 1,57% da riqueza extraída pela EDP da Terra de Miranda, optou-se por continuar a penalizar os mirandeses e os portugueses em geral.

Será que este procedimento é próprio de um país civilizado?

Posted in: Crónicas https://obegef.pt/wordpress/?p=45767
Last Modified: Fevereiro 6, 2021 39'25"  (…) "Só falta o cimento" (…)O documentário "Pare, Escute, Olhe", de Jorge Pelicano, foi distinguido em Itália, na 59.ª edição do Trento Film Festival, com o Prémio Cittá di Bolzano, para o Melhor Filme de Exploração e Aventura. Este documentário mostra o que acontece quando o sistema político é mais influenciado pelos interesses privados do que os interesses de uma comunidade. É um grande exemplo de cinema interventivo
https://www.youtube.com/watch?v=FTihP0Xmxbc

Data: Fevereiro 6, 2021

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Marta Temido está de birra com o país

Marques Mendes (que nos informa), Ferro Rodrigues (que vê populismo em todo o lado) e a bastonária da Ordem dos Enfermeiros (que distribui insultos) são o Bom, o Mau e o Vilão.

Não sei se haverá vida em Marte, mas haverá EMEL

Marte é o planeta de sonho: precisa de aquecimento global, pois é gelado, e não há cá mariquices com a extinção de espécies, pois não existem. Finalmente, poderemos viver em desarmonia com a Natureza.

Dois anos de aulas em casa vão ter consequências

As aulas recomeçam com crianças sem computadores, com rede fraca, com pais e miúdos em casa. Estes confinamentos vão ter implicações no futuro.

Trump escondeu suas ligações com Putin. Agora, Biden tem acesso a eles.

O que foi dito entre os dois líderes é um grande mistério, um mistério que os assessores do actual presidente dizem ser imperativo descobrir.

Poucos mistérios da era Trump são tão intrigantes quanto o que o 45º presidente disse a Vladimir Putin em pelo menos uma dúzia de telefonemas e reuniões desconexas e improvisadas ao longo de quatro anos. Entender o que foi dito entre os dois pode ajudar a esclarecer se Trump alguma vez revelou informações confidenciais ou fez qualquer acordo com o líder do Kremlin que pudesse pegar o novo governo de surpresa.

Agora que o presidente Joe Biden está na Casa Branca, ele pode ver por si mesmo.

“Eles não precisam da nossa aprovação para ver esses [registros]”, disse um Ex-funcionário de Trump da Casa Branca, referindo-se à nova equipe de segurança nacional de Biden. “Biden possui todos os materiais de chamada. Existe apenas um presidente de cada vez. ”

A Casa Branca de Biden não comentou se havia visto o conteúdo das ligações. Mas até agora, pelo menos, o Conselho de Segurança Nacional não registrou nenhuma reclamação sobre sua capacidade de acessar registros de chamadas relevantes da administração anterior.

“É uma prioridade de segurança nacional descobrir o que Trump disse a Putin” durante seus quatro anos no cargo, disse um Ex-oficial de segurança nacional próximo ao novo presidente. “Algumas coisas, como o que aconteceu em algumas reuniões cara a cara em que nenhum tradutor ou anotador americano estava presente, podem nunca ser totalmente conhecidas. Mas eu ficaria muito surpreso se a nova equipe de segurança nacional não estivesse tentando acessar ”os registros de chamadas.

Trump guardou de perto suas conversas privadas com líderes estrangeiros enquanto estava no cargo, indo tão longe a ponto de ter algumas escondidas no sistema de palavras-código ultrassecreto do NSC para limitar o acesso dos funcionários e mesmo dos membros do gabinete e evitar vazamentos. As leituras das ligações de Trump com Putin costumavam vir primeiro do Kremlin ou através do feed de Trump no Twitter. Mas, embora as ligações não fossem gravadas, os assessores normalmente ainda estavam na linha e anotando o que era dito. As transcrições soltas resultantes são conhecidas como “memcons” ou memorandos de conversa.

Trump fez um grande esforço para manter suas conversas pessoais com o líder russo privadas, desde o confisco das anotações de seu intérprete até a renúncia de tradutores e anotadores americanos em suas reuniões. Esse desejo de sigilo se estendeu até mesmo depois de seu tempo no cargo. Um ex-funcionário de Trump argumentou na semana passada que os registros das conversas de Trump com Putin, que geralmente duravam uma hora ou mais, não deveriam ser disponibilizados para seu sucessor.

“Há certas coisas que um presidente e sua equipe imediata devem ter o privilégio de fazer o trabalho do governo, sem estarem sujeitos a constantes jogos partidários”, disse um segundo ex-funcionário de Trump da Casa Branca.

Memcons, incluindo ligações de Trump com Putin, são considerados recordes presidenciais e não foram eliminados antes de o 45º presidente deixar o cargo, disse um ex-funcionário de Trump na Casa Branca. Eles foram transferidos para os Arquivos Nacionais e Administração de Registros no final do mandato de Trump, como é de costume.

“Claro que não deletamos nada e eles estariam no NARA e acessíveis”, disse o oficial.

Kel McClanahan, diretor executivo do escritório de advocacia National Security Counselors, concordou como questão jurídica: “A única pessoa que pode reivindicar privilégio executivo em qualquer lugar é o presidente em exercício”, disse ele. “Portanto, literalmente não há situação, nem poderia haver, em que um ex-presidente pudesse impedir um presidente em exercício de ver algo.”

As interações de Trump com Putin e outras autoridades russas estavam certamente longe das conversas normalmente coreografadas entre líderes mundiais - Trump no início de seu mandato chegou a divulgar informações confidenciais para diplomatas russos no Salão Oval.

Mas ex-conselheiros seniores do Trump disseram que era raro que Trump dissesse algo ao líder russo que ele já não tivesse dito publicamente (ou simplesmente deixasse escapar mais tarde enquanto reclamava sobre "a farsa da Rússia"). Marina Gross, que interpretou muitas das ligações e reuniões de Trump com Putin, disse a associados que ouvir suas conversas muitas vezes parecia espionar dois amigos conversando em um bar, de acordo com um ex-funcionário.

Ainda assim, as campanhas diplomáticas paralelas que floresceram durante a administração Trump também são a principal preocupação da equipe de Biden, pois ela trabalha para entender as políticas frequentemente desconexas dos últimos quatro anos. O telefonema malfadado de Trump para o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que levou ao seu impeachment, também estava escondido no sistema de palavras-código do NSC, assim como os telefonemas de Trump para a família real saudita .

“Isso é muito maior do que apenas a Rússia e Putin”, disse outro ex-funcionário do governo Trump. “É um problema geral para a nova equipe - basicamente, tentar descobrir, o que [Trump] prometeu às pessoas à direita e no centro?”

John Eisenberg, o ex-advogado do NSC de Trump que estava envolvido em fazer as ligações do presidente no servidor ultrassecreto, agora será um dos representantes de Trump lidando com alguns pedidos de registros da Casa Branca de Biden, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto .

A análise da Rússia do Biden NSC está sendo conduzida em parte pelo diretor sênior em exercício do conselho para a Rússia e Ásia Central, Eric Green, um veterano oficial do serviço estrangeiro que por anos se especializou na Rússia no Departamento de Estado. Green substituiu recentemente Andrea Kendall-Taylor, que saiu por motivos pessoais.

A equipe de Biden e Trump NSC prestou consultoria sobre uma série de questões, incluindo a Rússia, durante a transição. E as autoridades disseram que geralmente era completo. Nos dias e semanas que antecederam a posse de Biden, a equipe de saída do NSC de Trump entregou pastas cheias de material - incluindo relatórios de inteligência, documentos de estratégia e informações sobre operações em andamento - para facilitar uma transição tranquila.

A nova equipe de segurança nacional também interrogou seus predecessores sobre as obrigações e compromissos que a administração Trump havia assumido tanto com aliados quanto com adversários, incluindo a Rússia. Alguns funcionários do Trump - principalmente funcionários de outras agências federais - permaneceram no NSC depois de 20 de janeiro para o bem da continuidade do governo e têm ajudado a responder às novas perguntas do novo NSC.

“Nós realmente nos esforçamos para fazer isso bem”, disse o segundo ex-funcionário do Trump, que participou do processo.

https://www.politico.com/news/2021/02/09/biden-can-access-trump-putin-calls-468100

Melhores. Piores. E melhores do mundo outra vez!

Tiago Dores

De acordo com as minhas estimativas, na 15ª vaga derrotaremos, em definitivo, a COVID. Admitindo que sobra alguém depois de 14ª vaga, claro. A sobrar alguém, espero que sobre o virologista Pedro Simas.

Isto já não é uma pandemia. Isto é uma montanha-russa de emoções. E de infecções, também. Não me admira nada se, por estes dias, a maioria dos portugueses andar a sentir fortes náuseas. Os solavancos bruscos de passar, num ápice, de melhor do mundo a pior do mundo e de novo a melhor do mundo dão a volta ao estômago a qualquer um. Em Abril do ano transacto, o Presidente da República afiançava sermos os melhores do mundo no combate à COVID. Este Janeiro, a realidade afiançou sermos os piores do mundo no combate à COVID. Chegados a Fevereiro, vem o virologista Pedro Simas afiançar que a redução abrupta de novos contágios poderá fazer de Portugal “um dos melhores do mundo a controlar a terceira vaga da pandemia”. É muita volta, reviravolta e reviraviravolta. Ou será reviravoltavolta? Adiante. Além de faltarem vacinas para a COVID, também já há de certeza ruptura de stock de Vomidrine nas farmácias.

Pela amostra acima, dá ideia que somos óptimos a combater vagas de pandemia ímpares e péssimos a combater vagas depandemia pares. Daí termos sido os melhores do mundo na primeira vaga e estarmos, de acordo com o supracitado especialista, a caminho de idêntico registo na terceira vaga. Enquanto na segunda vaga caímos que nem tordos. Ora, tendo em conta a evolução dos contágios, e de acordo com as minhas estimativas, na 15ª vaga da pandemia derrotaremos, em definitivo, a COVID. Admitindo que sobra alguém depois de 14ª vaga, claro.

A sobrar alguém, espero que sobre o virologista Pedro Simas. Pelo que me foi dado ver, não terá havido outro renomado especialista com a desfaçatez e/ou idiotice suficientes para vir celebrar o eventual estupendo desempenho de Portugal na terceira vaga da COVID, para mais quando o efectivo desastroso desempenho de Portugal na segunda vaga da COVID ainda está mais fresco que uma vacina da Pfizer. Para termos noção do nível de descaramento e/ou parvoíce necessários para alcançar este desiderato, bastará dizer que nem o próprio Marcelo Rebelo de Sousa se atreveu a fazer tal prognóstico, depois da coisa lhe ter corrido tão bem na primeira vaga.

A fazer fé neste comportamento bipolar nas várias vagas da pandemia, Portugal seria uma espécie de Dr. Jekyll e Mr. Hyde da COVID. Com algumas diferenças face às personagens da obra de Stevenson, ainda assim. O nosso Dr. Jekyll seria um médico do Santa Maria, que não vai à cama há três semanas, porque ainda há uma fila de 27 ambulâncias à porta do hospital. E o nosso Mr. Hyde seria um idoso de 83 anos, que ficou de cabeça perdida depois de ter sido ultrapassado na fila para a vacina da COVID pela presidente na Câmara de Portimão, Isilda Gomes, a – nas palavras da bastonária da Ordem dos Enfermeiros, que repudio veementemente! – “gorda fura filas”.

Felizmente, estão por cá os militares alemães a ajudar os médicos e enfermeiros portugueses. Se bem que essa é a parte menos significativa da ajuda germânica, pois os militares teutónicos são responsáveis por apenas oito camas de cuidados intensivos. De quem os militares alemães parecem ter vindo em auxílio é, isso sim, do comatoso Governo português. De acordo com o Expresso, “O coordenador da equipa alemã, Jens-Peter Evers, […] reservou palavras elogiosas para Portugal […] E disse que está certo de que Portugal não fez «nada de errado» para chegar a este ponto de saturação – a questão é mesmo tratar-se de «um vírus novo» – e que esta não é altura de olhar para os números”. Dir-se-ia que é óbvio ter sido o Governo português a encomendar a vinda dos alemães, tendo recebido, de brinde com a encomenda, este pack de elogios destrambelhados. Por outro lado, este senhor, Jens-Peter Evers, é alemão e não gosta cá de perder tempo a olhar para números. Vai-se a ver e, afinal, talvez tenha é sido corrido da Alemanha pelos seus próprios compatriotas.

https://observador.pt/opiniao/melhores-piores-e-melhores-do-mundo-outra-vez/

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Preços das vacinas COVID-19


As informações são protegidas por acordos comerciais de sigilo.

De Jillian Deutsch e Camille Gijs

17 de dezembro de 2020

    Os preços das vacinas da UE foram - por um curto período e por acidente - finalmente divulgados.

    A secretária de Estado do Orçamento da Bélgica, Eva De Bleeker, tuitou na quinta-feira uma tabela com o preço de cada vacina comprada pela UE e quanto a Bélgica vai gastar no total com as vacinas, segundo o site de notícias belga HLN . O tweet já foi excluído, mas a agência publicou uma captura de tela.

    A Comissão Europeia disse que não pode divulgar os preços pagos por cada vacina contra o coronavírus, citando acordos comerciais de confidencialidade.

    Grupos da sociedade civil, deputados e defensores da saúde pedem há meses que a Comissão revele quanto a UE está a pagar, argumentando que as negociações que envolvem fundos dos contribuintes deveriam ter maior transparência.

    A Comissão assinou acordos com seis produtores e concluiu negociações exploratórias com um sétimo na quinta-feira. Os países farão seus pedidos individualmente para cada vacina.

    De acordo com a captura de tela publicada pelo HLN, a UE está gastando entre € 1,78 e US $ 18 por vacina contra o coronavírus. O preço por dose listado para cada uma das seis vacinas foi o seguinte:

  • Oxford / AstraZeneca: € 1,78

  • Johnson & Johnson, $ 8,50

  • Sanofi / GSK: € 7,56

  • BioNTech / Pfizer: € 12

  • CureVac: € 10

  • Moderna: $18

    A Bélgica comprará mais de 33 milhões de vacinas por um total de € 279 milhões.

    De Bleeker disse que a publicação da discriminação de preços foi “um erro por parte da equipe de comunicação”, de acordo com a HLN.

    Em reação às perguntas dos parlamentares da oposição sobre as consequências potenciais da violação da confidencialidade, De Bleeker disse que o erro não iria “pôr em perigo nada” no que diz respeito ao acesso da Bélgica às vacinas.

    De acordo com o HLN, a Comissão Europeia afirmou: “Não vamos comentar o que aconteceu na Bélgica, mas os preços das vacinas são confidenciais”.

    CORREÇÃO: Esta história foi alterada para corrigir a grafia de Eva De Bleeker.

    Este artigo faz parte do da POLITICO serviço de apólice premium : Pro HealthCare. De preços de medicamentos, EMA, vacinas, produtos farmacêuticos e muito mais, nossos jornalistas especializados mantêm você no topo dos tópicos que impulsionam a agenda de políticas de saúde. Email pro@politico.eu para um teste gratuito.


    https://www.politico.eu/article/belgian-secretary-of-state-accidentally-reveals-eu-vaccine-prices/



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    As três Rainhas Magas

    O que se teria passado, se, em vez de três Reis Magos, tivessem sido três Rainhas Magas?

    1 – Teriam perguntado como chegar ao local e teriam chegado a horas.

    2 – Teriam ajudado no parto e deixado o estábulo a brilhar.

    3 – Teriam ainda preparado uma panela de comida.

    4 – Teriam trazido ofertas mais práticas.


    Mas quais teriam sido os seus comentários ao partirem?

    1 – Viste as sandálias que a Maria usava com aquela túnica?

    2 – O menino não se parece nada com o José!

    3 – Virgem! Pois está bem! Já a conheço desde o liceu…

    4 – Como é que é possível que tenha todos esses animais imundos a viver dentro de casa?

    5 – Disseram-me que o José está desempregado!

    6 – Queres apostar em como não te devolvem a panela?

    Retrato de um país desgovernado - uma breve comparação entre Portugal e a Noruega.

    José Manuel Martins Ferreira

    Professor da Faculdade de Tecnologia, Ciências Naturais e Marítimas, Universidade do Sudeste da Noruega.


    Não se surpreenderá o leitor se lhe disser que não havia, quando desembarcámos em Portugal, quem realizasse o teste no aeroporto, como o Dec-Lei determina. "Estavam a chegar”. Relato do caos instalado.

    Permita-me o leitor começar pela explicação, porventura desnecessária, de que é falso o argumento de que as realidades de Portugal e da Noruega não podem ser comparadas, dada a abissal diferença de recursos que existe entre os dois países. Está longe de ser apenas isso, como estas linhas demonstrarão. Tenho, desde 2013, uma posição de professor a tempo inteiro naquela que é actualmente a quarta maior universidade pública do país. Aquilo que verdadeiramente nos distingue, e que justifica o título escolhido, é a organização e o respeito que o Governo tem pelos cidadãos. Até ao eclodir da pandemia, costumava alternar duas semanas na Noruega e duas em Portugal. Actualmente, tenho passado um mês em cada país. Esta última deslocação oferece-nos um bom exemplo da acusação que o título encerra.

    Viajei para Oslo no passado dia 6 de Janeiro, via Frankfurt, saindo de cá no voo que deveria partir pelas 06:20 horas da manhã. Deveria, mas não partiu, porque as baixas temperaturas da noite deram origem à formação de gelo nas asas. Foi o próprio piloto que veio ao terminal de embarque falar a todos os passageiros, para os informar de que iríamos sair atrasados porque o aeroporto do Porto não dispõe de meios para o descongelamento. Acrescentou que nunca na sua carreira tinha tido tal experiência e que a única solução seria esperar pelo nascer do dia, colocar o avião ao sol e esperar que o descongelamento acontecesse naturalmente. E foi isso mesmo o que aconteceu – embarcámos apenas pelas 08:30 horas, com mais de duas horas de atraso, e esperámos pacientemente ao sol, que entretanto nascera, até às 10 horas, quando finalmente pudemos levantar voo. Com quase quatro horas de atraso, perdi a ligação seguinte para Oslo, onde cheguei apenas alguns minutos depois da meia noite. Já nessa altura, a Noruega exigia aos passageiros que trouxessem um teste Covid-19 negativo à entrada, a que se acrescentava a exigência de realizar outro à chegada e ao cumprimento de uma quarentena de 10 dias. O teste realizado à chegada, gratuito, poderia ser substituído por outro realizado fora, desde que o resultado fosse apresentado nas 24 horas seguintes. Não foi preciso esperar pelo resultado no aeroporto, porque as autoridades sabiam como e onde contactar cada um dos passageiros.

    Daremos agora um salto no tempo até hoje, 31 de Janeiro, em que regresso a Portugal. Consultei naturalmente o site SNS24 antes da viagem, para saber o que deveria apresentar. Ainda à hora em que escrevo estas linhas, este site continua taxativamente a afirmar que os passageiros vindos de “países UE e do espaço Schengen não têm de apresentar teste à Covid-19 no momento da partida, serão apenas submetidos a controlo de temperatura à chegada ao aeroporto” O endereço da página é inteiramente geral, sem referência de data, fazendo parte da prevenção dos viajantes relativamente à Covid-19.

    A viagem com a Lufthansa, conhecida pela excelente organização, não começou da forma habitual. Pela primeira vez desde há largos anos, não pude fazer o check-in online, tendo recebido da companhia a explicação de que o bilhete estava “sob controlo do aeroporto” e seria lá que teria que o realizar, “à moda antiga”. Suspeito agora porquê – a companhia, sem informação sobre as novas formalidades de entrada em Portugal, não sabia se teria autorização para realizar o voo e deve ter procurado esclarecimentos até à última hora. Ao embarcar, a informação recebida foi de que as autoridades portuguesas exigiam agora o preenchimento de um formulário electrónico no portal “portugalcleanandsafe.pt”, que devolveria (como devolveu) um código QR para mostrar no controlo de passaportes. Após uma breve escala em Frankfurt, embarcámos para o Porto, onde chegámos no horário, pelas 11:25 horas da manhã.

    E aqui entramos verdadeiramente no desgoverno que o título proclama. Os funcionários do SEF pediam um teste Covid-19 que era agora exigido pelo Decreto-Lei (DL) nº 20/2021, que entrara em vigor pelas 00:00 horas deste próprio dia. Dezenas de pessoas, desconhecedoras de uma exigência que as informações já referidas no portal SNS24 continuam a ignorar, não dispunham de teste. Poderá imaginar-se a confusão criada, as discussões, até o desespero – em particular, de uma senhora que tinha viajado unicamente para participar no funeral da mãe, marcado para as 14 horas.

    Não se surpreenderá também o leitor se lhe disser que não havia, quando desembarcámos, quem realizasse o teste no aeroporto, como o DL determina (“estavam a chegar”). A longa fila formada, se não criou mais riscos para a propagação da doença, certamente também não constitui um bom exemplo de como a combater.

    Fila de passageiros a aguardar a chegada dos técnicos para realização do teste


    Quando, finalmente, chegou a minha altura de realizar o teste, eram 15:30 horas, isto é, cerca de quatro horas depois de ter aterrado. Para agravar a situação, as autoridades exigem que ninguém saia do aeroporto antes de ser conhecido o resultado, que os técnicos do laboratório esclareceram demorar “pelo menos oito horas”, uma vez que não se trata de um teste rápido, mas antes de um teste PCR com captura de amostra em ambas as narinas e na garganta. Escusado será também dizer, que o responsável pelo laboratório, argumentando com a falta de informação atempada, recusou o pagamento dos 100 euros exigidos a cada passageiro através dos respectivos seguros de saúde, por não terem podido acautelar essa situação.

    No momento em que escrevo estas linhas, mais de uma centena de passageiros aglomera-se no espaço que rodeia uma pequena cervejaria, no piso das partidas, que foi a solução “desenrascada” para os acantonar, enquanto esperarão ainda várias horas pelo resultado para saberem se poderão finalmente seguir para os 14 dias de confinamento. A extraordinária falta de organização e planeamento que este episódio evidencia constituem, por si só, a melhor explicação para o estado em que o nosso país se encontra.

    Este parágrafo final é escrito no dia seguinte. O resultado chegou pelas 21:41 horas, o que me permitiu abandonar, por fim, o aeroporto cerca das 22 horas. Quanto ao código QR… ninguém pediu para o ver. Perdoe-me o leitor esta deselegância final, mas a melhor descrição para aquilo que me foi dado presenciar está nas palavras de um destacado membro do Governo, Ministro de Estado, quando há tempos se referiu despropositadamente nestes termos a uma reunião da Concertação Social: “É uma feira de gado”.

    https://observador.pt/opiniao/retrato-de-um-pais-desgovernado-uma-breve-comparacao-entre-portugal-e-a-noruega/

    Quando Jill Biden tirou uma foto com a camisola da selecção portuguesa.

    Helena Tecedeiro

    Um dia após a posse de Joe Biden, o Ex-embaixador Robert Sherman republicou no Facebook uma foto com a agora primeira-dama numa passagem desta por Lisboa, em Julho de 2016, em que ambos seguram a camisola que lhe foi oferecida, autografada por todos os jogadores campeões da Europa. Um momento que recorda no DN.

    Robert Sherman tem saudades de Portugal. É ele quem o confessa, numa troca de mensagens com o DN. "Sinto falta das pessoas!", escreve o antigo embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, assim, com ponto de exclamação a condizer, antes de acrescentar: "Portugal tem o povo mais caloroso e amistoso do mundo." Talvez tenham sido as saudades que levaram Sherman a, um dia depois da posse de Joe Biden como presidente dos EUA, partilhar no Facebook uma foto sua com a agora primeira-dama Jill Biden, ambos sorridentes e empunhando uma camisola da selecção portuguesa de futebol, assinada por todos e oferecida o então embaixador pelos jogadores que venceram o Europeu de 2016.

    Quando Jill Biden tirou uma foto com a camisola da seleção portuguesa

    "A Dra. Biden fez uma paragem em Portugal em 2016 a caminho de uma viagem a África. Tinha ouvido dizer muitas coisas boas sobre Portugal e estava ansiosa por visitar o país", recorda Sherman. E "como a visita dela aconteceu pouco depois de a selecção nacional ter ganho o Europeu, expliquei-lhe o quanto aquela vitória tinha significado para as pessoas em Portugal e para a psicologia da nação", conta o homem que graças aos seus vídeos de apoio à selecção portuguesa se tornou conhecido no país todo.

    De cachecol ao pescoço ou enrolado à volta da cabeça, o advogado de Boston que em 2014 Barack Obama nomeou embaixador em Lisboa começou a fazer os vídeos por brincadeira, em resposta a uma desafio da sua homóloga em Viena. Mas à medida que a equipa ia ganhando, ia-se tornando um fervoroso adepto - ao ponto de ter ido assistir à final frente à França em Paris, com o presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Os jogadores não deixaram passar o apoio em branco e ofereceram a Sherman uma camisola com o seu nome e assinada por todos.

    Sherman parece ter iniciado uma nova tradição na Embaixada dos EUA em Lisboa. O seu sucessor, o republicano George Glass (que entretanto já regressou à América), um fã de futebol americano, pouco depois de chegar a Lisboa foi assistir com a mulher, Mary, a um jogo de apuramento da selecção portuguesa de futebol contra a Suíça. E numa entrevista ao DN antes do Mundial de 2018, dizia: " Não sei se consigo ser um líder de claque tão animado como foi o meu antecessor, mas estou entusiasmado."

    Voltando a Sherman, foi a camisola oferecida pela selecção que quis mostrar a Jill Biden. Na altura, o embaixador escreveu no Facebook como a mulher do então vice-presidente apreciara a capital portuguesa. "Foi um prazer parar em Lisboa a caminho de África. Tive a oportunidade de ver a cidade e de visitar a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos. Estou tão impressionada com Portugal."



    Passados quatro anos e meio, Sherman lembra ao DN como Jill Biden se mostrou "muito interessada nos portugueses", até porque "sabia pela sua experiência nos EUA como o sucesso desportivo pode elevar um país inteiro". E por isso a professora - profissão que recusou abandonar enquanto o marido foi vice e que recusa abandonar agora que é presidente - não hesitou em "posar comigo com a camisola autografada que a selecção nacional portuguesa me deu quando se preparava para embarcar no avião, como forma de honrar o povo português". E garante: "É seguro dizer que ela gostou do tempo que passou em Portugal."

    De volta aos EUA e à advocacia - defendeu centenas de vítimas de abusos sexuais por membros da Igreja Católica, no caso Spotlight, que inspirou o filme homónimo -, Sherman guarda um lugar especial para Portugal no coração. "O que, para mim e para Kim [a mulher], tornou o tempo que passámos em Portugal tão especial foi a forma como os portugueses nos receberam e nos fizeram sentir parte da comunidade. Quando nos fomos embora, disseram-nos que Portugal não tem dez milhões de habitantes, tem dez milhões e dois - Kim e eu." E "até hoje Portugal permanece nas nossas almas, e os portugueses no nossos corações".

    Como é tradição, os Sherman deixaram Lisboa a 20 de Janeiro de 2017, na data da posse do novo presidente, Donald Trump. Entretanto, voltaram várias vezes. "Uns meses depois de sair como embaixador, fui convidado para servir no Conselho Geral e de Supervisão do Novo Banco, por isso viajei para Portugal todos os meses até a pandemia de covid-19 restringir as viagens internacionais." Também a mulher mantém a ligação a Portugal. Depois de lançar a iniciativa Connect to Success quando era embaixatriz, Kim Sawyer dá agora aulas no Babson College, onde faz a ligação entre equipas dos seus alunos de Gestão e startups de empresárias portuguesas. "Ambos pretendemos manter o nosso envolvimento em Portugal como parte da nossa vida diária", diz.

    O fim da política do tuíte

    Democrata, Sherman, que trabalhou na campanha de Obama, ajudando a recolher mais de 500 mil dólares, respira de alívio com a chegada de Joe Biden à Casa Branca. E antevê uma era de cooperação reforçada entre os EUA e os aliados. "A Administração Biden rejeita política da "América Só" seguida pela Administração anterior. Há um reconhecimento de que os maiores problemas e ameaças que enfrentamos, sejam o terrorismo ou as alterações climáticas, têm de ser enfrentados através de uma parceria e cooperação global", garante Sherman. E quando os EUA procuram parceiros, "viram-se para a Europa, em primeiro lugar porque temos uma história comum e partilhamos um conjunto de valores, como o compromisso com a democracia, tolerância e respeito pelos direitos individuais".

    Com Portugal a assumir neste primeiro semestre de 2021 a presidência da União Europeia, "não só existe uma relação histórica forte entre os nossos países como temos uma oportunidade única de conduzir o mundo para a frente", afirma Sherman.

    O antigo embaixador acredita que a marca da presidência Biden vai ser "a previsibilidade", bem como as decisões baseadas em factos e na ciência. "Os nossos aliados, incluindo Portugal, têm de saber que Biden não vai protagonizar uma "política do tuíte", e que vamos voltar a uma análise ponderada dos assuntos e na implantação cuidadosa das nossas iniciativas estratégicas", explica.

    E faz questão de sublinhar que "o presidente Biden é alguém que sabe o que são problemas financeiros e que sofreu duras perdas na sua vida", numa referência às mortes da primeira mulher e da filha bebé num acidente em 1972 e à morte do filho mais velho, Beau, de cancro, em 2015, aos 46 anos. E remata: "É a pessoa com mais compaixão que conheço, e isso vai refletir-se nas suas políticas."


    https://www.dn.pt/internacional/quando-jill-biden-tirou-uma-foto-com-a-camisola-da-selecao-portuguesa--13308372.html

    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

    Reforço do controlo populacional.

    Governo na pessoa do ministro (ainda???) Eduardo Cabrita, mobilizou meios auxiliares de controlo, dos cidadãos em tempo de pandemia!


     

    A EQUAÇÃO DE AL KHAWARIZMI

    É considerado o fundador da Álgebra, mas talvez aquele que melhor definiu em poucas palavras o ser humano.

    " Perguntaram ao grande matemático árabe

    " Al Khawarizmi " sobre o ser humano

    e ele respondeu :

    - Se tiver Ética, ele é  1

    - Se também  for Inteligente, acrescente 0 e será 10

    - Se também for Rico, acrescente mais um 0 e será 100

    - Se também for Belo, acrescente mais um 0 e será 1000

    Mas… se perder o 1, que corresponde à Ética, então perderá todo o seu valor e restarão apenas os zeros. "