domingo, 11 de julho de 2021

Elogio ao onanismo

O verdadeiro onanista é um prodígio de concomitância sem sair do sítio. É capaz de presidir à maior câmara do País e, ao mesmo tempo, de avaliar essa presidência (na rádio, na TV, na imprensa escrita).

NÃO HÁ PRÁTICA para a qual um português esteja mais bem vocacionado do que o onanismo. Além de fazer amor simbólico com a pessoa de quem mais gosta – ela própria –, o onanista nacional tem a oportunidade de massajar duplamente o seu ego: como iluminado condutor do destino de um povo e como comentador iluminado dessa condução. Nesta síntese maravilhosa entre práxis e logos, o que pode correr mal para o onanista? Quando muito, poderá correr mal aos outros. Mas a auto-satisfação é, por desígnio bíblico, o sentido da existência de um discípulo de Onã, o trineto de Abraão – o onanismo ascende à raiz do Ocidente. Pela sua ligação directa a Deus, o onanista luso possui a faculdade, atribuída pela lei natural, de tanto saber fazer bem como de saber comentar bem o que ele mesmo faz (é uma espécie de gratificação individual com relato futebolístico do próprio gratificante). A independência vem, como vimos, do direito divino e de uma excepcionalidade que não pode, nem deve, ser questionada pela turba passiva, que se limita a procriar sem génio e em silêncio. O verdadeiro onanista é um prodígio de concomitância sem sair do sítio. É capaz de presidir à maior câmara do país e, ao mesmo tempo, de avaliar essa presidência (na rádio, na TV, na imprensa escrita; um onanista, ao contrário do que sugere o ensimesmamento anatómico, é um comunicador nato no que se refere a ele próprio). É competente para liderar o grupo parlamentar do partido no governo e, de forma síncrona, de avaliar como analista a bondade das medidas desse governo. Por motivos que escapam ao espécime humano comum, é absurdamente imparcial no desempenho, em simultâneo, dos cargos de comissário político das celebrações de Estado e de comentador político das ilusões do Estado. Pela terceira vez em meio século, a Agência Espacial Europeia (ESA) acaba de abrir vagas para astronautas, incluindo centenas de candidatos portugueses. Mas nem estes serão capazes de estar no céu e na terra ao mesmo tempo. Isso está reservado ao onanista.

Santos e…
Escrevo antes do Portugal-França e da tômbola de resultados nos restantes grupos de apuramento para os oitavos-de-final no Euro 2020, quando a conjugação de golos e pontos na disputa pelo terceiro lugar desses grupos poderá até permitir que a equipa nacional passe à fase seguinte com uma derrota por 2-0 ou 3-1 face aos gauleses – iremos de derrota em derrota até à vitória final. Para os que já pedem a cabeça do seleccionador Fernando Santos pelo maior eclipse cerebral da história dos Europeus (quatro vezes a mesma asneira mortífera frente à Alemanha), recordo apenas que a longa noite das vitórias morais do "Brasil da Europa" durou meio século (1966-2016) e só terminou com o engenheiro.
…pecadores
O momento de maior paródia da semana passada foi a conferência de imprensa de um jovem magro como uma fagulha, com barba negra e pronúncia da Areosa, chamado Tiago Barbosa Ribeiro, a anunciar ao mundo que seria o candidato do PS à Câmara Municipal do Porto: "Nos últimos dias, recebi inúmeros apelos, dentro e fora do PS, a pedir que revisse a minha posição de não me candidatar." Por lapso de memória – deve ter sido o excesso de queijo nas francesinhas –, Barbosa Ribeiro esqueceu-se de mencionar que foi a quarta escolha do partido, com António Costa a fazer de tudo para evitar o seu voluntarismo. Presume-se que os "inúmeros apelos, dentro e fora do PS", devem ter vindo do atendedor de mensagens de Pedro Nuno Santos, da vizinha do 4.º esquerdo que já em miúdo o achava bom moço e do dono da pastelaria em frente à sede da concelhia a que, pelos vistos, preside desde 2020.

Pedro Marta Santos

Sabado

Nuno Palma: “O Governo é apoiado por comunistas e o comunismo é tão nojento quanto o fascismo”

A intervenção na Convenção do MEL foi a 25 de Maio, mas 45 dias depois a polémica dura. Não se fica no troco a quem o atacou: há um provinciano, “um académico de que nunca ouvi falar”, um “vira-casacas” e muito mais.

Em Agosto regressa à universidade de Manchester, onde é professor de Economia e admite que será a carreira fora a dar-lhe a liberdade "que nem sempre existe na academia portuguesa" para falar como fala. Sem papas na língua.

Contei mais de 20 artigos, sobre a polémica que o envolveu. E um mês depois continuam. Como é que interpreta a indignação? É que embora tenha havido quem o defendeu, a maioria atacou-o de forma contundente.
A parte que causou polémica foi só a das declarações que fiz – que até foram relativamente curtas no total da minha intervenção – sobre o Estado Novo. E por várias razões: uma, em que estou totalmente de acordo, é que era um regime condenável politicamente, tinha polícia política, perseguia, eu sou um liberal só posso condenar um regime antiliberal; mas outro aspecto é que há muitas pessoas para quem o desenvolvimento económico do País só aconteceu com a democracia e por causa da democracia, e isso é historicamente falso. Isso não justifica de forma alguma o que aconteceu politicamente durante o Estado Novo, mas essa é a realidade histórica. E há muita gente que tem dificuldade em aceitar isso.

E porquê?
Ou porque não sabe, ou porque se calhar sabe mas há um interesse estratégico em reescrever a História de forma a glorificar os agentes, os principais partidos e a esquerda do pós-25 de Abril. E há um terceiro aspecto, que é o provincianismo profundo de grande parte da academia portuguesa, e por arrasto de alguns políticos.

Quer definir esse provincianismo que vê, consiste em quê?
Com todo o gosto. Dou-lhe um exemplo. No sábado um académico de que eu nunca tinha ouvido falar, António Araújo, escreveu um artigo em que, entre várias deturpações do que eu tinha dito, disparates e até mentiras, disse que o meu objectivo com a intervenção era conseguir contractos televisivos. Na verdade na sequência da minha intervenção até recusei ir à televisão, não me interessa nada.

E teve convites para ir?
Tive. E recusei. O que é que pensam os académicos provincianos portugueses (não são todos, há excepções)? Pensam que o objectivo de todas as intervenções públicas é ir à televisão. Isso para eles é o máximo da carreira académica. É uma academia que – há excepções, repito – é provinciana, não tem qualquer tipo de influência internacional, está completamente alheada da literatura internacional mais moderna sobre estes temas, dos métodos que são utilizados nessa literatura.

Sobre Fernando Rosas já escreveu que a sua "historiografia militante antifascista" é "provinciana, sendo a sua influência nacional proporcional à sua completa irrelevância internacional".
É isso mesmo.

Mas onde é que está essa diferença entre a historiografia internacional e a portuguesa sobre o Estado Novo? É só na abordagem antifascista?
É que isso não é História nem nunca foi. É política e sempre foi essa a sua intenção. A intenção de Rosas, ou de Irene Pimentel, nunca foi fazer História, foi sempre fazer política. Nas faculdades de Economia aprendemos a separar afirmações normativas de afirmações descritivas, em que estamos a descrever a realidade e a tentar compreender o que se passou. Outra coisa é dizer isto foi bom, mau, ou devia ter sido assim ou assado. Isso são afirmações normativas. Por exemplo, quando o Pedro Lains, recentemente falecido, que era de esquerda, escreveu um artigo na Explorations in Economic History, das melhores revistas ao nível mundial de História Económica, e mostrou que em 1940 Portugal tinha um terço do PIB per capita dos países mais ricos da Europa, e que em 1974 já era 60% – o que foi uma enorme convergência económica com a Europa, que aconteceu antes da democracia – não está a fazer nenhuma afirmação normativa. Está simplesmente a descrever o que aconteceu. O mesmo com outras pessoas de esquerda, como António Candeias, que escreveu muito sobre o analfabetismo no Estado Novo, e que são completamente insuspeitas, como eu sou – eu não sou de esquerda, mas também não sou bem de direita, sou liberal, nalguns temas sou de esquerda, noutros de direita.

Não se conteve nas respostas, pelo contrário. A Pacheco Pereira, que o mandou estudar, catalogou-o como "o licenciado Pacheco Pereira" e "académico falhado". Porque é que ripostou assim?
Quantos países conhece em que se chama "doutor" aos licenciados? Eu só conheço um. Acha que aquelas colunas que escreve o Pacheco Pereira, em que no fim assina "historiador", são colunas de um historiador, que o que está ali a fazer é História?

Pergunto-lhe a si, não é História?
Nem nunca foi. O Pacheco Pereira não escreve História, escreve política, faz e sempre fez política.

E portanto acha desonesto que assine "historiador" no fim?
É desonesto, claro que sim.

Mas tem reagido a tudo: sentiu-se pessoalmente ofendido com o que foram dizendo de si, de ignorante a fascista?
Penso que o País tem de ver o passado de uma forma mais fria para sair da adolescência. Até porque isto tem consequências no presente. Se eu disser que houve crescimento económico na primeira metade do século XVIII, que houve, ninguém diz "olha, é um apoiante da monarquia absoluta".

A controvérsia toda serviu para alguma coisa?
Pergunto-me isso. No Twitter, só vejo tribos, de um lado e de outro. Pergunto-me se não há moderados, abertos a mudarem de ideias, a aprenderem alguma coisa com esta polémica? Parece-me que sim, embora não sejam os que se manifestam mais nas redes sociais. Há um papel pedagógico em explicar às pessoas o que são as economias comunistas, as economias de planeamento centralizado. A resolução de 2019 do Parlamento Europeu (PE) condena no mesmo nível moral o nazismo e o fascismo e o comunismo – aliás o comunismo matou muito mais gente e continua a matar – mas Portugal é um país em que o Governo só governa porque tem o apoio de um partido antidemocrático, que é o PCP e isso leva a consequências desastrosas para a economia. O próprio PE condena os símbolos do nazismo e do comunismo.

A foice e o martelo?
A foice e o martelo é um símbolo condenável, de acordo com o PE. Há um double standard de um País que falar em ilegalizar o Chega – pelo qual não tenho nenhuma simpatia –, mas não se fala no PCP, que tentou impor uma ditadura.

Já passou muito tempo, acha que o PCP não evoluiu o suficiente para hoje ser um partido democrático?
É um partido fossilizado, que se revê na URSS, que defende todo o tipo de ditaduras…

Chamaram-lhe fascista. Como recusa, presumo que tenha sido desagradável?
Em primeiro lugar é mentira. Mas é curioso um País em que se chama fascista a qualquer pessoa que tenha uma ideia da nossa história diferente da que querem impor, num País em que há comunistas a sentar-se no parlamento. Porque é mentira que eu seja fascista, mas não é mentira que o Governo seja apoiado por comunistas e o comunismo é tão nojento quanto o fascismo.

Como é que ficaram as queixas que foram parar à universidade de Manchester?
Tive de responder.

Que argumentos usou?
Foi pacífico, perguntaram-me: "Estamos a receber estas queixas, o que é que se passa"?

Mas e o que é que explicou?
Que era um congresso político mas não partidário, em que fui dar a minha interpretação sobre os bloqueios da economia portuguesa no presente e os condicionamentos históricos e políticos que levaram a isso. E que até houve um fack-check, na sequência de um eurodeputado, Pedro Marques, ter dito que eu estava a defender um regime fascista – enviei para o Polígrafo porque até é próximo dessa área política – e mesmo esse afirmou que era falso.

Eram bufos, quem o denunciou?
É mais complexo que isso. Pode-se ver no trabalho de Duncan Simpson, que tem estudado de forma sistemática os bufos da Pide, que a Pide era um número relativamente pequeno de pessoas, vivia de uma rede de informadores. O Duncan Simpson fala de uma avó que denunciou a neta, andava a ler livros proibidos. A história é mais complexa do que a historiografia oficial quer mostrar, que era uma ditadura de cima para baixo e que o povo estava completamente oprimido. O trabalho de Duncan Simpson tem mostrado que havia até bastante apoio ao regime por pare do povo. Claro que esses depois foram todos vira-casacas. E hoje em democracia também há muitos vira-casacas, aliás o Pacheco Pereira é um ótimo exemplo de um vira-casacas profissional. Há semelhanças entre os bufos de hoje e os do passado, mas também há muitas diferenças.

Referi o termo porque João Miguel Tavares, para o defender, falou em "bufaria".
Não é tudo a mesma coisa. Agora, há uma dimensão de acusar. O António Barreto, que também me defendeu, escreveu que estes democratas, especialmente os de esquerda, censuram e apontam o dedo a quem não aceitar a sua narrativa.

Já foi convidado para mais conferências depois da polémica?
Normalmente não vou a conferências que não sejam académicas. Já fui convidado para muitas depois desta, mas todas académicas. Eu sou mesmo um académico. Não sou um académico como o Augusto Santos Silva, que diz que é académico e vai voltar para a academia mas não publica papers nenhuns… há muito disto em Portugal, os políticos a fingir que são académicos, eu sou o contrário, sou mesmo um académico. Posso fazer intervenções públicas porque me preocupa o estado do País, mas numa perspetiva pedagógica, não de ator.

A 25 de abril deste ano, antes de toda esta polémica, publicou no seu Facebook uma foto junto de um mural de cravos e com um cravo ao peito. Onde é que estava?
Andou a estudar as minhas redes sociais. Mas é mais que evidente que eu apoio o 25 de Abril. Este ano até houve mais uma polémica no 25 de abril porque mais uma vez a esquerda quis excluir [a Iniciativa Liberal] quem considera não ser do seu clube. Eu apoio o 25 de Abril! Como apoio o 25 de Novembro. É evidente que detesto o Estado Novo. A foto foi no museu do Aljube. A diretora, Rita Rato, é do PCP – num museu com liberdade no título, só num País quase terceiro-mundista é que isto não é chocante. É ofensivo para as vítimas do comunismo.

A nomeação de Pedro Adão e Silva para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril também lhe parece ir no sentido dessa glorificação da esquerda pós-abril?
Claro. Não será pelo currículo académico. Só me recordo de ter visto um artigo só dele já de 2003 numa revista internacional de terceira categoria. Em Manchester nem para pós-doc entrava.

Maria Henrique Espada

Sabado

sábado, 3 de julho de 2021

Vamos falar da Cidade de São Paulo

Vejamos:

  • Tem a maior frota de jactos particulares. Ultrapassou Nova York em (2008). 830 jactos
  • A maior revendedora Ferrari do Mundo. A 2ª. é Los Angeles. O bairro do Itaim, existe uma Oficina Mecânica especializada somente em Ferraris
  • A 4ª. maior revendedora Maserati, a 2ª. Porche e a 2ª. Lamborghini
  • A única cidade da América Latina com revendedor Rolls Bentley
  • 6 Bugati Veyron circulam na cidade. Existe encomenda para pelo menos mais 5
  • 9 encomendas de Pagani. 5 milhões de reais e leva 6 meses para entregar. A Pagani é a única montadora que possui o privilégio de equipar seus veículos com motor que leva a assinatura da Mercedes.
  • A maior frota de helicópteros do mundo. Nova York, Tókio ???
  • O maior comprador de Yatches de longo curso. FERRETTI VIAREGGIO LUCCA
  • A única cidade do mundo que tem 4 lojas TIFFANY´S.
  • A única cidade do mundo que tem 3 lojas Bulgari.
  • A filial que deu mais lucro em 2007. Luis Vuitton
  • A filial Mont Blanc que mais vende caneta fora da Suiça.
  • 80 mil paulistas têm residência na Europa e Estados Unidos como 2ª. opção
  • É cidade que mais consome Romanée Conti.Assim como vinhos Grand Crus, Champagnes Küg Rosé, Cristal e Gran Dame
  • Grande São Paulo. São Paulo já cresceu tanto que "emendou-se" com 38 cidades ao seu redor, sendo a população da Grande São Paulo por volta de 22.000.000 de pessoas
  • População na cidade é de 10.434.252 milhões. ( 3º maior cidade do Mundo).
  • A cidade de São Paulo tem um território de 1.530 km2. (Tamanho de Cuba)
  • A taxa de alfabetização está em 95,4% da população
  • O PIB da cidade de São Paulo é de US$ 76 bilhões. A Região Metropolitana possui PIB de US$ 147 bilhões
  • São mais de 70 shoppings. ( Maior número do Brasil ). Os shoppings da cidade recebem mais de 30 milhões de pessoas / mês
  • São mais de 5,5 milhões de automóveis circulando em toda a cidade.
  • Meio milhão de pessoas andam diariamente pela Rua 25 de Março
  • 60% de todos milionários do Brasil, vivem na cidade de São Paulo
  • São efetuados 10 compras por segundo via cartão de crédito / débito
  • Pela Avenida Paulista passam mais de 5.700 carros e 1.400 ônibus por hora em horários de pico
  • A cidade tem mais de 120 teatros e casas de show, 71 museus e 11 centros culturais
  • São Paulo é a maior realizadora de eventos da América Latina, com 70 mil eventos por ano
  • Na cidade são mais de 100 peças teatrais por semana, ou 4.800 peças por ano
  • A cidade tem em torno de 1.500 agências de bancos nacionais e internacionais
  • Aeroporto de Congonhas, Campo de Marte e Guarulhos têm mais de 380 mil pousos e decolagens
  • São Paulo é a 3ª maior cidade italiana do mundo. É a maior cidade japonesa fora do Japão . A maior cidade portuguesa fora de Portugal. 3ª maior cidade libanesa fora do Líbano .
  • A Cidade de São Paulo é muito grande !
    Sempre caberá mais um ...

Soneto quase inédito de José Régio

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele… e da nação. 


JOSÉ RÉGIO
Soneto escrito em 1969.

A tradição ainda é o que era!

O Novo Estilo de Alimentação.

Pelo que me é dado observar, poderemos vir a deixar de ouvir os comensais pedir um bife, uma posta de bacalhau ou um outro prato de peixe ou carne.

O que então passaremos a ouvir será:

Oh Sr empregado, traga-nos um prato de grilos !

O empregado: lamento, já não há, já acabaram!

Então traga de gafanhotos! E assim, por aí adiante…

Santo Deus, quem diria ao que havíamos de chegar…

Lanchar grilos? Ou besouros? Autorizado consumo de sete espécies de insectos em Portugal | Alimentação | PÚBLICO

Embora apenas 6 por cento das pessoas pagassem subornos para obter cuidados de saúde, 29 por cento dos residentes da UE usaram ligações pessoais para receber cuidados médicos.

“Durante uma crise de saúde, usar conexões pessoais para acessar serviços públicos pode ser tão prejudicial quanto pagar subornos. Vidas podem ser perdidas quando pessoas conectadas recebem uma vacina COVID-19 ou tratamento médico antes das pessoas com necessidades mais urgentes. É crucial que os governos de toda a UE redobrem seus esforços para garantir uma recuperação justa e equitativa da pandemia em curso.”

Delia Ferreira Rubio

Presidente da Transparência Internacional


Os cuidados de saúde são um hotspot para a corrupção . Isso é particularmente preocupante durante a actual pandemia de COVID-19, quando os cidadãos precisam urgentemente de suporte médico e vacinas. Embora apenas 6 por cento das pessoas pagassem propina para obter cuidados de saúde, 29 por cento dos residentes da UE usaram ligações pessoais para receber cuidados médicos.

Carlos César considera "imoral" tentar "retirar vantagens políticas" de acidente com carro do MAI.

“Presidente do PS, Carlos César, considerou "imoral" que partidos tentem "retirar vantagens políticas" do acidente de viação que envolveu carro do ministro da Administração Interna. Não é politizável.”

“É mesmo imoral fazê-lo”, criticou ainda Carlos César.

Imoral é este individuo vir falar sem dizer nada, só para não estar calado (que teria sido melhor)  apenas… 15 dias após (!!!) o acidente e só dizer asneiras!

Levante-se pela integridade.

Assinar o juramento

Se você é um candidato às eleições e deseja registar o seu interesse em apoiar o compromisso eleitoral da Transparency International “Defenda a integridade” , preencha o formulário abaixo. Assim que sua solicitação de suporte for recebida, alguém de nossa organização entrará em contato.

Se você tiver dúvidas ou tiver problemas com o seu envio, entre em contato com Matilde Manzi .

Pessoas na UE preocupadas com corrupção desenfreada.

Pesquisa mostra que mais da metade acha que seu governo é dirigido por interesses privados

Temos uma visão, um mundo livre de corrupção

Nosso movimento global trabalha em mais de 100 países para acabar com a injustiça da corrupção, promovendo transparência, responsabilidade e integridade

O que temos feito até agora

250,000+
Pessoas ajudaram a denunciar a corrupção em todo o mundo por meio de nossos Centros de Advocacy e Assessoria Jurídica (ALACs).
140
Os países assinaram a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção que ajudamos a estabelecer.
8,000+
Empresas em todo o mundo estão comprometidas em acabar com a corrupção como resultado de nossa iniciativa de sustentabilidade corporativa.
150+
Os líderes mundiais ouviram o nosso apelo e incluíram a corrupção no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16.
Quando começamos, há mais de 25 anos, as pessoas diziam que nada poderia ser feito contra a corrupção.

Poucos imaginavam leis internacionais anticorrupção, ditadores corruptos sendo levados à justiça, empresas responsabilizadas ou cidadãos individuais fazendo a diferença.

Provamos tudo isso é possível.

26

Anos de luta contra a corrupção

112

Capítulos Nacionais

2000

Funcionários

Desde 1995, nosso Índice de Percepção de Corrupção anual estabeleceu o padrão para governos nacionais, organizações intergovernamentais, empresas, tomadores de decisão e jornalistas em todo o mundo como o principal indicador dos níveis de corrupção no setor público.

“As classificações da Transparency International continuam a ser uma fonte de dados líder para empresas que buscam fortalecer os controles de conformidade.”

Jornal de Wall Street

Mas nosso movimento é muito mais. Nosso movimento anticorrupção começou com foco na cultura da corrupção.

Trabalhando com indivíduos e organizações com ideias semelhantes, buscamos criar uma consciência mundial da corrupção que seria transformada em leis e tradições alteradas. Para alcançar o maior número de pessoas, nossos primeiros apelos à ação foram aos mais altos órgãos políticos, como as Nações Unidas , a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização Marítima Internacional (OMI) , para citar alguns.

Dez anos depois de começarmos, nossa defesa contribuiu para a adoção do primeiro e único juridicamente vinculativo acordo global contra a corrupção, a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC), adotada pela Assembleia Geral da ONU e ratificada por 187 estados-partes,

Esta Convenção não foi apenas o primeiro sinal de um reconhecimento mundial da corrupção, mas desde então tem sido um plano para governos nacionais, instituições multilaterais e outros atores no combate à corrupção.

Em 2004, Kofi Annan, Secretário-Geral das Nações Unidas na época, acrescentou um décimo princípio anticorrupção ao Pacto Global das Nações Unidas .

8.000 empresas em todo o mundo se comprometeram a acabar com a corrupção na maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo até hoje.

Em 1999, nossa defesa ajudou a alcançar um momento decisivo em relação à corrupção internacional, quando a Convenção da OCDE sobre Suborno Estrangeiro entrou em vigor. O culminar de uma campanha da TI que começou três anos antes para persuadir governos e líderes empresariais a agir para acabar com o suborno estrangeiro.
A Convenção permite que os promotores punam o suborno estrangeiro de acordo com as leis criminais nacionais.
Seus esforços resultaram em 560 indivíduos e 184 entidades recebendo sanções criminais por suborno estrangeiro entre 1999 e 2007.
Quinze anos após a entrada em vigor da Convenção, as empresas pagaram o preço da corrupção. Somente nos EUA, as empresas pagaram US $ 1,56 bilhão em penalidades por suborno estrangeiro .

Em 2015, mais de 150 líderes mundiais ouviram nossa convocação e incluíram a corrupção na Meta de Desenvolvimento Sustentável 16 . A anticorrupção foi reconhecida como vital para “paz, justiça e instituições fortes”.

Em 2018, nossos pesquisadores divulgaram um relatório marcante sobre como a agência marítima líder das Nações Unidas, a Organização Marítima Internacional (IMO), era suscetível à influência da indústria privada e improvável de cumprir suas metas de redução de emissões de carbono - a menos que mudasse rapidamente suas políticas de responsabilidade.

Após nosso relatório, a Organização Marítima Internacional (IMO) alterou sua estrutura de governança e definiu metas de emissões mais altas para corresponder ao Acordo de Paris sobre Mudança Climática das Nações Unidas de 2018 .

Em nossa essência, somos uma coalizão global que se esforça para capacitar os indivíduos a fazer a diferença em seus países.

Essa era nossa meta ao estabelecer capítulos nacionais, e todos os dias eles permanecem na vanguarda dos esforços nacionais de combate à corrupção, muitas vezes em ambientes hostis às organizações da sociedade civil.

Nossos capítulos têm décadas de 'vitórias' anticorrupção por trás deles, alguns de nossos sucessos mais recentes incluem ...

Em 2008, a Transparency International France em parceria com a Sherpa, uma organização da sociedade civil francesa, iniciou um processo contra Teodoro Nguema Obiang Mangue, o vice-presidente da Guiné Equatorial e filho do presidente.

Após quase uma década de discussões, uma mudança na lei francesa e uma campanha de crowdfunding para garantir que as testemunhas pudessem viajar a Paris para depor, Obiang foi condenado em 2017 por desviar mais de € 150 milhões (US $ 174 milhões) de dinheiro público.

Ele também foi condenado a uma pena suspensa de três anos de prisão e multa suspensa de € 30 milhões (US $ 35 milhões).

Em janeiro de 2017, o da Transparência Internacional no Paquistão capítulo foi alertado sobre um hospital governamental em crise.

Os cidadãos de Usta Muhammed, em Jaffarabad, província de Baluchistão, disseram ao Centro Legal e de Defesa da Transparência Internacional do Paquistão que seu hospital não só não tinha as instalações mais básicas, mas também que os médicos administravam suas próprias clínicas privadas.

O hospital não tinha nem uma única ambulância disponível para toda a população de mais de cem mil pessoas.

A Transparency International Pakistan contatou funcionários do governo. Em quatro meses, o povo de Usta Muhammad relatou que as condições no hospital do governo eram muito melhores: os médicos não estavam mais ausentes e visitavam os pacientes regularmente; mais medicamentos estavam disponíveis para os pacientes.

Depois de uma defesa constante de nosso capítulo na Palestina, o governo palestino adotou o do país primeiro sistema de proteção de denunciantes .

Em 2017, a Transparency International United Kingdom (TI-UK) identificou £ 4,4 bilhões (US $ 5,5 bilhões) em propriedades compradas com riquezas suspeitas no Reino Unido.

Um ano após este relatório inovador, o do Parlamento Reino Unido votou a favor de exigir que qualquer Território Britânico Ultramarino introduza registros públicos que revelem os indivíduos por trás de cada empresa com sede lá até o final de 2020.

Uma grande vitória na luta contra a corrupção transfronteiriça.

Na primavera de 2019, a pesquisa e a defesa do nosso Secretariado e dos escritórios da UE ajudaram a formar a Diretiva de Denúncia da Comissão Europeia , o mais alto padrão internacional para proteção de denúncias que foi aprovado pelo Parlamento Europeu em abril de 2019.

Proporciona um elevado nível de proteção aos denunciantes que denunciam violações da legislação da UE e estabelece formas seguras para os denunciantes publicarem interna e externamente.

Por meio de nosso projeto Consórcio Global Anticorrupção, a cooperação entre a TI Madagascar, a Agência de Investigação Ambiental e jornalistas investigativos do OCCRP resultou na interrupção da venda de estoques de espécies ameaçadas de madeira ilegalmente exploradas de jacarandá.

Em 2019, a da Transparency International Australia defesa por uma mais forte aos proteção denunciantes na Austrália levou a uma nova legislação que dá aos denunciantes corporativos maior proteção e pode ter um impacto de mudança de cultura na forma como as empresas australianas operam .

Temos a visão de um mundo onde o governo, a política, os negócios, a sociedade civil e o dia a dia das pessoas estejam livres da corrupção.

Aqui estão algumas histórias de como mudamos a vida cotidiana das pessoas.

Em 2009, a Protetora Pública Sul-africana, Thuli Madonsela, investigou denúncias de corrupção nos escalões mais altos do governo sul-africano. Seu escritório lidou com mais de 35.000 reclamações e defendeu as comunidades mais marginalizadas e vulneráveis ​​da África do Sul.

Em 2014, a Transparency International reconheceu as corajosas conquistas de Thuli com o Prêmio de Integridade, nossa maior homenagem destinada a elevar a voz dos defensores da anticorrupção e compartilhar sua história.

Depois de ingressar na Conferência Internacional Anticorrupção (IACC) em 2016 como um jovem Jornalista pela Transparência (J4T), Sally Hayden abriu caminho e informou milhares sobre algumas das questões mais urgentes da atualidade. Sua série de relatórios, incluindo “Asylum for Sale”, que revelou a corrupção no reassentamento de refugiados na África Oriental, abalou a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Em 2018, Sally foi premiada com 'correspondente estrangeiro do ano' parcialmente por sua reportagem para o Journalists 4 Transparency East Goes West no Irish Journalism Awards.

Reconhecemos a corajosa denunciante espanhola, Ana Garrido Ramos, por revelar o caso Gürtel e vencedora do nosso Prêmio Anticorrupção 2018.

O que começou como uma investigação sobre corrupção em uma prefeitura local se expandiu para uma investigação maior, mais tarde apelidada de “caso Gürtel”.

Ao expor um esquema envolvendo propinas para contratos do governo liderado por um empresário espanhol que fornecia doações e subornos ao então governante Partido do Povo, a denúncia de Ana Garrido Ramos contribuiu para a queda do governo Mariano Rajoy em junho de 2018.

Por meio de suas reportagens, Daphne Caruana Galizia expôs escândalos de corrupção envolvendo políticos influentes e outras pessoas em Malta e no exterior. Desde seu assassinato em 16 de outubro de 2017, as autoridades maltesas iniciaram um processo penal contra seus supostos assassinos e um inquérito para saber se alguém mais deveria ser acusado.

Para ouvir a busca destemida da verdade, também premiamos Daphne Caruana Galizia com o prêmio Anticorrupção de 2018 .

“Este prêmio nos lembra não apenas que ainda temos esperança, mas que grande parte do mundo espera conosco. “

Matthew Caruana Galicia Fundação Daphne Caruana Galicia

https://www.transparency.org/

10 coisas para não dizer a alguém que se separou.

Muitas vezes nem é por mal, mas quando nos separamos ouvimos tantas coisas que ferem, que me ocorreu a tentativa de fazer um pequeno guia para evitar mais sofrimento.

Em tempos de tantos divórcios, sinto que muitas pessoas precisam aprender um pouco mais sobre acolhimento. A separação é um luto genuíno, o que infelizmente aprendi por experiência própria. E não é só o luto do casamento, é o luto da família, dos sonhos conjuntos e até daquela outra pessoa enquanto cônjuge – mesmo que permaneça em nossas vidas em novas condições.

A separação dói por muitos lados. Mas não deveria precisar doer nas palavras dos outros. Muitas vezes nem é por mal, mas quando nos separamos ouvimos tantas coisas que ferem, que me ocorreu a tentativa de fazer um pequeno guia para evitar mais sofrimento num cenário que já é de sofrimento geral. Aqui vão 10 frases para não se dizer a alguém que se separou.

1. Não acredito!

Pode parecer bobagem, mas a incredulidade dói. Até porque, muitas vezes quem se separa está incrédulo também. Ninguém planeia passar por isso – e sim, há um gigante constrangimento em falar sobre o assunto, bem como em ter que contar às pessoas o que se passou. Guarde a sua perplexidade para si.

2. Mas vocês pareciam tão felizes…

E provavelmente eram. Separações nem sempre são fruto de cenários tristes, belicosos, raivosos ou deprimentes. Não faça com que a pessoa sinta que a vida dela parecia uma mentira, uma fachada. Era o que era. Dias melhores, dias piores. Como qualquer casamento, não é mesmo?

3. Quem vai ficar com a casa?

Não invada a esfera dos assuntos íntimos e patrimoniais. Deixe que a pessoa diga o que quiser dizer. Se ela quiser falar sobre o problema da casa, da guarda dos filhos, da partilha dos bens, da custódia do cachorro e do gato, ela mesma falará. Não ser invasivo é fundamental quando se quer cooperar. Num divórcio, tudo é ferida aberta.

4. Vocês realmente não combinavam um com o outro

Frases que supostamente dizem “vai ser melhor assim” também não ajudam. Tirar validade do que a pessoa viveu, falar mal do Ex-marido/Ex-mulher, dizer que aquela relação não tinha futuro ou que ninguém entendia aquela união, definitivamente, não é algo que proporcione mais leveza ou alívio. É piorar bastante as coisas, levantando fantasmas que não deveriam aparecer.

5. Quando vocês assinam o divórcio?

Em geral, as pessoas não sabem dar esta resposta. E não param de pensar nesse assunto por um minuto. Em geral, esse é um tormento, uma angústia, um desafio. Muitas águas passam ainda até que isso aconteça. E não vai ser a sua pergunta que vai tornar as coisas mais céleres.

6. Vocês vão reatar, tenho certeza

Não, você não tem. Ninguém tem. E frequentemente isso nem é algo desejado por quem está se separando. Ou até pior: é desejado por um deles e você pode estar dando falsas esperanças. Ninguém sabe o que acontecerá no futuro, por isso cabe-nos lidar de forma responsável com o presente.

7. Você acha que ele/ela tem outra/outro?

Talvez de todas, essa seja a pior pergunta. Primeiro, porque, em geral, a pessoa não tem essa resposta. Em segundo lugar, porque, frequentemente, a pessoa pode não ter pensado nessa possibilidade e você, dizendo isso, vai acabar com as suas poucas noites de sono em paz. Em terceiro lugar, porque isso não muda em nada as coisas – excepto gerar desconfiança e potenciais brigas.

8. Instala já o Tinder!

Acelerar a pessoa para passar a uma nova fase também não é sinónimo de ajuda. Há pessoas que querem logo se distrair com novas conversas, outras que levam muito tempo a chegar a essa nova fase. Não há fórmula certa ou errada. O que sempre é errado é a pressão.

9. Estou tão, tão triste com essa notícia

É natural que as pessoas lamentem o término. O que não pode ser natural é que a pessoa que está em sofrimento se veja na obrigação de consolar um terceiro que soube do rompimento. Sentir muito é uma coisa. Dramatizar ainda mais um facto que já é doloroso, é outra.

10. Isso faz-me perder a esperança no amor

Quem está sofrendo, precisa de esperança. Esperança no futuro, em dias melhores e, sim, no amor. Frases como esta só intensificam o sofrimento, bem como tornam o amanhã ainda mais cinzento. Quem tem medo e angústia precisa de ouvir coisas boas.

Algumas pessoas podem perguntar-se: “Então, afinal, não se pode dizer nada?” Pode, pode sim. Há centenas de frases que podem ser ditas. Estou aqui para o que você precisar. Sinto muito. Um dia de cada vez. Quer que eu faça pipocas? Pode-me ligar, mesmo que seja de madrugada. Você vai ficar bem. Posso-te dar um abraço? Trouxe um bolo de chocolate para você. Queres que eu te ajude com as crianças no fim de semana? Você é uma pessoa fantástica. Amanhã vai ser um dia melhor. Você não está sozinha.

Ruth Manus

Observador

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Coma bem e goze a vida

Para Reflexão

Coma o que quiser, porque iremos morrer de qualquer maneira.

Mas não se deixe enganar pelo Coaching Motivacional.

1. O inventor da esteira morreu aos 54 anos.

2. O inventor da ginástica morreu aos 57 anos.

3. O campeão mundial de fisiculturismo morreu aos 41 anos.

4. Maradona, para muitos o melhor jogador de futebol, faleceu aos 60 anos.


JÁ…

5. O criador do KFC morreu aos 94 anos.

6. O criador da Nutella morreu aos 88 .

7. Imagine, o dono dos cigarros Winston morreu aos 102 anos.

8. Aquele que se encarregou de industrializar o ópio? Morreu aos 116 anos em um terremoto.

9. O fundador da Hennessey morreu aos 98 anos.

Como os médicos concluíram que o exercício prolonga a vida?

O coelho está sempre pulando, mas vive apenas 2 anos e a tartaruga que não faz nenhum exercício, vive 100 anos.

Então vá com calma, descanse um pouco, relaxe, mantenha a calma, ame muito, coma bem, tome seu vinho,

Beba um whisky de vez em quando e aproveite a sua vida com prazer!!!

PS.:  Esqueceram do Hugh Hefner!!! Morreu rodeado de putas aos 91!!!

Já cá canta o dinheirinho (outra vez)


A mediocridade do regime inclina mesmo agora uma boa parte da população a olhar para o lado, quanto mais não seja abstendo-se de ir votar. Com mais um fracasso em cima, será ainda pior.

24 jun 2021, Dr. Paulo Tunhas, ‘Observador’

“Meus senhores e minhas ricas senhoras, como sabem, já cá canta o dinheirinho. É com legítimo alvoroço e a maior vocação universalista, que me apresso a confirmar tão importante nova, e bem me apetecia ser um cronista vivaço, sinuoso e espadachim, para lhe puxar com subtileza pelas implicações íntimas. De qualquer maneira, parece que temos certo o prolongamento da presente estação democrática, pluralista e ocasionalmente socializante, por um mínimo de dezoito apetitosos meses. Os altos responsáveis da governação só não cabriolam aí de puro optimismo porque nada na história ou natureza das sociedades humanas pode exceder o optimismo com que esperaram pelo dito dinheirinho ou excederá o optimismo com que o vão gastar. Isto em política o que é preciso é fé.”

O parágrafo que acabaram de ler é da autoria de Vasco Pulido Valente na sua coluna de opinião do Diário de Notícias de 1 de Julho de 1977, e depois republicada no volume O País das Maravilhas, de 1979 (um livro que nunca foi reeditado, o que é lamentável, já que nos dá, pela pena de um espírito privilegiado, a mais viva das imagens do Portugal da segunda metade dos anos setenta). Eu sei que tenho citado muito Vasco Pulido Valente por estes dias, mas a culpa não é minha: é dele. Ninguém como ele nos deu a ver a constância da nossa história recente e a permanente repetição das crises e do tipo de reacções dos nossos governos às crises. O  que ele escrevia em 1977 aplica-se tal e qual aos dias de hoje, resumidos nas já célebres palavras, naquele inglês que é uma espécie de baixo-latim dos tempos presentes, endereçadas por António Costa – o “pedinte pândego”, como lhe chamou aqui Helena Matos – a Ursula von der Leyen, quando esta lhe entregou o documento com a aprovação do “Plano de Recuperação e Resiliência” português, cujo dinheiro deve começar a chegar em Julho: Now I can go to the bank?

Terão notado a data do artigo de Pulido Valente: 1 de Julho de 1977. O dinheirinho que “já cá canta” é aquele que nos chegou do FMI, aquando da sua primeira intervenção em Portugal, a pedido do I Governo Constitucional de Portugal, chefiado por Mário Soares. Foi, como se sabe, a primeira das três vezes em que tivemos de recorrer ao FMI. A segunda foi poucos anos depois, em 1983, no IX Governo Constitucional (o do “Bloco Central”), também presidido por Mário Soares. E a terceira, como toda a gente se lembra, foi em 2011, no segundo governo de José Sócrates (o XVIII Governo Constitucional). Desta vez não veio o FMI, veio aquilo que António Costa chama a “bazuca”, que também chega acompanhada de um caderno de encargos, coisa que Ursula von der Leyen, de resto, fez questão de notar a um Costa que pensava já noutra coisa: “Agora tem muito trabalho pela frente”.

Não confundo, é claro, as ocasiões da chegada do dinheirinho nem as situações que motivaram a sua urgência. E menos ainda as personalidades dos primeiros-ministros associados à sua vinda. Sobretudo, não confundo Mário Soares com os dois outros. Soares, com todos os seus defeitos, não era louco, como Sócrates, nem cínico, como Costa. Mas, deixando de lado a questão desta curiosa evolução da loucura para o cinismo, traços de personalidade com os quais a população aparenta em geral dar-se bem, convém lembrar que, para pensar o que quer que seja, não basta estar atento às diferenças: é preciso também detectar as semelhanças.

E a principal semelhança entre estas quatro situações é a maneira como tradicionalmente nos inocentamos de qualquer culpa, como se as desgraças surgissem do nada e nos caíssem em cima por diabólica magia. Respondendo à comissária europeia (e socialista) Elisa Ferreira, que afirmou que “é penoso ver que Portugal, com estes anos todos de apoio [cerca de 150 mil milhões de euros em fundos de coesão nos últimos 35 anos, como lembrou no Público João Miguel Tavares], ainda está entre os países atrasados”, António Costa declarou taxativamente: “Temos um historial de que nos devemos orgulhar e não ser motivo de flagelação relativamente à utilização dos fundos”. Ora aí está um cavalheiro que sabe exprimir bem o sentimento nacional! Somos óptimos, excelentíssimos, mas os azares são os azares… De facto, António Costa é a última pessoa do mundo que eu imaginaria a autoflagelar-se e a pôr sequer em questão as imensas virtudes do seu pessoal “historial”. Para que não sobrassem dúvidas, pelo sim, pelo não, acrescentou depois que, com este Plano de Recuperação e Resiliência, é a altura de parar de “chover no molhado” e seguir em frente à velocidade máxima. “Isto em política o que é preciso é fé”, como ironizava Vasco Pulido Valente. Esperou-se com optimismo pelo dinheirinho, e com optimismo ele será gasto, em larga medida pelo Estado e em benefício, directo ou indirecto, do poder.

Com uma pessoa assim, dotada de tamanho espírito crítico e que tão bem aprende com os erros passados, um ser humano normal pergunta-se se o PRR não será, ao fim e ao cabo, um PFF: Plano de Fraqueza e Fragilidade… Há mesmo vários sinais que apontam nesse sentido e muita gente teme o pior no que respeita à maneira como a tal “bazuca” será utilizada. Os exemplos passados não aconselham, em geral, grande confiança e o que se prepara por aí corre o risco de obedecer a um padrão de preferências e de negociatas que conhecemos bem demais.

Se assim for, como é provável que seja, será difícil olhar à nossa volta. Já o é, de resto.

A mediocridade do regime inclina mesmo agora uma boa parte da população a olhar para o lado, quanto mais não seja abstendo-se de ir votar. Com mais um fracasso em cima, será ainda pior.

A única coisa ao nosso alcance é continuar a fazer o nosso trabalho o melhor que sabemos e podemos, procurando não nos deixar distrair (e deprimir) pelo ruído ambiente e pelo optimismo de fancaria que o cinismo reinante inventa dia após dia. Não é fácil. Falo do que sei.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Filme dos acontecimentos - -Eduardo Cabrita e a morte de um trabalhador, na A6.


18 de Junho
O carro em que seguia Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, sofreu um acidente de viação que provocou a morte de um homem de 43 anos. O homem, que morreu atropelado na auto-estrada A6, é um trabalhador que fazia a manutenção da via, revelaram as autoridades. A viatura era conduzida por um motorista do ministério e o acidente aconteceu por volta das 13h, ao quilómetro 77 na auto-estrada, que liga Marateca à fronteira do Caia, em Elvas (distrito de Portalegre). A GNR anunciou de imediato que as circunstâncias em torno deste acidente seriam averiguadas pelo Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação do Destacamento de Trânsito de Évora.

19 de Junho
O Ministério da Administração Interna esclareceu num comunicado que o trabalhador atropelado estava a atravessar a faixa de rodagem e que não houve qualquer despiste. Além disso, acrescentou “não havia qualquer sinalização que alertasse os condutores para a existência de trabalhos de limpeza em curso”.

20 Junho
A empresa do trabalhador que morreu atropelado por carro de Eduardo Cabrita, a Arquijardim, revelou que iria pagar as despesas do funeral. As cerimónias fúnebres não contaram com a presença de nenhum membro do Governo, que apenas enviou uma coroa de flores e uma carta de condolências.

22 de Junho
O Ministério Público anunciou que abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da morte do trabalhador atropelado pelo carro que transportava o ministro.

24 de Junho
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) anunciou ter aberto um inquérito interno sobre as circunstâncias em que foi prestado o socorro no acidente que envolveu o carro que transportava o ministro da Administração Interna. Em causa está o trajecto efectuado pelo veículo de emergência médica e o tempo que levou a viatura a chegar ao local do acidente.

26 de Junho
A viúva do trabalhador que foi mortalmente atropelado queixou-se, em declarações ao Correio da Manhã, de apenas ter recebido “uma carta” com as condolências, mas que ninguém lhe perguntou “se precisava de ajuda”. Disse ainda temer pelo futuro das filhas de 15 e 19 anos.

28 de Junho
Em conferência de imprensa, o presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, exigiu saber a que velocidade seguia a viatura que transportava o ministro da Administração Interna.

29 de Junho
Responsáveis da Brisa desmentem parte do primeiro comunicado do MAI, afirmando que as obras na auto-estrada estavam devidamente sinalizadas e que os trabalhos se realizavam na berma da estrada. Ao PÚBLICO, fonte do MAI recusou comentar as versões contraditórias, afirmando que nada mais havia a acrescentar ao comunicado e lembrando que decorria ainda o inquérito aberto pelo Ministério Público.

30 de Junho
Numa cerimónia pública, em que esteve acompanhado pelo Presidente da República, Eduardo Cabrita recusou fazer qualquer comentário sobre o acidente. Marcelo Rebelo de Sousa defendeu ser essencial apurar a matéria de facto sobre acidente. O grupo parlamentar do CDS-PP e o deputado do Chega pediram explicações ao Ministério da Administração Interna sobre o acidente com o carro em que seguia o ministro, questionando se mantém que os trabalhos naquela auto-estrada não estavam assinalados.

Publico