Quando foi a última vez que você parou para pensar no que realmente está colocando no prato? Todos os dias fazemos dezenas de escolhas alimentares, e são elas que, somadas ao longo dos anos, ajudam a moldar a nossa saúde, a nossa disposição e a nossa qualidade de vida. Salve este post, compartilhe com a família e marque aquela pessoa que precisa ler isso hoje!
Antes de tudo, um esclarecimento importante: comida processada não é tudo a mesma coisa. Existem alimentos minimamente processados, como arroz, feijão, leite, ovos e frutas congeladas, que fazem parte de uma alimentação saudável. O alerta deste post é para os ultraprocessados, aqueles produtos industrializados cheios de açúcar, sal, gorduras de baixa qualidade e aditivos, que geralmente têm pouco valor nutritivo. O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda exatamente isso: priorizar alimentos in natura e minimamente processados e evitar os ultraprocessados.
Vamos comparar os dois lados, ponto a ponto?
CORAÇÃO Uma alimentação rica em frutas, legumes, grãos integrais e gorduras boas ajuda a controlar o colesterol e a pressão, cuidando do coração. O excesso de gordura ruim e de sal, muito comum nos ultraprocessados, sobrecarrega o coração com o passar do tempo.
ENERGIA Os nutrientes naturais, como fibras e carboidratos de boa qualidade, liberam energia aos poucos e ajudam a manter a disposição ao longo do dia. Os ultraprocessados dão aquele pico rápido de energia, mas depois vêm o cansaço e o sono. Já sentiu isso depois de um lanche muito açucarado?
NUTRIENTES Vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes estão presentes nos alimentos naturais e nutrem o corpo de verdade. Muito açúcar, sal e gordura ruim, com pouco valor nutritivo. São as famosas calorias vazias.
MENTE E HUMOR Bons nutrientes ajudam o cérebro, o humor e a concentração. Uma alimentação equilibrada faz parte do cuidado com a mente. Estudos observacionais associam o consumo elevado de ultraprocessados a mais estresse e ansiedade. Isso não significa que um alimento sozinho cause o problema, mas é mais um motivo para ficar atento.
PESO Alimentos ricos em fibras dão mais saciedade e ajudam a manter um peso saudável. Produtos com muitas calorias e gordura ruim, comidos com frequência e em grande quantidade, favorecem o ganho de peso e a obesidade.
DEFESAS DO CORPO Nutrientes importantes, como vitaminas C e A, zinco e proteínas, apoiam a imunidade do corpo. O excesso de açúcar e de aditivos pode prejudicar o corpo quando faz parte da rotina.
EXEMPLOS DE COMIDA SAUDÁVEL Feijões e lentilhas Proteínas magras Frutas e legumes Castanhas e sementes Gorduras boas, como abacate e azeite Grãos integrais
EXEMPLOS DE ULTRAPROCESSADOS Refrigerantes Salgadinhos de pacote Hambúrguer e batata frita Embutidos e nuggets Pizza congelada Doces e donuts
Você não precisa viver de dieta perfeita nem se privar de tudo. Uma pizza com a família no fim de semana ou um bolo no aniversário fazem parte da vida. O segredo está na frequência e no equilíbrio: o que você come na maior parte dos dias pesa muito mais do que uma refeição isolada.
DICAS PRÁTICAS PARA FAZER A TROCA SEM SOFRER
Troque aos poucos: escolha uma mudança por semana. Por exemplo, substituir o refrigerante por água com gotas de limão e gelo. Em poucas semanas você já terá várias trocas incorporadas.
Cozinhe em casa sempre que puder: cozinhar ajuda a economizar e a comer melhor, porque você controla o sal, o açúcar e a gordura. Um arroz com feijão, um ovo e uma salada colorida já formam uma refeição completa e acessível.
Deixe frutas à vista: uma fruteira na bancada da cozinha estimula o lanche saudável. O que está na frente dos olhos costuma ser o que a gente come.
Leia os rótulos: se a lista de ingredientes é enorme e tem muitos nomes que você não reconhece, é um sinal de alerta. Quanto menor a lista, em geral, melhor.
Prepare lanches para levar: castanhas, uma fruta, iogurte natural ou um sanduíche caseiro evitam a tentação do salgadinho da cantina ou da máquina.
Inclua verduras e legumes todo dia: a couve-manteiga refogada com alho, a cenoura ralada e o tomate fresco são baratos, saborosos e fazem toda a diferença no prato.
Faça as compras com lista: ir ao mercado com lista e depois de comer ajuda a evitar compras por impulso, principalmente de ultraprocessados.
Dê preferência às bebidas sem açúcar: água, água aromatizada com limão, chás sem açúcar e café sem açúcar são ótimas opções.
EXEMPLO DE UM DIA MAIS EQUILIBRADO
Café da manhã: pão integral com ovo mexido, uma fruta e café ou chá sem açúcar. Lanche da manhã: uma fruta e um punhado de castanhas. Almoço: arroz, feijão, uma proteína magra, couve-manteiga refogada e salada de tomate e cenoura. Lanche da tarde: iogurte natural com frutas picadas e aveia. Jantar: sopa de legumes com frango desfiado ou omelete com salada.
Claro que cada pessoa tem necessidades diferentes, e esse é apenas um exemplo para inspirar a sua rotina.
SAÚDE VAI ALÉM DO PRATO Alimentação é um dos pilares do bem-estar, mas ela caminha junto com outros hábitos que também aparecem neste post:
Coma natural: priorize os alimentos de verdade e viva melhor. Mexa-se: atividade física regular ajuda o corpo e a mente. Comece com uma caminhada de 20 a 30 minutos, se você ainda está se adaptando. Hidrate-se: beba água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede. Durma bem: uma boa noite de sono ajuda o corpo a se recuperar e influencia até as escolhas alimentares do dia seguinte. Relaxe: reserve alguns minutos para respirar, meditar, rezar ou simplesmente desacelerar. Cuidar da mente também é cuidar da saúde.
Quando esses hábitos andam juntos, o resultado aparece na disposição, no humor e na qualidade de vida. Uma alimentação equilibrada ajuda a ter mais anos de vida com saúde, e má alimentação é um dos principais fatores de risco para as doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares. Prevenir sempre vale a pena.
Observação importante: este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a orientação de um médico ou nutricionista. Se você tem alguma condição de saúde, faz uso de medicamentos ou segue uma dieta específica, converse com um profissional antes de mudar a sua alimentação.
Agora é com você: qual troca você vai fazer esta semana? Será trocar o refrigerante pela água, incluir uma fruta no lanche ou cozinhar mais em casa? Conte aqui nos comentários!
Se este post foi útil, curta, salve e compartilhe com quem você ama. Uma escolha de cada vez, a gente constrói uma vida mais saudável. Sua saúde é sua maior riqueza!
Se você pudesse escolher apenas uma cor de alimento para comer todo dia
para maximizar a proteção do seu organismo contra o envelhecimento, as
doenças cardiovasculares, o declínio cognitivo e a inflamação crónica —
a ciência nutricional moderna responderia sem hesitar: o ROXO. 🟣✨
A cor roxa dos alimentos não é apenas visual. É química. É farmacologia.
É proteção celular concentrada em cada grão, cada baga e cada fatia de
vegetal de cor roxa ou violeta que você coloca no prato. E o composto
responsável por tudo isso tem um nome: antocianina. 💛🌿
As antocianinas são pigmentos da família dos flavonoides que as plantas
produzem como mecanismo de defesa contra radiação UV, fungos, bactérias
e stresse ambiental. E quando consumidas pelos humanos, essas moléculas
extraordinárias exercem efeitos biológicos tão poderosos que estão sendo
estudadas com fascínio crescente pela farmacologia, pela cardiologia,
pela neurologia e pela medicina do envelhecimento. São literalmente os
antioxidantes mais estudados e mais eficazes que a natureza colocou nos
alimentos.
🍇 UVAS ROXAS — Resveratrol + antocianinas. O paradoxo francês explicado
em cada grão roxo e brilhante. Proteção cardiovascular, neuro-proteção e
ativação dos genes da longevidade.
🫐 JABUTICABA — A fruta 100% brasileira com uma das maiores
concentrações de antocianinas que existem. Antioxidante extraordinário,
intestino saudável e pele jovem.
🥬 REPOLHO ROXO — Um dos vegetais com maior concentração de antocianinas
entre todos os vegetais conhecidos — com até 36 tipos diferentes de
antocianinas identificados em análises laboratoriais.
🍠 BATATA DOCE ROXA — Concentra até 3 vezes mais antocianinas que o
mirtilo. Neuro-proteção extraordinária, controle glicémico e intestino
saudável.
🫐 AÇAÍ — O superfruto amazónico com concentração extraordinária de
antocianinas, ómega-9 e fibras que colocaram o Brasil no mapa mundial
dos superalimentos.
🫐 AMORA — Rica em antocianinas, vitamina C e resveratrol. Coração
protegido, pele jovem e imunidade fortalecida.
🫀 BETERRABA — Seu pigmento roxo-avermelhado é a betalaína — um
antioxidante distinto das antocianinas mas igualmente extraordinário —
com potente ação anti-inflamatória e cardioprotetora.
🫘 FEIJÃO PRETO — A cor negra intensa é antocianina concentrada. O
feijão mais antioxidante entre todos os feijões comuns — protegendo o
coração, o intestino e as células.
🔬 O que as Antocianinas fazem pelo organismo:
❤️ CORAÇÃO — Meta-análises mostram que o consumo regular de antocianinas
reduziu o risco cardiovascular em até 32% — através da redução do LDL,
melhora da função endotelial e redução da inflamação vascular.
🧠 CÉREBRO — As antocianinas são um dos poucos compostos alimentares que
atravessam a barreira hematoencefálica — chegando diretamente ao tecido
cerebral onde inibem placas beta-amiloide e reduzem a neuroinflamação.
🌟 LONGEVIDADE — O resveratrol e as antocianinas ativam as sirtuínas —
os genes da longevidade — os mesmos ativados pela restrição calórica que
é o único método comprovado de extensão da vida em múltiplos organismos.
🔥 INFLAMAÇÃO — Inibem o NF-kB — o principal regulador da inflamação
sistémica — e reduzem citocinas pró-inflamatórias com eficácia
comparável a medicamentos anti-inflamatórios convencionais mas sem seus
efeitos colaterais.
🩺 PRESSÃO — Estimulam a produção de óxido nítrico pelo endotélio
vascular — o principal vasodilatador endógeno — relaxando os vasos e
reduzindo naturalmente a pressão arterial.
🌸 PELE — Protegem o colágeno e a elastina da degradação oxidativa,
possuem ação fotoprotetora documentada e reduzem processos inflamatórios
cutâneos que aceleram o envelhecimento.
🌿 INTESTINO — Possuem comprovada ação prebiótica — estimulando
seletivamente bifidobactérias e lactobacilos e inibindo o crescimento de
bactérias patogênicas — diversificando e equilibrando a microbiota.
💡 Como incluir mais alimentos roxos no dia a dia:
🍇 Café da manhã — Açaí na tigela, uvas roxas, amoras frescas ou geleia
de jabuticaba sobre iogurte natural. Um café da manhã roxo é um dos mais
antioxidantes que existem.
🥗 Almoço — Repolho roxo cru fatiado finamente na salada — uma das
formas mais práticas de adicionar antocianinas às refeições principais.
Fermentado como chucrute roxo é ainda mais nutritivo.
🍠 Jantar — Batata doce roxa assada ou purê de beterraba como
acompanhamento. Feijão preto no lugar do carioca algumas vezes por semana.
🥤 Sucos e smoothies — Bata amoras, uvas roxas, açaí e beterraba com
água de coco. O resultado é um dos sucos mais antioxidantes, mais
bonitos e mais nutritivos que existem.
🎯 Regra da cor — Tente incluir pelo menos um alimento roxo em cada
refeição principal. Pesquisas mostram que pessoas que seguem a regra do
arco-íris alimentar — comendo alimentos de diferentes cores em cada
refeição — têm maior diversidade de microbiota e maior ingestão de
compostos bioativos do que pessoas que seguem dietas monocromáticas.
⚠️ Observação importante: as antocianinas são sensíveis ao calor — o
cozimento prolongado pode reduzir significativamente sua concentração.
Prefira consumir alimentos roxos crus ou com cozimento mínimo para
preservar ao máximo os compostos bioativos. A beterraba cozida perde
parte das betalaínas na água de cozimento — use essa água em sucos e
caldos. E a cor que migra para a urina após comer beterraba — chamada de
beetúria — é completamente normal e inofensiva. 🩺
🌍 As civilizações mais longevas do mundo — as chamadas Zonas Azuis —
têm em comum um consumo extraordinariamente alto de alimentos de cores
intensas — especialmente o roxo, o vermelho e o laranja. Os habitantes
de Okinawa no Japão — que têm uma das maiores expectativas de vida do
planeta — consomem a batata doce roxa como alimento base diário há
séculos. Os sardos da Itália — outra Zona Azul — bebem vinho tinto local
riquíssimo em antocianinas e resveratrol. E os habitantes de Nicoya na
Costa Rica — a terceira Zona Azul das Américas — consomem abundantemente
feijões pretos e frutas roxas tropicais. A ciência moderna está apenas
confirmando o que essas populações já sabiam intuitivamente — o roxo
prolonga a vida. Coma mais roxo.
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Encontrar uma casa acessível na Holanda está se tornando cada vez mais
difícil para muitos holandeses. Para alugar uma casa de preço médio no
mercado de aluguer privado holandês, é preciso ganhar cerca de € 5.742
por mês antes dos impostos.
O aluguer médio mensal dessas casas chegou a € 1.914. A maioria dos
proprietários holandeses exige que os inquilinos ganhem pelo menos três
vezes o valor do aluguer mensal. Essa regra não é obrigatória por lei,
mas os proprietários a utilizam para garantir que os inquilinos possam
arcar com os custos do aluguer.
O trabalhador holandês médio ganha cerca de € 4.041 por mês antes dos
impostos. Isso significa que muitas pessoas na Holanda ganham cerca de €
1.700 a menos do que o necessário para se qualificar para um aluguer
médio num imóvel privado, mesmo que conseguissem pagar o aluguer.
O principal problema é que a Holanda simplesmente não tem casas
acessíveis em número suficiente. Comprar uma casa é muito caro para
muitas pessoas, enquanto as casas para alugar mais baratas costumam ter
listas de espera muito longas. Como resultado, cada vez mais holandeses
se veem impossibilitados de comprar ou alugar uma casa.
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O Pão Integral e o Pão Branco parecem irmãos. Mesma forma, mesmo aroma,
mesma função na mesa do café da manhã brasileiro. Mas nutricionalmente
são mundos completamente diferentes — e a diferença está exatamente onde
você pensa que não faz diferença: na cor. Essa tonalidade mais escura e
mais rústica do pão integral não é só estética. É fibra. É vitamina B. É
magnésio. É ácido ferúlico. É tudo que o processamento do pão branco
remove. 🍞✨
O trigo integral e o trigo branco começam como o mesmo grão. O farelo
externo e o gérmen — as duas camadas mais ricas em nutrientes — são
removidos durante a produção da farinha branca. O resultado é uma
farinha com apenas o endosperma — basicamente amido puro. Esse processo
elimina aproximadamente 75% das vitaminas B, 70% dos minerais e
praticamente todas as fibras. O pão integral preserva essas três camadas
integralmente — e com elas todos os nutrientes que fazem do grão
integral um alimento verdadeiramente funcional. 💛🌿
E aqui está o dado que mais surpreende: uma fatia de pão integral tem o
mesmo número de calorias que uma fatia de pão branco — mas com até 3
vezes mais fibras, 4 vezes mais magnésio e uma concentração de vitaminas
B incomparavelmente superior. É literalmente o mesmo custo calórico com
um valor nutricional completamente diferente. Veja em detalhes o que o
Pão Integral faz pelo seu organismo:
🌿 Intestino — O Pão Integral é uma fonte relevante de fibras insolúveis
— presentes principalmente no farelo externo do trigo que é removido
durante a produção da farinha branca. Essas fibras insolúveis aumentam o
volume do bolo fecal, estimulam o peristaltismo e regulam o trânsito
intestinal de forma natural e eficiente — prevenindo a constipação
crônica que afeta aproximadamente 20% dos brasileiros adultos. Suas
fibras solúveis — especialmente o beta-glucano presente em menores
quantidades do que na aveia mas ainda relevante — alimentam as bactérias
benéficas da microbiota intestinal e produzem ácidos graxos de cadeia
curta que fortalecem a barreira intestinal. E seu amido resistente
funciona como prebiótico adicional. Para quem busca melhorar a saúde
intestinal com uma simples substituição no café da manhã — trocar o pão
branco pelo integral pode ser uma das trocas mais inteligentes e mais
práticas que existem.
❤️ Coração — O Pão Integral é cardioprotetor de formas que o pão branco
simplesmente não consegue ser — e os estudos epidemiológicos confirmam
essa superioridade de forma consistente. Uma meta-análise publicada no
British Medical Journal mostrou que o consumo de 3 porções de grãos
integrais por dia reduziu o risco de doenças cardiovasculares em 22%.
Suas fibras solúveis capturam ácidos biliares no intestino e reduzem os
níveis de colesterol LDL. Seu ácido ferúlico — um antioxidante fenólico
exclusivo dos grãos integrais — protege as artérias do dano oxidativo.
Seu magnésio contribui para a regulação da pressão arterial. E suas
lignanas possuem propriedades cardioprotetoras documentadas. Para os
milhões de brasileiros com fatores de risco cardiovascular, simplesmente
trocar o pão branco pelo integral pode ser uma das estratégias
dietéticas mais simples e mais eficazes que existem.
🩸 Glicemia — A diferença no impacto glicêmico entre o pão integral e o
pão branco é uma das mais significativas e mais relevantes clinicamente
entre alimentos aparentemente similares. O índice glicêmico do pão
branco convencional é de aproximadamente 70 a 75 — classificado como
alto. O do pão integral verdadeiro — feito com farinha de trigo integral
e com farelo e gérmen preservados — é de aproximadamente 51 a 58 —
classificado como médio. Essa diferença de 15 a 20 pontos no índice
glicêmico se traduz em uma curva de glicose sanguínea significativamente
mais suave após o consumo — sem os picos abruptos de insulina que o pão
branco causa e que promovem o acúmulo de gordura e a resistência à
insulina ao longo do tempo. Para os mais de 16 milhões de brasileiros
com diabetes e os 30 milhões com pré-diabetes, essa troca pode ser
extraordinariamente estratégica para o controle glicêmico.
⚡ Energia — O Pão Integral fornece energia de forma extraordinariamente
mais equilibrada e sustentada do que o pão branco — e isso é resultado
direto da presença das fibras, do gérmen e das vitaminas do complexo B
que o processamento do pão branco remove. Seus carboidratos complexos
são liberados gradualmente graças às fibras que retardam a digestão —
evitando aquela queda de energia e fome rápida típica do café da manhã à
base de pão branco que faz a pessoa sentir fome em menos de 2 horas.
Suas vitaminas B1, B2 e B3 são cofatores essenciais das reações de
produção de ATP nas mitocôndrias. E seu magnésio é fundamental para a
eficiência energética celular. Para quem precisa de energia duradoura e
foco ao longo da manhã, o pão integral no café da manhã é uma escolha
muito mais inteligente e estratégica do que o pão branco.
🧠 Cérebro — O Pão Integral é extraordinariamente mais rico em vitaminas
do complexo B do que o pão branco — especialmente B1 (tiamina), B3
(niacina) e B6 (piridoxina) — nutrientes absolutamente essenciais para a
saúde neurológica e para a síntese de neurotransmissores. A tiamina é
especialmente crítica para o metabolismo energético do cérebro — e sua
deficiência causa sintomas neurológicos graves. A B3 é precursora do
NAD+ — coenzima fundamental para a produção de energia nos neurônios. E
a B6 é cofator essencial na síntese de serotonina, dopamina e GABA — os
principais neurotransmissores do bem-estar, da motivação e do
relaxamento. Para pessoas que consomem pão regularmente — que são a
maioria dos brasileiros — a diferença no teor de vitaminas B entre o
integral e o branco pode ter impacto real e cumulativo sobre a saúde
neurológica ao longo dos anos.
🦴 Ossos — O Pão Integral é uma fonte relevante de múltiplos minerais
essenciais para a saúde óssea — especialmente magnésio, fósforo e
manganês — que são amplamente removidos durante o polimento do trigo
branco. Seu magnésio é essencial para a absorção adequada do cálcio e
para a ativação da vitamina D — sem magnésio suficiente mesmo a
suplementação de cálcio pode ser ineficiente para os ossos. Seu fósforo
é o segundo mineral mais abundante nos ossos. E seu manganês é cofator
de enzimas que participam da formação da matriz óssea. Para mulheres
acima de 40 anos em risco de osteoporose, a simples substituição do pão
branco pelo integral pode ser uma estratégia complementar de valor real
para a saúde óssea.
⚡ Metabolismo — O Pão Integral é significativamente mais saciante do que
o pão branco — e essa saciedade superior é resultado direto das suas
fibras e do seu perfil glicêmico mais favorável. Suas fibras retardam o
esvaziamento gástrico e ativam hormônios de saciedade — especialmente o
GLP-1 e o peptídeo YY — que reduzem naturalmente o apetite e a ingestão
calórica total ao longo do dia. Seu índice glicêmico mais baixo evita os
picos de insulina que promovem o acúmulo de gordura. E seu perfil
nutricional mais completo garante que o organismo receba os cofatores
nutricionais necessários para um metabolismo eficiente. Estudos mostram
que pessoas que consomem grãos integrais regularmente têm menor índice
de massa corporal do que as que consomem grãos refinados — mesmo
controlando as calorias totais.
🔬 Antioxidantes — O Pão Integral é extraordinariamente mais rico em
antioxidantes do que o pão branco — e essa diferença é resultado direto
da preservação do farelo e do gérmen. Seu ácido ferúlico — presente em
alta concentração no farelo do trigo — é um antioxidante
extraordinariamente potente com propriedades anti-inflamatórias e
cardioprotetoras documentadas. Suas lignanas possuem propriedades
fitoestrogênicas e antioxidantes relevantes. E sua vitamina E — presente
no gérmen — é o antioxidante lipossolúvel mais importante para a
proteção das membranas celulares. O pão branco tem capacidade
antioxidante praticamente nula — toda ela é removida com o farelo e o
gérmen durante o processamento.
💡 Como escolher o pão integral certo e usá-lo de forma inteligente:
🔍 Como identificar o pão integral verdadeiro — Esse é o ponto mais
importante e mais frequentemente ignorado. Muitos pães vendidos como
"integral" no Brasil são na verdade pão branco com adição de corante
caramelo para ficar mais escuro — sem nenhum benefício nutricional real.
Para identificar o pão integral verdadeiro: o primeiro ingrediente da
lista deve ser "farinha de trigo integral" — não "farinha de trigo
enriquecida" ou "farinha de trigo" simplesmente. Quanto mais
ingredientes tiver — especialmente açúcar, xarope de milho, conservantes
e emulsificantes — menos integral e menos nutritivo é o pão.
🥪 No café da manhã — Substitua o pão branco pelo integral gradualmente
— misture os dois nas primeiras semanas para adaptar o paladar. Com
pasta de amendoim, abacate amassado, ovo cozido ou queijo cottage o pão
integral cria um café da manhã extraordinariamente completo — com
fibras, proteínas e gorduras saudáveis que garantem saciedade por horas.
🍞 Pão integral caseiro — Faça em casa com farinha de trigo integral,
fermento biológico, azeite, sal e sementes de sua preferência. O pão
integral caseiro tem garantia de não ter conservantes, corantes ou
açúcar adicionado — e o aroma e o sabor são incomparavelmente superiores
ao industrializado.
⚠️ Observação importante: o pão integral contém glúten — pessoas com
doença celíaca ou sensibilidade ao glúten não celíaca devem evitar
completamente. O pão integral também contém fitatos — que podem reduzir
a absorção de minerais — mas o processo de fermentação do pão artesanal
com fermentação longa reduz significativamente o teor de fitatos. E
atenção ao sódio — muitos pães integrais industrializados são ricos em
sal — verifique sempre o rótulo. 🩺
🌍 Um alimento que os humanos produzem há mais de 14.000 anos — com as
primeiras evidências de produção de pão encontradas no Jordão onde povos
natufians faziam pão achatado de grãos selvagens moídos. Que os egípcios
antigos aperfeiçoaram com a fermentação há mais de 6.000 anos —
desenvolvendo os primeiros pães fermentados que se assemelham ao que
conhecemos hoje. Que a revolução industrial do século XIX mecanizou e
refinou — criando a farinha branca e o pão branco que se tornaram
predominantes em todo o mundo. Que a ciência nutricional do século XX
identificou como nutricionalmente inferior ao original integral —
iniciando um movimento de retorno ao grão completo que ainda está em
andamento. E que hoje — com a epidemia de diabetes, obesidade e doenças
cardiovasculares que caracterizam o consumo excessivo de grãos refinados
— o pão integral está sendo redescoberto como o que sempre foi: o pão
completo. O pão como a natureza e os nossos ancestrais conheciam. Rico
em tudo que o corpo precisa. 🌿🍞
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Aluguer mais barato, mais sol e encontros sociais espontâneos – uma
expatriada britânica explica por que a vida em Lisboa a fez mais feliz.
Katie Wright mudou-se para Lisboa depois de passar 16 anos vivendo em
Londres.
Eu morava em Londres
<https://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/europe/united-kingdom/england/london/>há
16 anos, e só aos 39 anos senti a necessidade de largar meu emprego fixo
de jornalista para trabalhar como freelancer e sair do Reino Unido.
Morei no exterior quando criança – o trabalho do meu pai nos levou à
China <https://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/asia/china/>,
Tailândia
<https://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/asia/thailand/>e
Holanda
<https://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/europe/netherlands/>– e
sempre soube que voltaria a morar em outros países.
Inicialmente, meu objetivo era Paris
<https://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/europe/france/paris/>,
depois de visitar meu primo que havia se mudado para lá, mas fiquei
desanimado ao descobrir que, após o Brexit, sem comprovação de renda
(ainda), eu não me qualificaria para um visto de freelancer. Ao
pesquisar destinos alternativos, descobri o visto D7 de Portugal
<https://www.telegraph.co.uk/money/consumer-affairs/how-moved-family-portugal/>,
um visto de renda passiva que exige apenas cerca de € 1.000 (£ 850) de
renda mensal – um valor que seria facilmente alcançado se eu alugasse o
apartamento que possuo em Londres e me mudasse para Lisboa
<https://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/europe/portugal/lisbon/>
Katie aprecia particularmente o clima mais quente de Lisboa.
Eu nunca tinha estado na capital portuguesa, então reservei uma viagem
para novembro de 2023 e convidei minha melhor amiga para ir comigo.
Depois de quatro dias passeando pelas ruas de paralelepípedos, devorando
muitos /pastéis de nata/e bebendo vinho verde (um vinho local barato,
mas delicioso), eu estava convencida.
Entreguei meu aviso prévio quando voltei para Londres e iniciei o
processo de solicitação de visto. Quando meus inquilinos se mudaram para
meu apartamento em Londres, fiquei com meus pais por alguns meses e, em
seguida, cheguei a Lisboa em maio de 2024.
Dias melhores virão
O medo de enfrentar outro inverno longo e escuro no Reino Unido foi um
dos principais fatores que me impulsionaram a vir para Lisboa, e o clima
incrível é uma das coisas que mais amo na cidade. Não me surpreende que
um estudo recente tenha nomeado esta cidade luminosa e amena como o
destino de férias mais feliz do mundo
<https://bookretreats.com/blog/holiday-happiness-index/>. Sou muito mais
feliz e relaxada vivendo aqui do que era em Londres, por diversos motivos.
Em primeiro lugar, por causa de todo esse sol, a vida aqui é mais
voltada para o ar livre. Quase todos os parques, praças e
/miradouros/têm um quiosque charmoso onde os lisboetas se reúnem para um
café da manhã, um lanche da tarde ou um drinque ao pôr do sol. Há
dezenas de belas praias bem perto da cidade, onde você me encontrará
todos os fins de semana de junho a outubro.
Os fins de semana de verão são passados principalmente na praia.
Embora a cidade seja surpreendentemente fácil de percorrer a pé (depois
de se acostumar a usar sapatos confortáveis para as ruas íngremes),
aplicativos de transporte como Uber e Bolt são muito mais baratos do que
no Reino Unido. Uma corrida de táxi de €20 (£17) entre amigos para
chegar às praias mais pitorescas da Costa da Caparica, a 30 minutos de
distância, é um luxo acessível, e uma corrida do centro da cidade até
meu apartamento no bairro arborizado de Saldanha raramente custa mais de
€5 (£4).
Meus amigos de Londres vivem me dizendo que não se atrevem a usar o
celular nas ruas da cidade por medo de ladrões em ciclomotores, mas eu
nunca me senti inseguro em Lisboa, nem mesmo voltando para casa a pé à
noite.
Mais por menos
Os preços dos alugueres subiram na capital portuguesa nos últimos anos
(em parte, devo admitir, devido à chegada de expatriados como eu), mas
ainda estão muito abaixo dos valores praticados em Londres. Alugo meu
apartamento de um quarto em Londres por £1.800 por mês, enquanto aqui
pago £1.100 por um apartamento de tamanho semelhante em Lisboa. Comer
fora também é muito mais acessível – uma refeição de três pratos com uma
taça de vinho em uma /tasca/portuguesa tradicional custa o equivalente a
cerca de £20, e uma caneca de cerveja, cerca de £3,50.
A comunidade de expatriados aqui é muito acolhedora e foi fácil conhecer
pessoas quando cheguei. Percebo que há muito mais interação entre os
grupos de amigos do que em Londres, onde meus círculos sociais eram bem
fechados. Também entrei para um grupo de padel (estou melhorando aos
poucos) e costumo ir a um grupo de corrida às terças à noite, ambos
muito divertidos e sociáveis.
Depois de me tornar freelancer, percebi que sentia falta de ter colegas
com quem conversar em um escritório. Por isso, entrar para um espaço de
coworking foi uma virada de jogo e, como há muitos trabalhadores remotos
estrangeiros, existem muitas opções em Lisboa. Experimentei alguns
lugares diferentes e agora sou membro do Aethos. Minha assinatura custa
€150 (£130) por mês, o que considero uma pechincha, e sou muito mais
produtiva do que quando trabalho em casa. Posso levar um acompanhante
todos os dias e há muitos eventos divertidos para participar. Dei uma
festa temática do Eurovision em maio e o clube organizou um bolão da
Copa do Mundo e transmitiu muitos jogos durante o verão.
Adoro o fato de a vida social ser muito mais espontânea aqui. Em
Londres, eu tinha que combinar de encontrar outras pessoas com semanas
ou meses de antecedência, mas morar em uma cidade menor significa que
não preciso percorrer quilómetros para ver meus amigos, e embora o
transporte público às vezes possa ser imprevisível, é fácil pegar um
Uber barato se o autocarro não aparecer.
Barreiras burocráticas
Claro que nenhum lugar é perfeito, e Lisboa tem seus pontos negativos.
No topo da lista está a burocracia. Qualquer tarefa administrativa
envolvendo o governo pode facilmente se transformar em um pesadelo
kafkiano, e você aprende rapidamente a dobrar ou triplicar qualquer
tempo de espera que lhe seja informado.
Obviamente, falar português ajuda, e você pode pensar que uma língua que
parece semelhante ao espanhol no papel seria relativamente fácil de
aprender. O português falado, por outro lado, é notoriamente difícil de
compreender, especialmente quando os nativos estão falando em sua típica
velocidade vertiginosa.
No dia em que me mudei para meu novo apartamento no ano passado, por
exemplo, não percebi que a mulher que gritava em português na escada
estava tentando me dizer que era preciso fechar a grade do elevador ao
sair. Pedi desculpas e expliquei que não falava português, momento em
que ela começou a gritar em inglês. A maioria dos moradores locais é
muito mais simpática e fala inglês muito bem, mas ainda estou
determinada a dominar o idioma. Depois de meses aprendendo por
aplicativos, agora estou tendo aulas presenciais e ganhando confiança
aos poucos.
Lisboa pode ser linda, mas as tarefas administrativas podem ser
desafiadoras.
Lisboa pode ser linda, mas as tarefas administrativas podem ser um
desafio. Crédito: Stephen Knowles Photography
Embora o custo de vida aqui seja mais baixo no geral, fiquei chocado com
o valor alto das contribuições para a previdência social (o equivalente
à contribuição previdenciária nacional) depois que comecei a contribuir,
um ano após minha chegada ao país. Essas contribuições são calculadas em
pouco mais de 21% da sua renda dos três meses anteriores para
freelancers, em comparação com apenas 6% no Reino Unido. Além disso,
embora o clima seja maravilhoso na maior parte do ano, o aquecimento
central é praticamente inexistente e as casas são construídas para se
manterem frescas, então pode ficar muito frio dentro de casa no inverno.
Do que sinto falta da Grã-Bretanha? Além das pequenas coisas, como
pudins (tanto o preto quanto o de caramelo) e chá (sempre peço aos
visitantes que me tragam saquinhos de chá Yorkshire), às vezes sinto
falta do senso de humor britânico e da cultura incomparável de Londres.
É fácil dar um pulinho em casa num voo barato, o que costumo fazer no
Natal e em visitas mais longas no verão para aproveitar um pouco do
conforto de casa, mas no final da viagem geralmente estou louca para
voltar para a ensolarada e alegre Lisboa.
Palíndromos = Um palíndromo, como deve saber, é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido: SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pelo assunto (confesse, você leu a frase de trás p'ra frente), tomámos a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões... Se você souber de algum, acrescente e passe adiante.
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
o namoro romano
E já agora
Você sabe o que é tautologia? É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação - acabamento final - certeza absoluta - quantia exacta - nos dias 8, 9 e 10, inclusive - juntamente com - expressamente proibido
- em duas metades iguais - sintomas indicativos - há anos atrás - vereador da cidade - outraalternativa
- detalhes minuciosos - a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo - todos foram unânimes
- conviver junto - facto real - encarar de frente - multidão de pessoas - amanhecer o dia - criação nova - retornar de novo - empréstimo temporário - surpresa inesperada - escolha opcional - planear antecipadamente
- abertura inaugural - continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto - propriedade característica - demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal - exceder em muito .
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Piddington cria modelo para ajudar outras pequenas paróquias obrigadas a
abrigar milhares de requerentes de asilo.
Uma onda de resistência comunitária contra os campos de migrantes está
prestes a se espalhar por todo o país.
Na terça-feira, Piddington, em Oxfordshire, realizará um referendo
simbólico sobre a saída do Reino Unido, em protesto contra os planos de
transferir até1.250 requerentes de asilo do sexo masculino para um
antigo quartel do exército
<https://www.telegraph.co.uk/news/2026/09/14/fighting-plans-1256-male-asylum-seekers/>perto
da vila de 350 habitantes.
A paróquia foi procurada por centenas de outras vilas e cidades em todo
o país em busca de conselhos sobre como replicar a campanha, que
conquistou o apoio dos Conservadores e do Partido Reformista.
Além da votação,os moradores de Piddington
<https://www.telegraph.co.uk/news/2026/08/15/bicester-piddington-burnham-middle-class-asylum-plans/>elaboraram
planos para instalar uma rede de câmeras de segurança sem fio, um
sistema de alerta de emergência e equipes de patrulha de segurança,
devido ao receio de estarem em desvantagem numérica de quase quatro para um.
AnúnciEm entrevista ao The Telegraph na véspera dTim McNally, presidente
do conselho paroquial de Piddington, afirmou que centenas de outras
áreas queriam seguir seu plano para combater os acampamentos de migrantes.
Mulheres que moram em Piddington disseram que planejam fazer aulas de
autodefesa por medo da chegada de imigrantes.
Mulheres que moram em Piddington dizem que planejam fazer aulas de
autodefesa por medo da chegada de imigrantes.Crédito: Joe Giddens/PA
Ele disse: “Temos trabalhado nos bastidores com outras áreas que
compartilham da nossa opinião, que sentem que não foram representadas e
que foram atropeladas.O que aconteceu com a nossa política
<https://www.telegraph.co.uk/news/2026/01/23/labour-contempt-for-democracy-is-on-display-in-crowborough/>para
permitir que isso acontecesse?”
“Quando publiquei o plano pela primeira vez, recebi mais de 500
consultas de todo o Reino Unido, de vereadores e conselheiros
municipais.O objetivo do nosso referendo
<https://www.telegraph.co.uk/news/2026/07/20/oxfordshire-village-passport-to-pimlico/>é
que eles mesmos o façam.”
O partido de Nigel Farage prometeu apoiar quaisquer outras áreas que
desejem realizar votações.
Suella Braverman, deputada do Reform UK, que visitou Piddington na
segunda-feira, disse ter ouvido "em primeira mão de mulheres que estão
absolutamente aterrorizadas com o que este centro de acolhimento para
migrantes significará para as suas famílias e para a sua comunidade".
Ela acrescentou: “Este é um governo impondo sua vontade à população
local e esperando que ela simplesmente a aceite. É um abuso de poder
terrível.”
“A Reform UK apoia incondicionalmente qualquer comunidade que o Partido
Trabalhista planeje atingir com essa medida. Deteremos e deportaremos
todos os imigrantes ilegais e priorizaremos os interesses e a segurança
das comunidades britânicas.”
Piddington
Se os planos forem adiante, mais de 1.000 solicitantes de asilo serão
alojados nesta antiga instalação militar perto de Piddington.Crédito:
Hannah McKay/Reuters
Piddington, perto de Bicester, é o local deum dos três novos campos de
refugiados propostos
<https://www.telegraph.co.uk/politics/2026/08/13/labour-mp-rachael-maskell-attacks-migrant-barracks-plan/>em
antigas bases militares.
Os acampamentos em Crowborough, Sussex
<https://www.telegraph.co.uk/news/2025/11/16/migrants-barracks-crowborough-training-camp-east-sussex/>,
e Wethersfield, Essex, já foram abertos, enquanto o Partido Trabalhista
busca realocar milhares de migrantes de hotéis e encontrar acomodações
para os 17.000 migrantes que atravessaram o Canal da Mancha e chegaram
este ano.
Atualmente, os migrantes alojados em bases militares e hotéis têm
permissão paracircular livremente
<https://www.telegraph.co.uk/politics/2026/04/17/detention-camp-migrants-banned-from-heading-into-town-under/>pelas
aldeias e cidades vizinhas.
Prostests against the Crowborough migrant camp
O Sr. McNally afirmou que o Governo não forneceu quaisquer dados sobre a
criminalidade dos migrantes, deixando os moradores das aldeias no escuro
e com medo do pior.
Ele reclamou que a vila teve apenas 10 dias para responder a um
documento de planejamento de 1.000 páginas para o local, cuja possível
conversão em um acampamento foi autorizada pelos poderes da Coroa,
ignorando o conselho. "Fomos confrontados com uma total falta de
democracia", disse ele. "Nenhuma consulta."
O plano do Sr. McNally descreve em oito etapas como organizar um
referendo local, desde a conversa com os conselhos paroquiais até o
envio do resultado da votação aos parlamentares.
Tim McNally, presidente do conselho paroquial, disse que centenas de
outras áreas queriam se juntar à luta contra os acampamentos de migrantes.
Tim McNally, presidente do conselho paroquial, disse que centenas de
outras áreas queriam se juntar à luta contra os acampamentos de
migrantes.Crédito: Jamie Lorriman para o The Telegraph.
Incentivando outros a seguirem o exemplo de Piddington, ele escreve:
“Uma única aldeia que expressa insatisfação pode ser facilmente descartada.
“Várias comunidades que realizam discussões democráticas devidamente
organizadas e registram seus resultados de forma independente criam algo
diferente.”
Antes da votação, as mulheres de Piddington se reuniram no centro da
vila para encontrar Chris Philp, o secretário de Estado sombra para
Assuntos Internos, Joy Morrissey, a ministra sombra para Mulheres e
Igualdade, e as deputadas do Reform UK, Sarah Pochin e Sra. Braverman.
O Sr. Philp afirmou que o Partido Trabalhista "desrespeitou a democracia
local, usando os poderes da Crown Estate para excluir completamente o
conselho do processo".
Ele acrescentou: “As comunidades não precisam ficar de braços cruzados e
aceitar que o Partido Trabalhista as oprima. As mulheres de Piddington
estão mostrando que existem maneiras legais e democráticas de contestar
essas decisões, e sua corajosa postura deve dar esperança a outras vilas
e cidades que observam isso e temem ser as próximas.”
“Chegou a hora de Andy Burnham e seus deputados trabalhistas defensores
de fronteiras abertas prestarem atenção às pessoas decentes em todo o
país que estão fartas da imigração ilegal em massa.”
A Sra. Pochin disse: “Minha preocupação é que não há nada para eles [os
requerentes de asilo] fazerem aqui. Nenhuma instalação. Nenhuma loja.
Nenhum centro esportivo. É uma receita para o desastre.”
'Estou absolutamente apavorado'
Gina Perkins, de 37 anos, mãe de três meninos de sete, cinco e dez
meses, disse: "Estou absolutamente apavorada."
“Nós viemos jogar futebol aqui algumas vezes por semana. Não me sentiria
confortável em deixar meus filhos descerem a pé para visitar os avós na
aldeia.”
“Isso vai mudar completamente a forma como vivemos nossas vidas. Seria
irresponsável deixar nossos filhos continuarem como estão, com homens
andando livremente por aí.”
Victoria Hubbocks, de 39 anos, mãe de três meninos de 11, 9 e 5 anos,
disse que as aulas de autodefesa dariam às mulheres conselhos sobre o
que fazer caso se sentissem ameaçadas pelos migrantes que chegassem,
caso o acampamento fosse construído.
“São coisas simples. O que você pode fazer se se sentir ameaçada? É algo
muito básico. É algo que qualquer pessoa pode fazer, sejam mulheres
jovens ou idosas. Inicialmente, estamos oferecendo isso às mulheres, mas
também será oferecido aos homens”, disse ela.
O resultado do referendo é esperado para a manhã de quarta-feira.
Um porta-voz do Ministério do Interior disse: “O governo está fechando
todos os hotéis para requerentes de asilo, economizando aos
contribuintes mais de £ 1 bilhão em apoio a solicitantes de asilo desde
as eleições.
Joy Morrissey, ministra-sombra para as mulheres e a igualdade, ouve os
receios das mulheres locais junto à cerca que delimita o local proposto
para o centro de acolhimento de migrantes.
Joy Morrissey, ministra-sombra para as mulheres e a igualdade, ao
centro, ouve os receios de mulheres locais junto à cerca que delimita o
local proposto para o centro de acolhimento de migrantes.Crédito: Joe
Giddens/PA
“Estamos trabalhando para alojar de forma justa os requerentes de asilo
em todo o país, transferindo-os para acomodações alternativas, incluindo
antigos locais militares projetados para serem autossuficientes, a fim
de reduzir o impacto na comunidade local.
“Como parte do processo, interagimos com as autoridades locais e as
forças policiais para garantir a segurança e a proteção daqueles que
residem na área circundante.”
https://www.telegraph.co.uk/news/2026/09/14/villages-join-piddington-revolt-over-migrant-camps/
A caminho dos cinco anos de existência, olho para o PÁGINA UM e vejo um jornal bastante diferente daquele que começámos a construir em finais de 2021. Não nos afastámos da génese; pelo contrário, fomos encontrando novas formas de a concretizar.
Conseguimos adaptar-nos a uma diversidade temática que, há cinco anos, dificilmente imaginaria: investigação, saúde, Justiça, política, economia, imprensa, contratação pública, cultura, opinião, crónica, livros, podcasts e até futebol. Esta última semana é um bom retrato dessa transformação: na mesma edição convivem uma investigação económica sobre a dívida pública, uma incursão pelos media sérvios, uma batalha judicial sobre financiamento político e uma crónica escrita em Alvalade.
Mas, se tivesse de escolher um trabalho recente para explicar aquilo que considero ser a essência do PÁGINA UM, talvez não escolhesse uma das notícias que mais polémica gerou, nem uma daquelas que conseguem milhares de partilhas nas redes sociais. Escolheria uma investigação longa, cheia de números, gráficos e comparações, que publicámos no passado dia 30 de Agosto: “Raio-X às vacinas em Portugal: as doenças que desapareceram, as que regressaram e as que mudaram de idade”.
Este é daqueles trabalhos que, precisamente por serem extensos, podem passar despercebidos a muitos leitores. Mas pessoalmente orgulha-me fazer este tipo de jornalismo. Peguei em 25 anos de dados hospitalares, analisei 11 doenças preveníveis por vacinação, contabilizei 61.601 internamentos e 6.183 óbitos nos hospitais do SNS entre 2000 e 2024. O retrato não foi construído para defender uma tese prévia, fosse ela pró-vacinas ou anti-vacinas.
Os dados mostram aquilo que mostram: poliomielite, difteria e rubéola tornaram-se residuais; a doença meningocócica caiu 91% e a hepatite B 89%; ao mesmo tempo, o pneumococo continua a concentrar a esmagadora maioria da mortalidade analisada, a tosse convulsa voltou com força em 2024 e, em várias patologias, o peso da doença grave deslocou-se progressivamente para idades mais avançadas. É isto que entendo por olhar para a realidade sem escolher antecipadamente a conclusão.
E esta investigação só foi possível por causa de outro projecto de que muito me orgulho: o CORPUS — Observatório de Dados em Saúde. Talvez muitos leitores ainda não tenham percebido inteiramente aquilo que está ali. O CORPUS é uma ferramenta de análise da maior base de dados sobre o SNS: cerca de 38,5 milhões de episódios hospitalares ocorridos entre 2000 e 2024, com diagnósticos, procedimentos, idade, sexo, hospital, duração do internamento, destino após a alta e mortalidade intra-hospitalar. A estrutura permite estudar doenças ao longo de 25 anos, comparar sexos e grupos etários, hospitais, concelhos, distritos e regiões, calcular taxas com denominadores populacionais do INE, analisar reinternamentos, sazonalidade, tendências e alterações no perfil das doenças.
Não é uma ferramenta feita apenas para jornalismo, mesmo se a imprensa mainstream tenha ignorado por completo o manancial de informação que comporta o CORPUS. Gostaria, aliás, que médicos, investigadores, epidemiologistas, estudantes, professores e cidadãos a utilizassem muito mais do que nós próprios. Uma parte da informação e todos os estudos publicados permanecem acessíveis gratuitamente; as funcionalidades avançadas, sobretudo as que permitem interrogar a base em linguagem natural e recorrer a inteligência artificial para construir análises e relatórios, implicam subscrição, porque processamento, capacidade computacional, inteligência artificial e manutenção têm custos reais. O objectivo não é substituir investigação científica por uma máquina que debita respostas: o sistema deixa os critérios, métodos e consultas auditáveis, para que os resultados possam ser verificados e reproduzidos.
Há ainda uma história por detrás desses 38,5 milhões de registos. Eles não nos caíram no colo. O acesso à Base de Dados de Morbilidade Hospitalar resultou de uma batalha jurídica que se prolongou durante anos contra o secretismo administrativo. E talvez aqui esteja outra parte importante do ADN do PÁGINA UM: quando uma informação é pública e relevante e o Estado decide escondê-la, nem sempre aceitamos o primeiro "não". Às vezes insistimos. Às vezes recorremos. E às vezes vamos mesmo para tribunal. Foi assim que nasceu o CORPUS.
Essa teimosia congénita do PÁGINA UM tem sido o nosso pilar. E é visível em muitos outros casos. Voltou a estar presente numa batalha que pode ser relembrada em “PS e Bloco recusam esconder identidade dos doadores e deixam Entidade das Contas isolada na batalha judicial com o PÁGINA UM”. Fomos o único órgão de comunicação social (e muitos têm recursos financeiros que nós não temos) que decidiu não aceitar que a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos ocultasse a identidade dos doadores dos partidos e levámos a questão ao Tribunal Administrativo. Agora, chamados pela juíza a pronunciarem-se como contra-interessados, PS e Bloco de Esquerda rejeitaram a posição da própria Entidade das Contas. Às vezes, uma batalha pela transparência demora; isso não significa que não valha a pena travá-la.
Às vezes, uma investigação nasce simplesmente de ler aquilo que outros não lêem até ao fim. Foi assim com “Elevadores da Bica e do Lavra só estarão operacionais em 2030 (ou mais tarde)”. A Carris não anunciou formalmente esse calendário, mas deixou-o inscrito num concurso de seguros: Bica e Lavra surgem como equipamentos inactivos em 2027, 2028 e 2029. Por vezes, a fonte de uma notícia não é um denunciante secreto; é um documento público que estava à vista de toda a gente.
E houve CHEGA. Em “CHEGA ameaça fechar a Lusa, mas jornal do partido vai buscar à agência 57% das ‘suas’ notícias”, confrontámos os insultos de Pedro Frazão aos profissionais da agência e a promessa de a extinguir com um dado bastante mais interessante: numa análise às últimas 500 publicações da Folha Nacional, o órgão oficial de comunicação do partido de André Ventura, 57% tinham origem total ou parcial precisamente na Lusa.
E aqui deixo uma nota que considero importante. Sempre que publicamos uma notícia desfavorável ao CHEGA, surge nas redes sociais uma torrente de críticas de pessoas que até à véspera elogiavam o PÁGINA UM por investigar o PS, o PSD ou o Governo. O mesmo fenómeno, em sentido inverso, aparece quando investigamos outros partidos. Isso preocupa-me muito mais do que a crítica propriamente dita. Este jornal não tem ideologia nas notícias. Tem autores com opiniões, naturalmente; mas uma notícia não pode mudar porque o protagonista veste a camisola política de que um leitor gosta. Quem só considera bom jornalismo aquele que confirma as suas simpatias não está, no fundo, a pedir jornalismo: está a pedir conforto. E esse é um serviço que o PÁGINA UM não pretende prestar a ninguém. Se um dia o PÁGINA UM tiver de fechar portas porque deixou de haver apoios dos leitores porque abordamos ou não abordamos um partido, farei isso com orgulho.
Essa independência também nos levou esta semana para fora de Portugal. Em “Empresários portugueses já estão a limpar o humor incómodo para o poder na Sérvia” acompanhámos Pedro Vargas David e Luís Santos na administração do grupo de media ANN e o afastamento do programa de Zoran Kesić, um dos humoristas que mais incomodam o presidente Aleksandar Vučić. A administração invoca razões económicas; o poder sérvio recebeu, pelo menos, um benefício político evidente. Interessa-nos particularmente acompanhar estas situações porque a independência do jornalismo também se joga na propriedade dos media e nas pressões que começam muito antes de alguém ordenar directamente que uma notícia seja retirada.
Na Economia, publicámos hoje “Inflação engordou receitas e ajudou a reduzir a dívida no ‘brilharete’ de Medina, diz estudo”. Um estudo de Mislav Brkić ajuda a perceber que a forte queda do rácio da dívida portuguesa no pós-pandemia resultou sobretudo do crescimento nominal da economia — alimentado também pela inflação — combinado com um custo médio da dívida ainda baixo, enquanto o contributo dos saldos primários foi bastante menor. A inflação que fez subir o custo de vida também engordou receitas fiscais e ajudou mecanicamente as contas públicas. A economia raramente cabe num slogan.
O PÁGINA UM não vive apenas de investigação e notícia. Assim escrevi “Novo código dos contratos públicos: o regabofe vai aumentar”, sobre uma reforma do CCP que me preocupa em particular por ampliar o espaço dos ajustes directos e reduzir a concorrência. Bruno dos Santos Pereira regressou com “A casa também joga: parte II”, desta vez entrando no território da manipulação das competições, das apostas e daquilo que chama, com razão, a verdade desportiva.
No Dedo na Ferida, Elisabete Tavares voltou a conversar com Miguel dos Santos Pereira em “Injunção: utilidade versus abusos”, sobre um mecanismo pensado para cobrar dívidas com rapidez mas que também pode transformar-se num instrumento de abuso. Frederico Duarte Carvalho recuperou em “O momento que mudou a vida a José Mourinho” uma história de 1996 que, vista três décadas depois, ganhou outro sabor. O médico Jorge Amil Dias, colaborador pontual do PÁGINA UM, escreveu “À vontade ou à vontadinha?”, interrogando a distância entre aquilo que a lei permite e aquilo que a responsabilidade ética deveria impor.
E Tiago Salazar escreveu “Do tédio” enquanto o Sporting ia vencendo o Nacional. O resultado não o convenceu a perdoar a falta de intensidade, a escassez de jogo e o futebol administrado a ansiolíticos; entre saudades de Gyökeres, o patuá das bancadas e a licença para fumar um charuto, ficou a pergunta sobre a raça leonina.
Por fim, Brás Cubas voltou a fazer aquilo que um defunto pode fazer com particular liberdade: não poupar os vivos. Em “Luís Osório, águia entre os áulicos, lagartixa entre os louvaminheiros”, encontrou no entusiasmo encomiástico de Luís Osório matéria para revisitar uma das artes mais resistentes da vida pública portuguesa: a bajulação. Brás Cubas não perdoa, mas também não lhe pagamos para perdoar.
Enfim, talvez seja isto, afinal, o PÁGINA UM a caminho dos cinco anos: um jornal onde cabe uma base de dados com 38,5 milhões de episódios hospitalares e um charuto em Alvalade; uma intimação no Tribunal Administrativo e uma viagem aos bastidores dos media sérvios; uma análise científica às vacinas, uma investigação sobre a imprensa e uma sátira de Brás Cubas. Não porque queiramos falar de tudo, mas porque não queremos decidir antecipadamente onde pode estar uma história que mereça ser contada.
Nada disto se faz sem dinheiro, e muito menos sem leitores. Não temos um grande grupo económico por detrás, nem queremos que uma dependência financeira dite aquilo que se investiga ou aquilo que se publica. O CORPUS, as batalhas em tribunal, as horas gastas em bases de dados e documentos, as deslocações, a tecnologia e o próprio funcionamento quotidiano do jornal têm custos. Por isso, a quem já nos apoia, o meu profundo agradecimento. E a quem considere que este tipo de jornalismo merece continuar, pode apoiar directamente o PÁGINA UM. O princípio continua a ser o mesmo: o jornalismo independente só pode depender dos leitores.
E termino com uma promessa sem desvendar ainda demasiado: aproximam-se novidades. Algumas do PÁGINA UM; outras minhas. Os próximos tempos vão trazer novos projectos e novas formas de continuar aquilo que começámos há quase cinco anos. Contarei tudo quando chegar o momento.
Obrigado por estarem desse lado — aos que nos apoiam, aos que partilham, aos que criticam de boa-fé e, sobretudo, aos que continuam a achar que vale a pena existir um jornal que não pergunta primeiro de que partido é o protagonista antes de decidir se uma história merece ser investigada.
Esperemos que continue a considerar que aqui encontra informação de relevo e análises que obriguem a uma reflexão sobre temas da actualidade fundamentais a todos nós.
Para que possamos continuar a fazer-lhe chegar notícias de qualidade, mais e com a mesma qualidade desde que nascemos em Dezembro de 2021, apelamos a que, dentro do que lhe for possível, continue a apoiar o PÁGINA UM e a fazer parte deste jornal que vive apenas de e para os seus leitores.
O jornalismo independente DEPENDE dos leitores.
Obrigado por todo o seu apoio.
A Direcção do PÁGINA UM