A Associação Ambiental “Seixal Mais Verde” tem vindo a acompanhar as recentes notícias sobre a falta de água em várias localidades do Município de Almada, que será um problema recorrente, mas que se tem agravado nas últimas semanas. Entre as várias causas desse problema, já foi referido pelos próprios serviços da Câmara Municipal de Almada a necessidade de abrir mais furos de captação de água. Muito preocupante tendo em conta que tivemos um Inverno muito chuvoso. De acordo com o Plano de Segurança de Água de Almada disponível na internet (2012), “… a água é extraída de 32 furos de captação subterrâneos, maioritariamente localizados no concelho do Seixal” A parte norte e central da Península de Setúbal está massivamente urbanizada. A única zona ainda com escala para recarga de aquífero, é a ZEC Fernão Ferro e Lagoa de Albufeira: • O Munícipio de Almada depende da extração de água do Munícipio do Seixal • A Câmara do Seixal (e a de Sesimbra) pretendem esventrar a ZEC Fernão Ferro e Lagoa de Albufeira, para aí se construírem mega-urbanizações. • Ao urbanizar, a capacidade de recarga do aquífero vai diminuir brutalmente. A “Seixal Mais Verde” vê com grande preocupação que as Câmaras do Seixal e de Sesimbra pretendam urbanizar o que funciona não só como o último reduto de vida natural do Norte e Centro da Península de Setúbal – já reconhecido em legislação da Rede Natura 2000 desde 2000 - mas também estrangulando ainda mais a capacidade de regeneração do aquífero na Península de Setúbal. A “Seixal Mais Verde” pede à Câmara Municipal de Almada que divulgue a verdadeira situação das captações de água (níveis hidrostáticos e níveis hidrodinâmicos) que permitem aferir sobre a produtividade real de cada um dos furos – com os dados históricos de pelo menos desde há 25 anos até à atualidade, e que tal seja publicado mensalmente, online. Pedimos também à Câmara do Seixal para divulgar os mesmos dados. Haja transparência, e um verdadeiro planeamento sustentável para o futuro das populações.
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