sexta-feira, 31 de julho de 2026

A invasão de Ceuta!!!

Coincidência, seguramente: o governo israelita anunciou que Espanha iria "pagar um preço imediato" por denunciar a limpeza étnica e o genocídio na Palestina. Coincidência, seguramente: Donald Trump anunciou que queria "castigar severamente" Espanha, com taxas, com sanções, com o que tivesse mais à mão. Coincidência, seguramente: em Janeiro Israel e Marrocos assinaram um plano militar conjunto. Coincidência seguramente: Marrocos, em tensão crescente com Espanha por causa da Argélia, baptizou há dias uma grande autoestrada no Saara Ocidental com o nome "Donald Trump" (coincidência também: o Saara Ocidental lutava pela sua independência, mas Trump pressionou para que o território fosse reconhecido como marroquino, depois de Marrocos ter assinado os Acordos de Abrão com Israel, tendo os serviços secretos de ambos os países iniciado uma colaboração).
Filmagens de descargas de jovens marroquinos transportados em camiões junto à fronteira na presença das autoridades reforçam as dúvidas sobre a oportunidade, o 'timing', deste assalto a território espanhol em Marrocos. As tentativas de jovens marroquinos para entrar em Espanha estão documentadas há muitas décadas, foram fotografadas por Sebastião Salgado nos anos 90, fiz reportagens sobre o fenómeno nos anos zero, regularmente, em 2019, em 2022, são filmadas tentativas de grandes grupos a querer entrar nos exclaves espanhóis em Marrocos, tentativas ora espontâneas ora orquestradas. Esta mais recente parece orquestrada. O desespero de emigrantes, causado por guerras e por miséria, é sempre também um instrumento político, na Turquia, na Bielorrússia, em França, na Alemanha ou agora, outra vez, em Marrocos.
"Os serviços secretos nos EUA tem uma lista com os nomes de chefes de governo e políticos a abater, a desacreditar, a enfraquecer. Pedro Sánchez é um dos principais alvos. Hoje há muitos indícios de uma operação concertada entre a DGST marroquina, a Mossad e a CIA. Sánchez começou a pagar a preço da sua ousadia por denunciar o genocídio na Palestina de recusar vassalagem aos EUA, de comprometer interesses económicos de Rabat."

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