segunda-feira, 29 de junho de 2026

Créditos de carbono, propaganda verde e os interesses que ninguém quer nomear.

Pode ser uma imagem de mapa e texto que diz "o NEGÓCIO DO FIM DO MUNDO WHISTLEBLOWER.PT Multinacionais lançam fundo de 150 milhões de euros para salvar ecossistemas"
Créditos de carbono, propaganda verde e os interesses que ninguém quer nomear.
Como a Europa transformou a crise climática num mercado, enquanto o planeta continua a arder e quem lucra com isso
I. PRIMEIRO: O QUE É UM CRÉDITO DE CARBONO — PARA QUEM NUNCA OUVIU FALAR
Imagina que tens um carro velho que polui muito. Em vez de comprares um carro novo, pagas a um vizinho para plantar árvores no seu quintal. Depois declaras que és neutro em carbono. As tuas emissões continuam iguais. As árvores existem. Mas o ar da tua rua não melhorou nada.
É isto, em essência, que é um crédito de carbono.
Cada crédito representa, em teoria, uma tonelada de CO2 que foi capturada ou evitada algures no mundo — numa floresta no Senegal, num mangal na Indonésia, num campo de agricultura regenerativa no Quénia.
Uma empresa que emite cem toneladas de CO2 pode comprar cem créditos, somar os dois, e anunciar ao mundo que chegou à neutralidade carbónica.
Os departamentos de comunicação aplaudem.
Os acionistas ficam tranquilos.
Os reguladores europeus ficam satisfeitos.
A atmosfera não sabe o que fazer com este teatro.
O mercado voluntário de carbono — onde estas transações acontecem fora de qualquer obrigação legal — vale hoje dezenas de milhares de milhões de dólares. Cresceu exponencialmente desde o Acordo de Paris, em 2015. E é aqui que entra a Livelihoods.
O QUE É A LIVELIHOODS
A Livelihoods é uma plataforma de investimento francesa fundada em 2011, originalmente por iniciativa do grupo Danone. O modelo é simples: reúne grandes empresas europeias, cria fundos de investimento coletivo, e usa esse capital para financiar projetos de restauração de ecossistemas no Sul Global — florestas em África, mangais na Ásia, agricultura regenerativa na América Latina. Em troca, as empresas investidoras recebem créditos de carbono certificados, proporcionais ao seu investimento, que podem usar para declarar progressos rumo à neutralidade carbónica.
Não é uma ONG. Não é filantropia. É um veículo financeiro.
O primeiro fundo (LCF1) foi lançado em 2011 com dez investidores, incluindo Danone, Schneider Electric, Hermès e SAP. O segundo (LCF2) arrancou em 2017 com um grupo semelhante. O terceiro (LCF3) teve um primeiro fecho de 150 milhões de euros. Agora surge o quarto, com o mesmo valor.
Os investidores do terceiro fundo incluem o Grupo Bel, a Chanel, a Danone, a Eurofins, o Global Environmental Facility, a Hermès, o Grupo L'Occitane, a Mars, o Mauritius Commercial Bank, a McCain Foods, a Orange, a SAP, a Schneider Electric e os Voyageurs du Monde.
Empresas de luxo. Empresas alimentares. Empresas de software. Empresas de telecomunicações. O que têm em comum? Todas têm enormes pegadas de carbono que não conseguem ou não querem reduzir no curto prazo. E todas precisam de algo que as salve nas apresentações aos investidores ESG. A Livelihoods vende exactamente isso.
II. O VERDE QUE VALE DINHEIRO: A ANATOMIA DE UM FUNDO
Há uma pergunta simples que ninguém faz nas notícias sobre este fundo: quanto polui cada uma destas empresas, por ano?
A Danone registou em 2024 uma pegada total de carbono de cerca de 20,4 milhões de toneladas de CO2 equivalente, com 93,7% das emissões concentradas no Scope 3 — a cadeia de valor que a empresa não controla directamente e onde as reduções são mais difíceis, mais lentas e mais caras.
A Schneider Electric reconhece que a sua rede total de fornecedores gera mais de sete milhões de toneladas de CO2 por ano.
A Mars é um dos maiores produtores mundiais de chocolate, café e alimentos para animais de estimação — sectores com cadeias de abastecimento directamente ligadas à desflorestação tropical documentada.
O fundo da Livelihoods pretende capturar dez milhões de toneladas ao longo de vinte e cinco anos, partilhadas entre catorze empresas. Isto significa menos de trinta mil toneladas por empresa por ano — contra emissões anuais que chegam a dezenas de milhões. A proporção é a de um balde de água atirado a um incêndio florestal.
Mas o valor do fundo não é climático.
É reputacional, regulatório e financeiro.
O modelo permite às empresas progredir formalmente para a neutralidade carbónica, diversificar as suas fontes de créditos e assegurar, anualmente, créditos de carbono certificados ao custo de produção do fundo — que é significativamente inferior ao preço de mercado desses mesmos créditos.
Compram barato, declaram como se valesse o dobro, e a contabilidade climática fica arrumada.
III. O NEGÓCIO DA TERRA: ACESSO A TERRITÓRIOS QUE DE OUTRA FORMA ESTARIAM VEDADOS
Existe uma segunda dimensão neste modelo que a imprensa económica raramente analisa. Não é apenas o crédito de carbono que estas empresas compram. É o acesso.
Os projectos da Livelihoods operam no Sul Global — Senegal, Quénia, Ruanda, Índia, Guatemala, entre outros. São países onde a governação sobre terras comunitárias é frequentemente fraca, onde os títulos de propriedade são disputados, onde uma plataforma europeia com financiamento de multinacionais ocidentais chega com capital, com contratos de longo prazo, com narrativa de co-desenvolvimento — e onde as comunidades locais têm pouca capacidade de contestação jurídica efectiva.
A maioria das terras e territórios visados por projectos de compensação de carbono sobrepõe-se a áreas detidas consuetudinariamente por povos indígenas, comunidades locais e povos afrodescendentes. Estima-se que essas florestas contenham cerca de trezentos mil milhões de toneladas de carbono, mas as comunidades florestais têm título legal sobre apenas dez por cento das suas florestas, e direitos de carbono sobre ainda menos.
O que isto significa na prática: uma empresa que financia a restauração de uma floresta nestes territórios adquire, através do contrato de carbono, um interesse económico sobre aquele ecossistema durante vinte ou vinte e cinco anos.
Não é propriedade formal.
Mas é controlo efectivo.
É o direito de auditoria, de verificação, de aprovação de usos alternativos. É, em linguagem simples, uma forma de acesso a recursos e territórios que de outra maneira não estariam disponíveis para uma empresa europeia.
O caso Cotuhé Putumayo, no Peru, ilustra o padrão com clareza: a Chevron comprou 1,8 milhões de créditos de carbono de um projecto numa área indígena entre 2022 e 2024, mas as próprias comunidades indígenas afirmaram não ter qualquer conhecimento da existência do projecto nem do dinheiro que gerou.
A preocupação com os riscos que estes investimentos representam para os direitos de povos indígenas e comunidades locais levou recentemente à adopção de salvaguardas que permitem às comunidades afectadas contestar projectos de remoção de carbono aprovados pela ONU.
As salvaguardas existem porque os abusos precederam a regulação.
Sempre.
Os programas de carbono florestal assentam na premissa falhada de que a desflorestação pode ser resolvida com mercantilização e investimento, ignorando os problemas de direitos sobre a terra, relações de poder, e construção de confiança com as comunidades.
IV. A EUROPA E O TEATRO DA TRANSIÇÃO CLIMÁTICA
Aqui entra a União Europeia.
E aqui a história torna-se mais interessante e mais incómoda.
A Europa apresenta-se ao mundo como líder global da transição climática. É o continente do Pacto Ecológico Europeu, do mercado de carbono mais antigo do mundo (o EU ETS), dos alvos de neutralidade carbónica para 2050, das directivas de sustentabilidade corporativa, das metas de energias renováveis. Bruxelas exporta regulação climática como antes exportava carvão. O discurso é impecável.
A realidade é mais complexa.
As emissões territoriais da UE diminuíram 29% desde 1990. Mas essa redução não captura a verdadeira pegada ambiental da Europa, que se estende para além das suas fronteiras através da importação de bens e serviços com elevada intensidade de carbono.
Em linguagem directa: a Europa reduziu as suas emissões em parte porque deixou de fabricar muitas das coisas que consome.
As fábricas foram para a China, para a Índia, para o Bangladesh, para o Vietname. As emissões foram com elas. Mas os produtos voltaram — em contentores, nos portos de Roterdão, de Hamburgo, de Sines. A Europa importa carbono e chama-lhe progresso climático.
Os países que externalizam emissões são frequentemente países ricos, enquanto os exportadores são frequentemente países de baixo rendimento. Os países podem fazer parecer que as suas emissões de gases com efeito de estufa estão a diminuir ao transferir indústrias sujas para o estrangeiro, mesmo que as suas emissões possam estar a aumentar quando analisadas numa perspectiva baseada no consumo.
A contabilidade climática europeia mede o que é produzido dentro das fronteiras. Não mede o que é consumido. É uma escolha metodológica com consequências políticas enormes porque permite a Bruxelas exibir números decrescentes enquanto a pegada real de consumo permanece elevada.
V. OS BRICS POLUEM. A EUROPA NEGOCIA COM ELES. E VENDE PROPAGANDA.
Vejamos os números sem filtro.
China, Índia e Rússia ocupam o primeiro, terceiro e quarto lugares mundiais em emissões de gases com efeito de estufa. Os países BRICS são responsáveis por mais de cinquenta por cento das emissões globais de gases com efeito de estufa provenientes da combustão de combustíveis fósseis.
As emissões de combustíveis fósseis na China e na Índia aumentaram mais de quatro vezes e meia desde 1990.
Em 2024, a China representa 32% das emissões globais de CO2. As emissões da Índia aumentaram 4,6% nesse mesmo ano. Os países BRICS representam 46% da população mundial, 38% do PIB global, e 48% das emissões de dióxido de carbono.
Estes são os factos.
Agora a pergunta que ninguém formula nos comunicados da Comissão Europeia: com quem é que a Europa faz negócios?
Com a China.
Com a Índia.
Com o Brasil.
Com a Rússia, até à invasão da Ucrânia, e mesmo depois, por vias indirectas.
São os principais parceiros comerciais da UE.
São os países de onde vêm o aço, o alumínio, os componentes electrónicos, os painéis solares, os veículos eléctricos, a soja, o cacau, a carne.
São os países onde as emissões subiram enquanto as europeias desciam nos gráficos de Bruxelas.
A Europa construiu a sua narrativa de líder climático em cima de uma transferência maciça de produção e de emissões para esses países.
E depois criou regulação climática que torna essa transferência invisível na contabilidade oficial.
VI. O MECANISMO DE AJUSTAMENTO CARBÓNICO: PROTECIONISMO COM EMBRULHO VERDE
Em Janeiro de 2026, entrou em vigor o CBAM — o Mecanismo de Ajustamento Carbónico na Fronteira da União Europeia.
O CBAM impõe uma taxa sobre produtos importados com elevada intensidade carbónica, como aço, alumínio, cimento, fertilizantes e electricidade, aplicável a países que não implementaram políticas climáticas equivalentes às da UE.
O objectivo declarado é nobre: evitar que as empresas europeias percam competitividade face a concorrentes que poluem sem custos. Evitar o chamado carbon leakage — a fuga de emissões para países com regulação mais frouxa.
O efeito real é mais interessante.
China, Índia, Rússia e vários países em desenvolvimento exportadores para a UE opuseram-se fortemente ao mecanismo, com o argumento de que funciona como uma barreira comercial disfarçada que aumenta os custos para os exportadores, distorce o comércio internacional e contradiz o princípio de responsabilidades comuns mas diferenciadas consagrado na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.
Há aqui uma contradição estrutural que merece ser dita com clareza: a Europa passou décadas a importar produtos baratos fabricados com energias sujas nesses países.
Beneficiou economicamente dessas emissões, elas estão incorporadas em tudo o que os europeus compraram durante trinta anos. Agora que esses países querem industrializar-se, modernizar-se, e aumentar o nível de vida das suas populações, a Europa cria uma taxa que lhes encarece as exportações, usando como justificação os padrões ambientais que a própria Europa nunca exigiu enquanto precisava dos seus produtos.
É protecionismo com embrulho verde.
É rentável para a indústria europeia.
E é vendido ao público como altruísmo climático.
VII. O ACORDO UE-MERCOSUL: O MAIOR PARADOXO
Para perceber até onde chega a contradição, basta olhar para o acordo entre a União Europeia e o Mercosul — o bloco sul-americano que inclui Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — concluído no final de 2024 após vinte e cinco anos de negociações.
O acordo prevê eliminar barreiras comerciais entre os dois blocos, abrindo o mercado do Mercosul a automóveis, máquinas, têxteis, vinho e azeite europeus, e abrindo o mercado europeu a produtos agro-alimentares sul-americanos, incluindo carne bovina e bioetanol.
E aqui está o paradoxo central: a União Europeia, que aplica o CBAM para penalizar importações com elevada intensidade carbónica, fechou simultaneamente um acordo que, segundo os seus próprios estudos de impacto, vai aumentar a desflorestação.
O Instituto Imazon, dedicado à investigação sobre a Amazónia, concluiu que o acordo UE-Mercosul conduzirá a um aumento da desflorestação, com o crescimento da procura por bens alimentares a provocar uma diminuição da área florestal e um aumento de emissões de CO2 equivalente entre 75 e 173 megatoneladas.
A própria Greenpeace alertou que a UE reconhece que o acordo aumentará a desflorestação, e que existe um conflito potencial entre o tratado e o regulamento europeu de combate à desflorestação — o EUDR — que foi adiado pela segunda vez.
Resumindo: a Europa cria uma taxa carbónica nas fronteiras para penalizar países que poluem.
Ao mesmo tempo, assina um acordo comercial que vai aumentar as emissões no Brasil.
Ao mesmo tempo, atrasa a implementação do regulamento anti-desflorestação que deveria bloquear os produtos desse mesmo acordo.
E tudo isto enquanto multinacionais europeias investem em fundos de carbono no Sul Global para compensar as suas próprias emissões.
Não é incoerência.
É uma arquitectura de interesses.
VIII. QUEM LUCRA, CONCRETAMENTE
Convém ser directo sobre isto.
As multinacionais que investem em fundos como o da Livelihoods lucram de três formas simultâneas.
Primeiro: compram créditos de carbono abaixo do preço de mercado, o que tem valor financeiro directo no contexto dos mercados de carbono e dos relatórios ESG.
Segundo: ganham acesso, durante décadas, a territórios e ecossistemas no Sul Global que de outra forma não estariam disponíveis para exploração comercial — e isso inclui cadeias de abastecimento, matérias-primas, e relações com governos locais.
Terceiro: obtêm cobertura reputacional que lhes permite continuar a operar os seus modelos de negócio sem pressão de consumidores, investidores ou reguladores.
A Comissão Europeia lucra politicamente: pode apresentar números de redução de emissões territoriais, pode exibir regulação climática como credencial geopolítica, pode usar o tema climático como alavanca negocial com países terceiros — e ao mesmo tempo manter acordos comerciais com todos eles.
Os países do Sul Global que acolhem estes projectos recebem financiamento — real, concreto, muitas vezes necessário. Mas cedem soberania sobre os seus ecossistemas a contratos de longo prazo com entidades privadas ocidentais. E as comunidades locais que habitam esses territórios raramente estão na sala quando os contratos são assinados.
Os defensores de soluções baseadas na natureza como resposta à crise climática oferecem uma saída fácil que não implica queimar menos combustível fóssil nem alterar os padrões de consumo, que são as únicas respostas reais. E à medida que a escala necessária destes projectos cresce, cresce também a probabilidade de um impacto devastador sobre povos indígenas e outras comunidades locais.
IX. A PROPAGANDA E O QUE ELA ESCONDE
O discurso oficial europeu sobre a transição climática assenta em três pilares narrativos que merecem ser desconstruídos.
O primeiro é o da liderança moral.
A Europa como modelo a seguir, como vanguarda do planeta.
O problema é que essa liderança se construiu em grande parte exportando a sua pegada de carbono para outros continentes.
Liderar na contabilidade territorial enquanto se importa carbono em contentores não é liderança — é ilusionismo estatístico.
O segundo é o da solução tecnológica e de mercado.
A ideia de que os problemas climáticos se resolvem com preços de carbono, fundos de investimento, créditos certificados e plataformas privadas.
Esta visão é conveniente para quem vende esses instrumentos e para quem os compra. É também profundamente incompleta: o debate sobre os limites da compensação de carbono tornou cada vez mais claro que cortar emissões é muito mais crucial do que compensá-las, enquanto as emissões continuam a subir ano após ano.
O terceiro é o da narrativa de urgência selectiva.
A Europa apela urgentemente à acção climática quando isso implica criar novas taxas sobre as exportações dos países emergentes, ou quando se trata de investir em florestas alheias para compensar as suas próprias emissões.
A urgência desaparece quando se trata de reduzir o consumo interno, de desacelerar o crescimento, de questionar os modelos de produção industrial que tornaram a Europa rica.
X. PORTUGAL NO MEIO DISTO TUDO: A PERIFERIA QUE SERVE DE PLATAFORMA
Para perceber o papel de Portugal nesta arquitectura de interesses, é preciso fazer uma pergunta simples e desconfortável: o que é que Portugal tem que as grandes potências europeias e as multinacionais tecnológicas querem?
Três coisas.
Sol.
Território.
E uma classe política suficientemente dócil para deixar acontecer.
A fábrica que nos restava e o que a transição verde lhe está a fazer
Durante décadas, a Autoeuropa em Palmela foi um dos argumentos mais sólidos que Portugal tinha para justificar a sua relevância industrial no contexto europeu. Quase cinco mil trabalhadores directos, dezenas de milhares de postos indirectos, e o estatuto de maior exportador individual do país.
Era, em termos simbólicos, a prova de que Portugal podia fazer parte da cadeia de valor europeia como produtor, não apenas como destino turístico ou receptor de remessas.
Agora essa posição está sob pressão de várias direcções em simultâneo — e a transição verde é uma delas, não a única, mas uma peça central do puzzle.
Em 2026, a Autoeuropa vai parar cerca de 70 dias — além das paragens técnicas normais — para obras de 300 milhões de euros destinadas a descarbonizar a produção e adaptar a fábrica aos eléctricos. A empresa prevê produzir entre 25 mil e 30 mil carros a menos nesse ano, o que a economia portuguesa sentirá nas exportações.
Mas o problema estrutural é mais profundo do que uma paragem de obra.
O Grupo Volkswagen prepara aquela que pode ser a maior reestruturação em 89 anos de história, com planos para eliminar até cem mil dos seus 657 mil postos de trabalho a nível mundial, enquanto o lucro líquido do grupo caiu 28% no primeiro trimestre de 2026.
As causas são múltiplas, concorrência chinesa, investimento em software, tarifas americanas, mas entre elas está a pressão da regulação europeia que forçou a indústria automóvel a apostar nos eléctricos a um ritmo que o mercado não acompanhou.
O Grupo Volkswagen reorganizou a gestão das suas fábricas em regiões, criando uma Região Ibérica que agrupa a Autoeuropa com as fábricas espanholas de Martorell e Pamplona. Na prática, a Autoeuropa deixa de ser gerida autonomamente e passa a competir internamente com fábricas espanholas por modelos e volume de produção. Num grupo em crise, essa competição não é neutra.
O que aconteceu aqui é revelador de como a política climática europeia produz efeitos que ninguém quer nomear directamente.
Bruxelas mandatou o fim dos motores de combustão para 2035 — depois recuou parcialmente, sob pressão da Alemanha, da França e da Itália, os países com indústria automóvel doméstica.
Portugal não tem indústria automóvel doméstica. Portugal tem a Autoeuropa, que é alemã.
E quando a Volkswagen decide onde concentrar os seus recursos limitados durante a transição, a fábrica portuguesa não vota no Parlamento Europeu.
Os campos que desaparecem sob os painéis
Ao mesmo tempo que a nossa única âncora industrial de peso negoceia a sua sobrevivência na crise dos eléctricos, o interior do país está a ser redesenhado por um outro imperativo da transição verde europeia: as metas de renováveis.
Portugal assumiu o compromisso de instalar 20,8 GW de energia solar fotovoltaica até 2030.
Em Abril de 2026, a potência instalada em energias renováveis totalizava já 22,4 GW, com mais de 6,5 GW em fotovoltaica.
Os números são impressionantes.
O que eles não dizem é onde essa capacidade está a ser instalada.
O presidente da associação Zero, Francisco Ferreira, reconheceu que várias centrais solares de grande dimensão têm gerado forte contestação e mobilização popular em muitos aspectos, resultado da selecção de áreas com fortes impactos ambientais e sociais.
Em linguagem não diplomática: os parques solares estão a ocupar terra agrícola, paisagem, e território que pertencia a comunidades locais que não foram consultadas.
O padrão é o mesmo que vimos nos mangais do Senegal. Escala diferente, mesmo mecanismo. Uma necessidade real, a transição energética, é instrumentalizada para justificar o acesso a territórios. Mas quem beneficia directamente dessa energia?
A Microsoft anunciou um investimento superior a dez mil milhões de dólares em infraestrutura de IA em Portugal, o maior negócio de data centers da história do país, com instalações em Sines. Portugal comprometeu mais de doze mil milhões de euros em investimento até 2030, atraindo gigantes como Microsoft, Equinix e Digital Realty.
Os municípios do interior estão a receber projectos de dimensão sem precedente.
No Fundão, pequena cidade próxima da fronteira espanhola, foi anunciado um data center avaliado em quatro mil milhões de euros.
A narrativa oficial é a do emprego e do desenvolvimento regional.
A realidade operacional é outra. Um data center de grande escala consome entre 50 e 500 megawatts de potência de forma contínua, 24 horas por dia, 365 dias por ano.
Esta exigência de continuidade é precisamente o que torna estes equipamentos incompatíveis, por natureza, com a variabilidade das fontes renováveis como o solar e o eólico.
Um parque solar produz energia durante algumas horas por dia.
Um parque eólico produz quando o vento sopra. Um data center não para.
Nunca.
Isto significa que os parques solares que cobrem os campos do Alentejo e do interior não fornecem directamente os data centers.
Servem para que os operadores possam assinar contratos de energia verde (os chamados PPAs), apresentar relatórios de sustentabilidade impecáveis, e declarar-se carbon neutral enquanto consomem energia fóssil nas horas em que o sol não brilha.
É o mesmo mecanismo dos créditos de carbono, aplicado à electricidade.
O consumo de energia dos data centers aumentou 12% por ano entre 2017 e 2023, quatro vezes mais rápido do que o crescimento global da oferta de electricidade. Empresas como a Google registaram um aumento de cerca de 150% nas suas emissões desde 2020. A Google, a Microsoft e a Amazon chegam a Portugal com compromissos de carbono zero e relatórios de sustentabilidade cuidadosamente elaborados. E os campos portugueses ficam cobertos de vidro e alumínio para que esses compromissos pareçam credíveis nos relatórios anuais.
O que Portugal ganha — e o que cede
Convém ser honesto sobre o que há de real neste cenário. Os data centers trazem investimento, algum emprego qualificado, receita fiscal, e posicionam Portugal como hub digital europeu numa altura em que a IA está a redesenhar a geografia industrial do continente. A energia renovável reduz a dependência energética, que em 2023 ainda era de 66,7%.
Estes não são argumentos falsos.
O problema não é o que Portugal ganha.
É o que Portugal cede, e a quem, e em que condições.
O que cede é território — terra agrícola, paisagem, identidade do interior — para servir a agenda de descarbonização contabilística de multinacionais americanas e europeias.
Cede soberania energética ao aceitar que a prioridade da rede eléctrica passe a ser abastecer infraestrutura de IA em vez de consumo doméstico e industrial nacional.
E cede capacidade de negociação futura ao tornar-se dependente de decisões de investimento tomadas em Wolfsburgo, Seattle ou Dublin — cidades onde Portugal não tem voto nem voz.
A Autoeuropa pode sobreviver à transição eléctrica ou não. Depende de decisões tomadas em conselhos de administração alemães, em função de margens de lucro, pressão accionista e posicionamento estratégico global. Portugal pode influenciar marginalmente esse processo — e tem-no feito, com o anúncio do ID.Every1 a ser produzido em Palmela a partir de 2027 como vitória diplomática. Mas a dependência estrutural mantém-se: somos uma fábrica por contrato numa empresa que decide unilateralmente quanto produzimos e em que condições.
E enquanto isso acontece, o interior do país onde vivem as pessoas que mais perderam nas últimas três décadas de desindustrialização, desertificação e abandono recebe parques solares que produzem electricidade que não consome, data centers que empregam engenheiros que não existem localmente, e promessas de desenvolvimento regional que chegam sempre nos discursos inaugurais e raramente nos extractos bancários das famílias que ficaram.
Portugal como colónia de serviços energéticos
Há um padrão histórico que Portugal conhece bem e que está a repetir-se em versão verde.
Durante o século XIX e XX, as periferias europeias forneciam matérias-primas — cortiça, minério, mão de obra barata — ao centro industrial do continente. O valor acrescentado ficava em Birmingham, em Manchester, no Ruhr.
A periferia ficava com o emprego precário e a extracção.
O que está a acontecer agora tem uma lógica semelhante.
Portugal fornece sol, território e electricidade renovável barata. O valor acrescentado — os data centers, a IA, as plataformas digitais, os serviços financeiros que dependem dessa infraestrutura — fica em Dublin, em Amesterdão, em Seattle.
Portugal fica com o campo coberto de painéis, a conta da rede eléctrica sobrecarregada com a prioridade aos grandes consumidores industriais, e o estatuto de hub de renováveis que soa bem em conferências europeias mas não paga salários nem fixa população no interior.
A diferença em relação ao passado é que desta vez o processo tem embrulho verde.
Chama-se transição climática.
Há metas, há directivas, há relatórios de sustentabilidade, há fundos europeus associados. E toda a gente que questiona é colocada do lado errado da história — o lado que não quer o planeta.
É uma armadilha retórica perfeita. E Portugal, mais uma vez, está a cair nela.
XI. CONCLUSÃO: O FIM DO MUNDO É UM MERCADO
O fundo da Livelihoods não é uma anomalia. É um sintoma de como o capitalismo europeu aprendeu a monetizar a sua própria culpa.
A crise climática, real e documentada, foi transformada numa oportunidade de negócio — de créditos, de fundos, de regulação, de certificação, de consultoria ESG, de taxas de fronteira.
E no centro de tudo isto estão as mesmas empresas que durante décadas construíram os modelos de produção e consumo que geraram o problema.
Plantar mangais no Senegal não vai salvar o planeta enquanto a Danone emite vinte milhões de toneladas por ano.
Enquanto a Europa importa aço chinês fabricado com carvão e chama progressos à diminuição das suas emissões territoriais.
Enquanto o acordo UE-Mercosul abre o caminho à desflorestação da Amazónia e o regulamento anti-desflorestação é adiado pela segunda vez. Enquanto os BRICS são apontados como os grandes poluidores do século — o que é factualmente verdadeiro — mas sem que ninguém mencione que produzem maioritariamente para o consumo europeu e americano.
Enquanto Portugal vende o seu sol e o seu interior para que a Microsoft possa dizer que é carbon neutral.
A crise climática é real.
O que é falso é a ideia de que está a ser levada a sério por quem tem o poder de a resolver.
O que está a ser levado muito a sério, esse sim, é o negócio que ela gerou.
FONTES

Invenções que mudaram o mundo!

A ciência é mais fascinante do que você imagina. 
A história da humanidade também pode ser contada por meio de suas invenções.
Ao longo dos séculos, homens e mulheres criaram ferramentas que mudaram completamente a forma como vivemos. A imprensa revolucionou a disseminação do conhecimento, o telescópio ampliou nossa visão do universo e a lâmpada elétrica transformou as noites em tempo produtivo.
Depois vieram o telefone, o rádio, o automóvel, o avião, a câmara fotográfica, a máquina de escrever, o frigorífico, o aspirador de pó e tantas outras invenções que facilitaram tarefas do dia a dia e aproximaram pessoas separadas por milhares de quilómetros.
Muitas dessas tecnologias parecem comuns hoje, mas, quando surgiram, representaram verdadeiras revoluções. Elas abriram caminho para novas descobertas e serviram de base para inúmeras inovações que usamos atualmente.

Cada invenção nasceu para resolver um problema específico. 

Juntas, elas ajudaram a construir o mundo moderno.


👉 Siga @terraecosmos para aprender algo novo todos os dias.

📚 Fontes: Encyclopaedia Britannica; Smithsonian Institution; IEEE History Center; Library of Congress.

Pode ser uma imagem de mapa e texto que diz "INVENÇÕES QUE MUDARAM o MUNDO Ideias que transformaram a humanidade para sempre 1440 Imprensa 1608 Telescópio 1879 Lâmpada elétrica 1877 Fonógrafo 1886 Automóvel 1876 Telefone 1895 Rádio 1903 Avião 1895 1868 Cinematógrafo Máquina de escrever 1901 Aspirador depó pó 1913 Geladeira 1882 1790 Ventilador elétrico Máquina de costura 1826 Fogão gás 1675 Relógio de bolso 1817 Bicicleta 1804 Locomotiva a vapor 1839 Câmera fotográfica A história da humanidade contada pelas invenções que transformaram problemas em soluções 1888 Gramofone"

domingo, 28 de junho de 2026

Estruturas semelhantes a microchips, parasitas e nanotecnologia de auto-assemblagem encontradas dentro da vacina Pfizer contra a COVID-19.

Investigadores  publicaram este mês um estudo no International Journal of Vaccine Theory, Practice, and Research em que divulgaram imagens de microscopia de campo escuro do que descrevem como “parasitas” auto-assembláveis, estruturas maciças em forma de fita, protocélulas compartimentadas e uma estrutura rectangular integrada dentro do material da vacina contra COVID-19 da Pfizer, argumentando que as descobertas são consistentes com arquitecturas biológicas sintéticas avançadas.

A publicação surge no momento em que o CDC atribui à Pfizer, numa decisão que mostra bem o poder do Regime Epstein, mais de 1,24 mil milhões de dólares em contratos para mais vacinas contra a COVID.

O novo artigo, “Da nanotecnologia de auto-montagem baseada em ADN e ARN sintéticos às sequelas das vacinas contra a COVID-19”, foi publicado a 19 de Junho pelo investigador independente Shimon D. Yanowitz e pelo professor Daniel Broudy, da Universidade Cristã de Okinawa.

O estudo centra-se em imagens de microscopia obtidas a partir do conteúdo de frascos da vacina Pfizer. De acordo com o artigo, os investigadores depositaram gotas do conteúdo do frasco da Pfizer em lâminas de microscópio e observaram o conteúdo sob lamínulas.

Os autores referem que estruturas invulgares apareceram e organizaram-se ao longo do tempo após o conteúdo do frasco ter sido colocado sob observação.

Uma das primeiras imagens destacadas no artigo é o que os autores descrevem como:

“Uma estrutura sintética, semelhante a um ‘parasita’, que se auto-montou numa lâmina de vidro com um pouco de fluido de um frasco da Pfizer ali depositado e localizado sob uma lamela.”

 

 

O artigo apresenta também imagens do que os investigadores chamam de fitas auto-assembláveis.

A legenda da figura refere:

“Estruturas muito grandes do tipo ‘fita’ que se auto-assemblaram na lâmina de vidro do microscópio a partir de uma gota de matéria do frasco da Pfizer…”

As imagens publicadas no estudo mostram longas formações fibrosas que se estendem por grandes porções do campo do microscópio. Segundo os autores, algumas das estruturas dobraram-se e desenvolveram-se em formas cada vez mais elaboradas enquanto eram observadas.

 

 

A imagem visualmente mais impactante do artigo é talvez a Figura 8, que os autores do estudo descrevem como:

“Uma cápsula esférica muito grande, compartimentada, do tamanho de uma célula (‘protocélula’)…”

Na mesma imagem, os investigadores identificam:

“…um compartimento rectangular mais pequeno que contém potencialmente meta-ADN…”

A estrutura retangular, claramente um artefacto, parece estar embutida na formação esférica maior e está entre as imagens mais invulgares apresentadas no estudo.

 

 

Imagens adicionais mostram estruturas esféricas semelhantes a flutuar em material de um frasco da vacina mRNA da Pfizer.

Os investigadores legendam as imagens nestes termos::

“Protocélulas a flutuar numa gota de um frasco da Pfizer sob uma lamela…”

 

 

De acordo com o artigo, estas estruturas não são anomalias isoladas. Os autores defendem que as imagens, em conjunto, revelam uma hierarquia de arquitecturas auto-organizadas que começa com materiais à escala nano e progride para formações cada vez maiores e mais complexas, visíveis ao microscópio.

Os investigadores argumentam ainda que as estruturas documentadas no material da vacina da Pfizer assemelham-se a tecnologias descritas na literatura científica envolvendo origami de ADN, biomateriais programáveis, nanorrobótica, sistemas de comunicação molecular e engenharia biológica sintética.

O artigo defende, em última análise, que as estruturas semelhantes a parasitas, as formações em forma de fita, as protocélulas e os compartimentos rectangulares embutidos e documentados no material da vacina da Pfizer são componentes de um sistema de auto-assemblagem maior.

Os investigadores concluem que as imagens fornecem provas que ligam o conteúdo da vacina contra a COVID-19 da Pfizer a conceitos mais amplos em biologia sintética, nanotecnologia e arquitecturas biológicas programáveis, ao mesmo tempo que apelam a uma investigação mais aprofundada sobre a identidade, a composição e o significado biológico das estruturas documentadas no estudo.


https://contra-cultura.com/2026/06/26/estruturas-semelhantes-a-microchips-parasitas-e-nanotecnologia-de-auto-assemblagem-encontradas-dentro-da-vacina-contra-covid-19-da-pfizer/

A Volkswagen é mais uma vítima mortal da União Europeia.

História da Marca Volkswagen - iMotor
E isto não é teoria da conspiração. Não é preciso ir buscar um senhor de chapéu de alumínio fechado na cave. Basta ler os relatórios e contas.
A Volkswagen não está em dificuldades porque os alemães desaprenderam a fazer carros. Não está a cortar dezenas de milhares de postos de trabalho porque, de repente, em Wolfsburgo se descobriu que afinal o segredo da prosperidade era produzir menos, despedir mais e rezar por dias melhores.
A própria Volkswagen escreve, preto no branco, que o ano foi marcado por tarifas, tensões geopolíticas, pressão concorrencial intensa, custos de reestruturação, transição eléctrica e regulação de CO₂. Traduzindo para português: meteram uma das maiores empresas do mundo dentro de uma máquina burocrática, ambientalista e ideológica, ligaram a centrifugação, e agora saiu de lá uma empresa esmagada.
O resultado operacional caiu brutalmente. As receitas ficaram praticamente paradas. A margem operacional ficou miserável para uma empresa desse porte. E, como cereja no bolo, a empresa reconhece centenas de milhões em custos ligados à regulação europeia de CO₂. Isso não é uma opinião. Isso está nos documentos da empresa.
A UE decidiu que o futuro automóvel europeu tinha que ser decidido por burocratas que nunca fabricaram uma dobradiça, nunca venderam um carro, nunca pagaram salários com dinheiro próprio e nunca tiveram que competir com a China ou os EUA.
Resultado: os EUA inovam, a China fabrica, a Europa regula, e a Alemanha despede. É esta a nova cadeia de produção do planeta, sendo que a Europa está a conseguir ser mais produtiva a despedir do que os EUA a inovar ou a China a fabricar.
A Volkswagen junta-se assim a uma longa lista de cadáveres, semi-cadáveres e marcas transformadas em fantasmas.
Lembram da Nokia? A Europa tinha a rainha mundial dos celulares. Agora todos nós andamos com IOS e Android.
Lembram-se da Siemens Mobile? Evaporou-se. Lembram-se da Ericsson? Toda a gente conhece aquele gajo que tinha um Ericsson! Hoje, faz parte dos museus.
Lembram da Alcatel? Da Grundig? Da AEG? Da Thomson? Da Olivetti? Da Philips? Lembram da Saab? Da Rover? Da Volvo, que acabou nas mãos da chinesa Geely?
E agora seguem-se Volkswagen, Mercedes e o coração industrial alemão. Quem conhece as histórias passadas, consegue perceber o desenlace destes novos dramas. Já vimos este filme.
A Europa está sendo assassinada pela União Europeia e seus governos. A “transição” fez gigantes transitarem para o estado de falidos. A “neutralidade de carbono” se traduziu na transferência de indústria para países que continuam a produzir com carvão.
"Soberania estratégica” agora, é depender da China para baterias, minerais, painéis solares e componentes. A “competitividade” é meter mais custos, mais regras, mais impostos, mais certificados, mais proibições e fazer dos subsidios uma das principais fontes de receita de empresas escolhidas a dedo por burocratas.
Ele é o tipo de gênio administrativo que só poderia nascer em um continente onde um burocrata olha para uma fábrica e não vê trabalhadores ou empresários precisando de ajuda. Você vê “emissões”, “metas”, “conformidade” e “alinhamento regulatório”. Parece uma anedota.
A Europa comporta-se como o maior serial killer empresarial do pós revolução industrial. Mata com a arrogância moral de quem acha que o mundo inteiro imitará a Europa se a Europa se imolar primeiro. Só que o mundo não imita. O mundo vende-nos os produtos que deixámos de conseguir produzir. A China agradece. Os EUA abriram os olhos. A Europa faz palestras.
E aí, claro, aparecem os mesmos iluminados perguntando por que a revolta cresce, por que os trabalhadores deixam de confiar no sistema, por que a classe média sumiu, por que a Alemanha estagnou, por que a França queima, e por que os portugueses votam como quem votaria em um país em colapso, apesar de nos inundarem de estatísticas dizendo que está tudo bem.
A resposta está em Wolfsburgo. Está nas fábricas paradas. Está nos despedimentos. Está na Autoeuropa em pausa. Está na Mercedes a cortar custos. Está nos fornecedores alemães a tremer. Está nos nomes que já foram orgulho europeu e hoje são epitáfios industriais. Está na miséria que se vive em Setúbal, no Vale do Ave, em Aveiro, e no Porto, que vivia de serviços que prestava às industrias.
A Volkswagen não é apenas uma empresa em crise. É só mais uma. Quando se entrega a economia real a burocratas, a indústria não se adapta. Morre. E quando a indústria morre, não morre sozinha. Leva consigo salários, a classe média, o conhecimento técnico, a soberania, o poder político e o futuro.
Vamos ficar reduzidos a funcionários públicos, a dívida, a subsídios, a imigrantes baratos, a pobres subsidiados, a ricos exilados e classe média inexistente.
Caminhamos alegremente para ser o terceiro mundo. E não é só por causa da cultura que milhões de imigrantes trazem. É também pela cultura de auto extinção que por aqui continua vencendo nas urnas. E isso não é culpa de quem vem de fora.

João Pereira dos Santos

Lista de algumas das empresas, chinesas, instaladas no nosso país


Pode ser um desenho de texto(

O capital chinês possui uma forte presença estratégica na economia de Portugal, tendo adquirido posições de grande relevância (frequentemente como o maior acionista ou com controle total) em setores como energia, finanças, saúde e infraestrutura.
Abaixo estão listadas as 20 empresas mais importantes que operam em Portugal e possuem controle ou participações dominantes e estratégicas de grupos chineses:
- Sector Financeiro e Seguros
Fidelidade – É a maior seguradora de Portugal. O grupo privado chinês Fosun detém cerca de 85% do capital.
Millennium BCP – Maior banco privado português. A Fosun é a maior acionista individual, detendo cerca de 20% das ações.
Bison Bank – Antigo Banif – Banco de Investimento, foi 100% adquirido pelo grupo Bison Capital, baseado em Hong Kong.
Multicare – Relevante seguradora de saúde portuguesa que faz parte do grupo Fidelidade, controlada indiretamente pela Fosun.
Via Directa (Ok! Seguros) – Outra subsidiária do ecossistema da Fidelidade voltada a seguros digitais e diretos.

- Energia e Utilidades Públicas
EDP (Energias de Portugal) – Uma das maiores empresas do país. A estatal China Three Gorges (CTG) é a maior acionista individual com mais de 20% do capital.
REN (Redes Energéticas Nacionais) – Empresa que gere as redes de transporte de eletricidade e gás. A State Grid Corporation of China detém 25% da empresa, e a Fosun possui pouco mais de 5%.
EDP Renováveis – Gigante do setor de energias limpas controlada pela EDP, sofrendo forte influência estratégica da China Three Gorges.
Petrogal Brasil (Subsidiária da Galp) – Embora a Galp seja portuguesa, a estatal chinesa Sinopec detém 30% da sua lucrativa operação de extração petrolífera no Brasil.

-Saúde e Hospitais
Luz Saúde – Um dos maiores grupos de medicina privada em Portugal (dono do Hospital da Luz). É controlado pela Fidelidade (Fosun).
Hospital da Luz – Rede hospitalar de referência integrada no ecossistema da Luz Saúde e dominada pela gestão do capital chinês.

-Engenharia, Construção e Indústria
Mota-Engil – A maior construtora de Portugal. O grupo estatal chinês CCCC (China Communications Construction Company) comprou uma posição estratégica de mais de 30% da empresa.
CALB Portugal (China Aviation Lithium Battery) – Responsável pelo maior investimento industrial recente em Portugal (cerca de 2 mil milhões de euros) para criar uma megafábrica de baterias elétricas em Sines.
Martifer – Empresa de construções metálicas e energias renováveis que conta com investimentos diretos de capital chinês em seu portfólio.

-Tecnologia, Telecomunicações e Mídia
Huawei Portugal – Gigante tecnológica chinesa com forte domínio na infraestrutura de redes de telecomunicações e venda de eletrónicos em solo português.
ZTE Portugal – Outra multinacional estatal chinesa focada em telecomunicações que opera de perto com os operadores de rede portugueses.
Tencent Portugal – Multinacional que não só gerencia propriedade intelectual e investimentos locais, como monitora startups no ecossistema ibérico.
Reditus – Empresa portuguesa de tecnologias de informação que possui participações minoritárias mas estratégicas de fundos associados ao capital chinês.

-Outros Setores (Imobiliário e Logística)
Fosun Portugal (Imobiliário) – Braço que gere dezenas de propriedades de luxo, terrenos urbanos e ativos imobiliários de grande porte comprados pelo grupo em Lisboa e Porto.
Inapa – Empresa do setor de distribuição de papel e soluções de embalagem que listou capital aberto com investimentos diretos e indiretos de grupos orientais.

Se você quiser, posso detalhar quais dessas empresas são estatais da China ou explicar o impacto que essas aquisições geraram na economia de Portugal. Como gostaria de prosseguir?

EmDireita Portugal 🇵🇹 (vota e troca tudo SEMPRE)

sábado, 27 de junho de 2026

Assim nasceu a Volvo.

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz "update. diário Dois suecos decidiram construir carros para O pior cenário possível. Acabaram criando uma das marcas mais respeitadas do mundo."
Em 1924, dois ex-colegas da fabricante sueca de rolamentos SKF se encontraram para jantar em Estocolmo.
De um lado estava Assar Gabrielsson, executivo de vendas com formação em economia. Do outro, Gustaf Larson, engenheiro mecânico apaixonado por automóveis.
Na época, a Suécia importava a maior parte dos carros que circulavam no país. O problema era que muitos desses veículos não suportavam bem o clima rigoroso e as estradas precárias da região.
Foi aí que surgiu uma ideia aparentemente simples: construir um carro sueco para as condições suecas.
O projeto parecia arriscado.
Não havia garantia de financiamento, nem certeza de que existiria demanda suficiente para sustentar uma nova montadora.
Mesmo assim, Gabrielsson decidiu financiar o desenvolvimento inicial do próprio bolso, enquanto Larson liderava o projeto de engenharia. Os dois chegaram a assinar um acordo em que o engenheiro só receberia pelo trabalho caso o projeto desse certo.
Durante meses, eles trabalharam no desenvolvimento dos primeiros protótipos.
A estratégia era clara: priorizar qualidade, robustez e segurança em vez de competir apenas por preço.
Em 14 de abril de 1927, o primeiro Volvo ÖV4, apelidado de "Jakob", saiu da linha de produção em Gotemburgo. A marca Volvo havia nascido oficialmente.
O mais impressionante é que a empresa já operava com lucro no terceiro ano de existência e rapidamente expandiu sua atuação para caminhões e ônibus.
Décadas depois, a Volvo se tornaria referência mundial em segurança automotiva, ajudando a consolidar uma reputação construída desde a visão original de seus fundadores: criar veículos capazes de proteger as pessoas e enfrentar condições extremas.
A grande lição dessa história é que muitas empresas vencedoras não surgem tentando ser as mais baratas ou as mais populares.
Elas nascem resolvendo um problema específico melhor do que qualquer concorrente.
Foi exatamente isso que Assar Gabrielsson e Gustaf Larson fizeram há quase 100 anos.
Aqui no Update Diário analisamos as melhores histórias de negócios todos os dias.
Siga a gente para não perder a próxima.

domingo, 21 de junho de 2026

Principais jogos do Manchester United em 2026/2027

Manchester United 26/27 Home Jersey with Fernandes 8 UCL Printing & Badge Red

Manchester United 25/26 Away Jersey White Detail [1-5]

A primeira temporada do Manchester United de volta à Liga dos Campeões em três anos começa bem, com duas das três equipas recém-promovidos já nos três primeiros jogos. Carrick também terá a oportunidade perfeita para começar a sua primeira temporada completa com o pé direito, com partidas em casa contra o Manchester City e o Tottenham nos seus seis primeiros jogos, confrontos que terminaram com vitória na última temporada.

A reta final do campeonato também é favorável, com a única partida contra um dos "seis grandes" que o United enfrentará após Março sendo uma visita ao Tottenham. Os jogos contra o Liverpool abrem e fecham o período festivo, que também inclui visitas ao Emirates e ao St. James' Park.

Os três primeiros jogos

  • 22 de agosto, 12h30: Hull City x Manchester United
  • 29 de agosto, 15h Manchester United x Ipswich Town
  • 5 de setembro, 15h Everton x Manchester United

Últimos três jogos

  • 15 de maio, 15h Manchester United x Leeds United
  • 23 de maio, 15h: Tottenham Hotspur x Manchester United
  • 30 de maio, 16h Manchester United x Fulham

Possível jogo do Boxing Day

  • Manchester United x Nottingham Forest

Derbies e rivalidades

  • 12 de setembro, 15h Manchester United x Manchester City
  • 17 de outubro, 15h Leeds United x Manchester United
  • 31 de outubro, 15h Chelsea x Manchester United
  • 21 de novembro, 15h: Liverpool x Manchester United
  • 19 de dezembro, 15h Arsenal x Manchester United
  • 23 de janeiro, 15h Manchester United x Liverpool
  • 6 de fevereiro, 15h Manchester United x Chelsea
  • 27 de fevereiro, 15h Manchester United x Arsenal
  • 20 de março, 15h Manchester City x Manchester United
  • 15 de maio, 15h Manchester United x Leeds United

  • https://www.telegraph.co.uk/football/2026/06/19/premier-league-fixtures-2026-2027-boxing-day-matches/#manchester-united