Há uma comparação que se tornou num argumento idiota.
Sempre que se fala dos problemas reais da imigração atual, alguém da esquerda, da comunicação social ou dos círculos ativistas progressistas responde com a mesma frase: “Mas os portugueses também emigraram nos anos 60.”
É uma frase elegante. Parece generosa. Parece humana.
Mas é, no fundo, uma das maiores desonestidades intelectuais do nosso tempo. Nada de surpresa vindo do esgoto moral da esquerda.
Comparar o emigrante português dos anos 60 com as vagas que chegam hoje da Síria, do Afeganistão, de África ou de certos países asiáticos não é só impreciso.
É uma forma deliberada de apagar diferenças que importam. Diferenças de valores, de comportamento e de vontade de se integrar.
Vamos olhar para os factos, um a um:
1- Os portugueses que partiram nos anos 60 saíram de uma ditadura. Chegaram a países livres e democráticos. Trabalharam, muitas vezes em condições duríssimas. Aprenderam a língua. Respeitaram as leis. Não formaram guetos paralelos. Não rejeitaram a cultura do país que os recebia. Não exigiram que a sociedade se adaptasse a eles. Adaptaram-se eles. E fizeram-no porque partilhavam, no essencial, a mesma matriz civilizacional: valores judaico-cristãos, respeito pela dignidade da pessoa, igualdade fundamental entre homem e mulher, liberdade de consciência.
Agora olhemos para o presente.
2- Facto. Em 10 anos emigraram 1.500.000 portugueses. Desde António Costa importamos mais de 1.500.000 imigrantes sem qualificações e maioritariamente do Terceiro Mundo.
Que lindo serviço.
3- Mais. Em vários países europeus que ainda têm a coragem de publicar estatísticas honestas (Dinamarca, Noruega, Países Baixos, Alemanha) certos grupos de imigrantes não-ocidentais, sobretudo de origem muçulmana do Médio Oriente, Paquistão, Índia, Bangladesh, África ou europeus da Albânia aparecem sistematicamente sobre-representados na criminalidade, especialmente na violência e nos crimes sexuais.
Não é uma opinião. São números oficiais. A percentagem da população e a percentagem de suspeitos e condenados não batem certo. Os portugueses que emigraram nunca estiveram associados a esse padrão.
Mas a diferença não é só estatística. É cultural e moral.
4- Os portugueses defendiam (e defendem) os direitos das mulheres, a liberdade de expressão e a liberdade sexual.
5- Em muitos dos países de origem destas novas vagas, a mulher continua a ser vista de forma subordinada, a homossexualidade é crime ou abominação e a crítica à religião dominante pode custar a vida ou a liberdade. Não se “integra” quem rejeita os alicerces da sociedade que o recebe. Integra-se quem aceita as regras do jogo. E muitos destes novos fluxos não aceitam. Ainda acham que lhes devemos algo devido ao passado colonial.
6- Há ainda a questão religiosa.
O Cristianismo, mesmo nos seus momentos mais difíceis da história, desenvolveu a ideia de tolerância e de separação entre o sagrado e o político.
O Islão e as suas interpretações dominantes em várias comunidades atuais não. É uma religião com pretensões políticas e universais.
Quem o nega ou está a mentir, ou simplesmente recusa olhar para textos, história e comportamento presente. Redes como a Irmandade Muçulmana não são invenção da “extrema-direita”. Relatórios de serviços secretos e análises oficiais em França e noutros países europeus documentam a sua estratégia de influência a longo prazo e a construção de estruturas paralelas dentro das sociedades europeias.
7- Colocar no mesmo saco o emigrante português humilde, trabalhador e adaptável com grupos que apresentam padrões estatísticos e culturais radicalmente diferentes não é humanismo. É uma arma política do ESGOTO DA ESQUERDA E DA COMUNICAÇÃO SOCIAL.
Serve para intimidar e desarmar qualquer crítica.
Serve para impor um relativismo cultural que nivela por baixo.
Serve, no fundo, para atacar o modelo de sociedade ocidental capitalista, individualista, liberal, nascido da herança judaico-cristã e do Iluminismo.
A esquerda, do PS, BLOCO, LIVRE, PCP e PAN, do Sanchez, do Macron, do Starmer, da Von Der Leyen e do Guterres, como esgotos que são, usam, cá e lá fora, a diversidade e o Islão como comparsas úteis nesta guerra cultural.
8- O resultado está à vista: sociedades cada vez mais fragmentadas, zonas de não-direito, pressão crescente sobre mulheres e minorias sexuais e erosão da liberdade de expressão.
Isto não é ódio a indivíduos.
Há imigrantes de todas as origens que se integram e contribuem. Há portugueses que falharam. Mas negar padrões, negar diferenças de valores e negar a incompatibilidade de certas visões de mundo com a nossa não é generosidade. É suicídio civilizacional.
A Europa e Portugal não têm qualquer obrigação de se autodissolverem em nome de um igualitarismo falso DE ESQUERDA e conveniente aos muçulmanos e marxistas.
Quem insiste nesta comparação desonesta não está a defender a humanidade. Está a facilitar a caminhada para o abismo.
A verdade é simples, dura e inconveniente:
Nem todas as culturas são iguais. Nem todas as vagas migratórias são iguais. E quem finge que são, não está a proteger os fracos. Está a trair o futuro dos seus próprios filhos.
Comparar emigrantes portugueses com o Terceiro Mundo é um desrespeito pelos nossos antepassados e por todo o seu esforço.
Se a esquerda é um esgoto, que não levem para lá a memória dos nossos avós.
Respeitem-nos!
Tenho dito!
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