Para combater a inflação algumas empresas estão a adoptar a estratégia da reduflação: menos qualidade e mesmo (ou mais alto) preço. Conheça ao que tem de estar atento neste espaço dedicado a responder às dúvidas dos consumidores.
Nos dias que passam é difícil tirar da cabeça a palavra “inflação”. A média da inflação em 2022 alcançou os 7,8%, valor que contrasta com a média da inflação de 2021, que se fixou nos 1,3%.
Por causa da escalada da inflação, os consumidores estão a comprar os mesmos produtos, mas a gastar muito mais dinheiro. É geral, está a acontecer em todos os sectores, e nós já lhe demos algumas dicas para poupar ao máximo.
Mas a inflação traz muitas vezes inerente a reduflação, uma estratégia empresarial. Este conceito não é tão falado, nem tão notório. A reduflação acontece quando o tamanho dos produtos é diminuído e o seu preço continua o mesmo - ou até aumenta - é como uma inflação dissimulada.
A maior parte das vezes são diferenças que o próprio consumidor não consegue notar à primeira vista. Esta prática já é comentada de forma generalizada há alguns anos, em frases como “os sacos das batatas fritas cada vez têm mais ar do que batatas” ou “este gelado já foi maior”, a verdade é que esta prática se tem alargado a diferentes áreas e a DECO PRO TESTE já o confirmou em marcas conhecidas por todos.
A prática não constitui um crime desde que a informação no rótulo e na etiqueta do preço estejam correctas. A verdade é que é raro o consumidor reparar na redução de algumas gramas do produto, o que leva esta prática a ser considerada enganosa, já que induz os consumidores em erro. Mas se as informações estiverem correctas, é legal.
A justificação nunca chega ao consumidor e como não há fiscalização, é muito difícil encontrar o “culpado”.
Segundo a DECO PRO TESTE, um cabaz de 63 produtos alimentares essenciais custa agora mais €45 do que há um ano. Neste momento, são precisos mais de €230,38 para comprar este conjunto de produtos considerados de primeira necessidade. Estes valores representam uma subida de 24,4% relativamente ao dia 23 de Fevereiro de 2022, véspera da invasão da Rússia à Ucrânia.
Para poupar no supermercado, faça uma lista do que realmente precisa e siga-a à risca. Compare os preços por unidade -é a melhor forma de conseguir fugir à reduflação - aproveite as promoções e opte por marcas brancas quando a qualidade é assegurada. Evite o desperdício e poupe ao mesmo tempo ao aproveitar os produtos que tem no frigorifico e na despensa para pratos novos.
O "Minuto Consumidor" é um projecto onde procuramos, todas as semanas, responder às suas dúvidas. Para acompanhar no Expresso Online e na antena da SIC Notícias, com o apoio da DECO Proteste.
Envie as suas dúvidas para minutoconsumidor@deco.proteste.pt
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